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22/04/2011
Escrito por em Análises | 10.393 Leituras

No mundo tecnológico, podem distinguir-se três grandes tipos de lançamentos de produtos: os arrebatadores sucessos, os flops e o Duke Nukem Forever. O GNOME 3, a terceira itineração do GNOME, provavelmente o ambiente de trabalho mais famoso e que acompanha mais distribuições Linux (Ubuntu, Linux Mint, Debian, Fedora GNOME), foi desde os seus primórdios – isto há anos atrás – rotulado e talhado pela crítica para o insucesso. Agora muita discussão, controvérsia e muitos milhões de linhas de código depois, o GNOME 3 foi finalmente lançado, introduzindo incontáveis, por vezes inovadoras, alterações, mudanças radicais e todo um novo paradigma de interacção computacional.

O estatuto de Duke Nukem Forever foi já posto de parte com o lançamento no passado dia 6 de Abril, e restam então dois rótulos possíveis e uma grande pergunta acerca deste produto: GNOME 3, flip or flop?

De 2001 a 2011

O GNOME 3 é o culminar do trabalho de designers (designers, designers, designers, finalmente), programadores, artistas, tradutores, testers e de toda a comunidade ao longo destes 9 anos desde o lançamento do GNOME 2.0. O grande ponto de destaque do GNOME 3 é mesmo a inclusão do GNOME-Shell, que marca uma revolução no modo de utilização do GNOME.
O GNOME-Shell é toda uma nova interface de interacção, que se afasta dos padrões do GNOME 2.x, em que se usava e abusava do típica organização em 2 painéis, um inferior e outro superior, e introduz uma nova forma de gestão de aplicações e janelas, caracterizada por apenas um painel superior com os indicadores de sistema essenciais e a chamada Activities Overview, uma ecrã onde se podem gerir aplicações, ambientes de trabalho virtuais e até conversa.

Evolução. Nota-se.

O desenvolvimento de todo o GNOME 3 e de todo o GNOME-Shell (a ser pensado e programado desde 2008) foi marcado por controversas decisões de design e contestação generalizada por parte da comunidade. A maioria das críticas proveio de utilizadores do GNOME 2.x, a quem este novo paradigma de interacção confundia e, arrisco-me a dizer, assustava. Mas como os responsáveis pelo GNOME 2.x e o GNOME 3 fizeram questão de frisar, não é suposto nenhum dos dois se assemelhar ao GNOME 2. O GNOME 3 é toda uma nova experiência, e uma revisão significativa de toda a plataforma. Se mudanças drásticas tinham que ser feitas, era aqui que iriam ser feitas. E foram mesmo ;)

A plataforma, debaixo do capôt

Uma das grandes preocupações para este 3.0 foi mesmo uma limpeza geral da plataforma para programadores, uma modernização desta, uma adaptação para o ano 2011, para o século XXI. E bastante atenção foi dada aos recursos para programadores, não estivéssemos nós na era das lojas de aplicações e da premissa tecnológica de que “quem tiver as aplicações, tem os utilizadores”. E para que se possuam as aplicações, há que seduzir os programadores. Daí:

  • O toolkit gráfico do GNOME por excelência, o GTK +, sofreu um processo generalizado de limpeza de API’s obsoletas, melhoramentos na sua velocidade e portabilidade;
  • Novo sistema de temas: Passa agora a ser possível personalizar o ambiente de trabalho, na forma de temas das aplicações, através da edição de um ficheiro .css e seguindo uma sintaxe CSS. Ideal para se aproximar a web do desktop, e introduzir familiaridade e facilidade de edição a webdesigners;
  • Apesar de ainda não totalmente aproveitada no GNOME 3, uma nova funcionalidade foi introduzida que permite que certas aplicações, especialmente aquelas que se centram na visualização/edição de conteúdo (visualizador de filmes, imagens, GIMP), poderem carregar uma versão mais escura do tema utilizado;
  • GNOME 3 Dark Variant

