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22/11/2009
Escrito por em Análises | 10.323 Leituras

O Chrome OS foi apresentado há apenas uns dias, e ao mesmo tempo foi também liberado o código-fonte do sistema operativo, assim como instruções de teste para os geeks que se aventurassem em tal tarefa. Ora, geeks não faltam por aí e portanto já temos uma build do Chromium OS disponível, pronta a testar, por exemplo, no VirtualBox. O processo é simples e indolor, e em poucos minutos poderá testar as novidades Linux-based da Google ;-)

A imagem do sistema disponibilizada está no formato .vmdk, específico do VMWare, mas que pode ser igualmente utilizada no VirtualBox, que é um programa muito mais amigável e fácil de obter do que o VMWare. Portanto, a primeira coisa a fazer é fazer download e instalar o VirtualBox. Pode utilizar este artigo do KeroDicas como referência e então fazer o download para o seu Sistema Operativo, seja ele Windows, Mac ou Linux ;-)

Entretanto, pode começar a fazer download da imagem disponibilizada, pelo protocolo BitTorrent, pelo que deverá utilizar um cliente torrent, como por exemplo o uTorrent, disponível para Mac e Windows. Se utilizar Linux, pode por exemplo usar o Transmission, que é o meu cliente torrent de eleição e que vem pré-instalado no Ubuntu. Depois do cliente BitTorrent instalado, deverá fazer o download da imagem do Chrome OS (na verdade é o Chromium OS, que basicamente é o Chrome sem o branding Google). Para isso, deverá fazer download deste ficheiro .torrent, e adicioná-lo no seu cliente torrent. O ficheiro tem cerca de 280 mb.

Depois do download efectuado (o torrent está bastante “concorrido”, por sinal), o ficheiro deverá vir no formato .bz2. Se estiver em Linux/Mac, poderá facilmente extrair o ficheiro. Se estiver em Windows, o WinRar deverá lidar com a extracção sem problemas. Da extracção deverá resultar um ficheiro de ~720 mb.

De seguida, abra o VirtualBox e clique em “Novo”.

O primeiro ecrã é simples informação, prossiga até aqui:

O nome fica à escolha, por exemplo “ChromeOS”. Em “Sistema Operativo” escolha “Linux” e em versão escolha “Ubuntu”.

Agora defina a quantidade de RAM da máquina virtual. Relembro que quando mais memória RAM tiver, mais rápida será a máquina virtual. Vou por exemplo definir 700 mb. Se tiver mais RAM, não hesite em aumentar, mas se definir um valor excessivo, o seu sistema (o “host”) poderá ficar instável.

De seguida, o truque no processo: Vamos criar por assim dizer o disco virtual onde correrá o Chromium OS. O nosso disco virtual vai ser a imagem de que fizemos download, já que ela contém todos os ficheiros e as informações de boot necessárias (porque na verdade é o código do Chrome OS compilado num sistema usável, e esse sistema usável foi replicado neste ficheiro de que fizemos download).

Marcamos a opção “Boot Hard Disk (Primary Master)”, e seleccionamos “Use existing hard disk”.

Clicamos naquele pequeno ícone de uma pasta, na janela que surgir clicamos em “Adicionar” e seleccionamos o ficheiro .vmdk que resultou da extracção, anteriormente.

Se tudo estiver certo, deverá ter algo semelhante a isto no seu ecrã:

Confirme, clicando em “Próximo” e na janela seguinte, que sumariza a máquina criada, clique em “Terminar”.

Será reencaminhado para a janela principal do VirtualBox, e aí verá um novo item, neste caso, “Chrome OS”. Um clique em “Iniciar”

E cá está, Chrome(ium) OS:

Antes de avançarem para o login, apenas relembro que isto é uma versão criada por um utilizador, e que não é aconselhável fornecer os dados de login da sua conta Google principal. Para isso, crie/use uma conta secundária. Apesar de achar altamente improvável que alguém tenha conseguido fazer download, estudar a fundo, compilar o sistema e pelo meio incluir um script de roubo de dados, em meras horas, vale sempre a pena prevenir.

E já agora, para o login, tem duas opções: inserir o seu nome de utilizador Google, clicar na tecla TAB e o sufixo @gmail.com será automaticamente introduzido. Ou então digitar o nome de utilizador, e clicar em Shift+Tecla2 (a tecla onde se encontra o símbolo do arroba – @ – , já que através do tradicional método AltGr + Tecla2 o processo não funciona). E claro, para efectuar o login tem obrigatoriamente que estar ligado à Internet ;-)

O Chrome OS é bastante rápido a ligar-se e o funcionamento geral do sistema também é bastante apreciável. Depois do login feito, poderá logo ver que este é um sistema Google:

Tem acesso directo a serviços Google, como Gmail, Calendar e por aí fora (todos com fácil e permanente acesso, através da funcionalidade “Pin Tab”, que minimiza os separadores para um canto do browser). Basicamente, O ChromiumOS é ainda o browser da Google, o Chrome com um ícone de bateria, um ícone da bateria, um ícone e um menu de rede, um relógio e sem um botão para sequer desligar.

O Chrome OS tem um tema de um azul-profundo, “galáctico”, mas todos os temas da galeria de temas do Chrome podem ser usados. Quanto ao estilo global dos menus, só existe o visível acima, mas, e devido a ser construído sobre o motor GTK, brevemente a própria Google deverá disponibilizar um tema concordante, ou até mesmo uma opção para usar os milhares de temas Gtk disponíveis actualmente.

E por falar em opções, actualmente o ChromeOS tem poucas. Além das opções que todos nós já conhecemos do Google Chrome, temos um mero separador com 2 ou 3 opções personalizáveis do Sistema Operativo em si, como fuso horário, sensibilidade do rato e opções de scrolling.

Viram ali aquela pequena aba minimizada “Google Talk”? É o cliente de mensagens instantâneas do ChromeOS. É notória a integração das aplicações Google no ChromeOS, revelando que este ChromeOS é um passo já pensado há algum tempo, e é bastante visível essa possibilidade e facilidade de integração em serviços como o GMail e as janelas do Google Talk, e mais recentemente o Google Wave. A Google integrou sistemas de janelas nesses serviços, e é interessante ver o salto dessas janelas do browser para uma perfeita integração com o sistema.

E aquele botão Google no canto superior esquerdo? Dá acesso às áreas das aplicações, isto é, basicamente são ícones a condizer que, quando clicados, nos encaminham para as páginas web correspondentes. O conceito das webapps. Mas. na verdade, acaba por ser algo simples de mais para o utilizador comum, e esperemos que no ano restante até à data de lançamento oficial do ChromeOS, a Google melhore este aspecto do seu sistema, tão importante e tão pouco explorado. O botão “Get More” actualmente não faz nada, mas quem sabe, um dia reencaminhe para o Android Market, porque, e Sergey Brin já o disse, Android e ChromeOS irão convergir mais tarde ou mais cedo.

Apesar de ainda estar numa fase muito verde, o Google Chrome OS já inclui alguns atalhos básicos. Por exemplo, Ctrl + O, abre o ainda muito básico gestor de ficheiros. Ctrl + Alt + T, temos acesso a uma consola fullscreen. E como ChromeOS é Linux-based, conseguimos facilmente ter acesso a alguma informação:

Já se sabia que o ChromeOS é uma build bastante personalizada do Ubuntu 9.10 Karmic Koala, mas mesmo assim inclui as ferramentas de instalação de pacotes habituais, mas na minha pesquisa pelos pacotes disponíveis para instalar, encontrei apenas pacotes essenciais ao funcionamento do sistema, drivers de som, gráficas, Flash e Java, compiladores, e para além disso pouco mais. Das dezenas de milhares de aplicações disponíveis nos repositórios do Ubuntu para o utilizador final, nenhuma está disponível aqui. Web-centric, está visto :-D!