  • Facilidade da criação de novas aplicações: Novas opções permitem aos programadores integração básica das suas aplicações com o restante ambiente de trabalho mais rapidamente e em menos linhas de código;
  • Novo sistema de armazenamento de definições: O GSettings substitui o gconf, assegurando mais fiabilidade, facilidade de uso e simplicidade;
  • Novos widgets: Para além de melhoramentos na forma como mostra e organiza os conteúdos, o GTK ganhou dois novos widgets. Um alternador ON/OFF, semelhante àquele encontrado no iOS, e um novo selector de aplicações, que permite mesmo a pesquisa na Internet de uma aplicação para a abertura de determinado ficheiro. Tudo isto em busca de interfaces mais elegantes, simples e inteligentes;

  • O Anjuta, o IDE oficial do GNOME, ganhou várias novas funcionalidades, tendo em vista a simplificação da criação de aplicações, de destacar integração directa com repostórios Git;
  • Mais aplicações, em mais linguagens: Graças à nova tecnologia GObject-Introspection, as APIs das tecnologias GNOME e das aplicações passam a estar mais fácil e transversalmente acessíveis, em toda uma variedade de linguagens de programação.
  • Renovação da documentação para programadores: Juntamente com o GNOME 3, foi lançado um novo site oficial do GNOME, e também um novo Centro para Programadores, com documentação actualizada sobre todos os componentes do desktop, com links para manuais de cada uma deles, uma explicativo diagrama de todas as tecnologias que potenciam o ambiente de trabalho, assim como um série de pequenos tutoriais para todos aqueles que se queiram iniciar na programação em GNOME e familiarizar com as principais tecnologias. Um grande e necessário melhoramento, pelo qual a equipa web do GNOME merece aplausos ;)

Pessoalmente, e tendo já experimentado um pouco algumas delas, as mudanças no sistema de temas, no armazenamento de definições e os novos widgets são aquelas que mais benefeciarão e mais melhorarão a experiência de utilização do desktop. A nova sintaxte .css para os temas promete pela sua simplicidade e versatilidade (suporte a gradientes em CSS3, RGBA, transições), e os novos widgets têm sem dúvida um lugar no desktop. A nova switch ON/OFF especialmente traz consigo uma certa modernidade ao sistema, apesar de em certos locais se abusar dela.

O novo Developer Center é um feito incrível e esta centralização de recursos de programação era algo que a plataforma Linux necessitava urgentemente. Reduzir a fragmentação dos recursos de programação é não só práctico, como ajuda quem programa a sentir-se verdadeiramente dentro de um ecossistema profissional e poderoso.

Todas as outras novidades estão ainda um pouco em standby, já que o GTK 3.0 e as suas bibliotecas não atingiram ainda nenhuma das principais distribuições Linux. Creio que dentro de 6 meses, quando o GTK e o GNOME 3 (nessa altura, 3.2) chegar às massas de utilizadores e programadores, as suas potencialidades estarão já bastante mais exploradas e as aplicações estarão prontas a brilhar no seu computador, fazendo completo uso de tudo aquilo que esta nova versão trouxe consigo.

GNOME 3, em GNOME 3 e eu

Mas é certamente a face visível do GNOME 3 o grande destaque deste lançamento. As mudanças radicais na interface, na aparência, no tipo de funcionalidade oferecida é aquilo que mais relevância terá na aceitação do produto pelos utilizadores finais. Indo por partes:

A nova identidade visual

A reacção mais comum ao GNOME 3, por essa blogosfera fora, tem sido: “OOOhhhh! É bonito!”. E é mesmo. Há claramente, e isto nota-se em bastantes pormenores por todo o desktop, um cuidado e uma atenção ao detalhe, um esforço pela magnificência da interface. As apar?ncias contam mesmo, e este GNOME 3 brilha a um primeiro olhar.