Outra coisa que reparei é que o ChromeOS é provavelmente o sistema operativo (?) que melhor faz a renderização das fontes. Comparem aqui o Google Chrome no Ubuntu e o ChromeOS no VirtualBox:

Apesar de na imagem não ser tão visível, as fontes são realmente mais suaves e agradáveis à vista. Outro das particularidades que descobri no ChromeOS foi o rascunho do que poderá ser o Gestor de Tarefas, com cada página aberta a ser um processo diferente. Mais uma vez, a convergência dos produtos Google no ChromeOS (o Chrome foi dos primeiros navegadores a isolar cada separador num processo único).

Estas foram algumas das particularidades que encontrei no Google Chrome OS. É rápido? É. Mas está totalmente baseado na web. Não existem actualizações. As alterações feitas na interface são na sua maioria feitas no servidor da Google. O gestor de ficheiros é secundário, os seus dados ficam todos nos servidores da Google. Toda a sua informação fica na nuvem, disponível em todo lado, isso é certo, mas isso também levanta alguns problemas.

Não estará a Google a apoderar-se da privacidade dos utilizadores? Até que ponto estamos dispostos a guardar uma grande maioria dos nossos dados na Google? Será um browser suficiente para satisfazer as necessidades mesmo do utilizador comum? E se os servidores estão down, como é? Poderei, por exemplo, ver um vídeo quando estou sem net? (sim, eu sei que é a Google e com Google Gears é possível usar a maioria das aplicações offline) A qualidade das ligações à Internet está actualmente à altura do ChromeOS?

O que leva à grande questão: Estará o mundo de hoje preparado para um sistema operativo cloud-based?

A Google tem um ano de melhoramentos, correcção de bugs e inovações à frente. Tendo em conta a aposta que tem feito em todos os seus produtos, de modo a adaptá-los para o ChromeOS, muitas novidades e “bombas” da empresa de Mountain View haverão de chegar, talvez tornando secundários e irrelevantes todas estas questões que actualmente travam a aceitação do ChromeOS. Portanto, é questão de esperar e, daqui a um ano, falamos ;-)

Este artigo foi escrito por em 22 Nov, 2009, e está arquivado em Análises, Novidades, Sistemas Operativos. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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12 comentários em “ChromeOS: Instalação, Test-Drive e Opinião”
  1. Muito Bom artigo!!!

    Parabéns!

    Ah e a dica de não pôr os dados da conta principal acho muito boa! É importante não arriscar na nossa informação em programas ainda em início de construção.

    Abraço,
    Cláudio Novais

  2. Eu disse que a Google iria introduzir novidades, por isso vale a pena ver este vídeo (por agora é apenas uma mockup ;-)):

    [youtube hJ57xzo287U http://www.youtube.com/watch?v=hJ57xzo287U youtube]

  3. Excelente artigo Daniel, MUITO BOM!

  4. Parabéns Dani!

    Excelente artigo e observações muito pertinentes/interessantes! Algumas delas nota-se claramente que és um expert em Linux!

  5. é a primeira vez q consigo usar o virtualbox decentemente
    mt bacanito este ChromeOS

    brigadao pela dica Daniel

  6. PARABÉNS, esmeraste-te, sem margem para dúvidas!!!!!!!!!!

  7. Sou um fã da google, dos open-source, Linux, e tudo isso. Acho que ainda não estamos preparados para este tipo de SO contudo o futuro passará por ai, embora pessoas como o Bill Gates não acreditassem na net.
    Queria fazer uma pergunta, onde vai ter aquele link que diz "Chess"? :)
    Bom artigo!

  8. Palavras para quê? Óptimo trabalho Daniel, ainda vou tirar um tempo para experimentar o SO.

  9. òtimo post, didático e simples. Parabéns. Fico ainda com a curiosidade do build para instalar em pen-drive e rodar no netbook. Abraços

  10. Muito bom post Daniel, continue assim

  11. Eu não consigo fazer Login, pq será?

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