A simplicidade  e o dar relevância ao conteúdo parecem ser os motes desta nova identidade visual. Um tema equilibrado, criado de modo a prioritarizar aquilo que é importante ser visto, e a secundarizar elementos não-essenciais da interface, e tudo isto elegantemente. Daí, Adwaita, o novo tema do GNOME 3:

O tema é bastante aprazível, elegante e suave nos olhos, se bem que em ambientes com reduzida luminosidade, o branco existente possa chocar e ferir um pouco a vista. Existe um bom balanço de cores e tons, e tudo isto dá ao ambiente um aspecto trabalhado, profissional e ainda assim atractivo. Dá-lhe um certo aspecto Apple: bonito e funcional.

A principal crítica a este Adwaita reside no facto de existir muito espaço em branco desperdiçado, e o tema estender as interfaces e os widgets até um tamanho exageradamente grande. Sim, espaço em branco é importante, mas por vezes o Adwaita abusa dele. Para o futuro,  seria muito bem vinda uma versão mais compacta do tema, porque para todos aqueles que estão limitadas a resoluções de ecrã mais baixa, o espaço importa (apesar de o GNOME-Shell ser excelente na poupança de espaço).

Enorme.

Para além de outros pequenos pormenores a melhorar em todo o tema, outra coisa seriamente incomodativa é o facto de este novo visual do Adwaita apenas se applicar a programas já na plataforma GTK3. Para todos os outros ainda não actualizados para este novo GTK 3 (basicamente todos os programas fora da selecção oficial de software do GNOME – Firefox, Transmission, Chrome, GIMP, Inkscape, Shotwell ainda não actualizados, por exemplo), é utilizado o conhecido e bastante ancião Clearlooks que, infelizmente, já em relação aos padrões de 2002 era considerado ultrapassado. Mas claro que este problema não está directamente relacionado com o tema, e nos próximos 6 meses muitas destas aplicações já beneficiarão do port para a plataforma GTK+ 3.

Outra aspecto importante é também a nova fonte oficial do GNOME, e que marca igualmente presença no desktop do GNOME 3, Cantarell. Uma fonte ainda não finalizada, verificável especialmente na falta de cobertura de alguns alfabetos. Para mim, apesar de ainda não igualar a fantástica qualidade da fonte oficial do Ubuntu, não é por isso menos elegante ou adequada para um ambiente de trabalho. Aliás, a Cantarell integra-se perfeitamente tanto no ambiente de trabalho GNOME como nos vários websites ligados ao GNOME, oferecendo excelente legibilidade em todos eles.

Ainda no campo da aparência, ícones! O tema de ícones do GNOME nunca foi famosos pela sua enorme qualidade ou atractividade, mas nesta sua terceira versão existem definitivamente melhoramentos. Devido ao facto de o GNOME-Shell requerer ícones de elevada resolução para alguns dos seus ecrãs, a equipa de designers GNOME trabalhou arduamente e o GNOME 3 conta com ícones em alta resoulução, pelo menos para as aplicações pré-instaladas. Muito pior do que ícones horrorosos, são ícones desfocados ou arcaicamente redimensionados. Esses são raramente visíveis no GNOME 3, e todas as aplicações mais comuns e populares contam com detalhados e aprazíveis ícones.

É certamente a melhor versão do GNOME Icon Theme, e integra-se perfeitamente com o restante ambiente. São, pela primeira vez, usáveis sem causarem qualquer dano permanente à vista. Pena que esta qualidade nos ícones não se estenda a todas as aplicações Linux.

Este GNOME 3 introduz também o uso de ícones simbólicos, especialmente no painel superior e em certos detalhes da interface ao longo do desktop. Estes ícones, recoloráveis consoante as necessidades do tema, pretendem introduzir simplicidade à interface. Ao invés de se utilizarem coloridos ícones para indicação permanente do estado do sistema ou de uma certa funcionalidade, estes ícones simbólicos e monocromáticos continuam a cumprir o seu trabalho como indicadores, mas muito mais discretamente. São uma excelente adição (a antiga área de notificação do GNOME assemelhava-se a um arco-íris sob uma parede da Toys’R’us) e garantem bastante mais consistência e sanidade ao ambiente (Windows 7 e o OS X, este último há já muito tempo, também apostam, com sucesso, nos ícones de sistema monocromáticos).

Gosto especialmente do wallpaper incluído, que está em perfeita sintonia com todo o ambiente. Pena que a restante selecção de wallpapers não mantenha bem o nível deste de nome “Stripes”. Mas, no geral, em termos de identidade visual, o GNOME 3 está soberbo. Claramente uma evolução em relação aos atentados ao bom-gosto com que as últimas versões nos tinham vindo a presentear.

Em utilização

Depois de ultrapassado aquele positivo choque inicial da nova interface, chega a hora de se utilizar o sistema. A primeira impressão é a de velocidade. Sente-se que o GNOME 3 é rápido e fluído. As transições, as animações, a própria velocidade do sistema, tudo isso contribui para este senso de velocidade. Da minha própria experiência, o GNOME 3 pode ser utilizada para multiplas tarefas intensivamente,e, ainda assim, continuar a ser responsivo e fluído.

Outro ponto de destaque é o consumo de memória. Ao contrário do que possa evidenciar, o consumo de memória do GNOME 3 está sensivelmente ao nível do do GNOME 2, e em certos casos arriscaria a dizer mais baixo (pelo menos em comparação com o GNOME no Ubuntu). Das várias instalações do GNOME 3 que já experimentei, depois do início de sessão, o consumo de memória residiu sempre sensivelmente nos 200 MB, um excelente valor.

O GNOME 3 é, definitivamente, leve e ligeiro ;)

Avançar para a página 2 – GNOME-Shell

Este artigo foi escrito por em 22 Abr, 2011, e está arquivado em Análises, Software. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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19 comentários em “GNOME 3: A montanha não pariu um rato”
  1. Olá Daniel,

    Muitos parabéns para este teu excelente artigo. Uma review em peras. Tal como referes no texto, volto a dizer que o grave problema dos desktops do ubuntu ainda continua a residir no excesso de espaço desperdiçado.

    Com isto não quero dizer que quero janelas entulhadas de informação. Quero apenas dizer que há espaços demasiado grandes sem qualquer utilidade. E espaço vertical, na era do Widescreen, é algo que não se pode desperdiçar.

    De resto, creio que este novo mundo, apesar de bem diferente, depois de habituar tornará a vida bem mais produtiva. Resta saber se os problemas que a Shell atualmente tem farão com o que Unity do Ubuntu ganhe terreno ou não!

    Abraço e mais uma vez, parabéns! ;)

  2. Bow down to the KING!!!!

    Boa “Dany” :)

    Cumps

  3. Miguel Fontes diz:

    Salvé Daniel REI DAS REVIEWS LINUX!

    Muitos parabéns estás no teu melhor!

  4. Boas!

    Usaste que distribuição para poderes correr o gnome 3.0?

    • Usei em Fedora, openSUSE, mas agora estou a corrê-lo em Arch Linux.
      Na minha opinião, a imagem baseada no openSUSE 11.4 disponível no gnome.org é excelente (já que o Fedora 15, que inclui o GNOME 3, ainda está em Beta).

      • Só o vou exprimentar dentro de 5 dias, quando sair o ubuntu 11.04. Sou muito pegado ao ubuntu. XD

        • O Ubuntu 11.04 *não* vai trazer o GNOME 3 nem o GNOME-Shell. Apesar de serem instaláveis. Experiência perfeitamente completa e integrada do GNOME 3 em Ubuntu, só no Ubuntu 11.10 Oneiric Ocelot, em Outubro deste ano ;)

      • Oi Daniel, excelente review. Reparei que tal como eu estás a usar Arch.

        Migraste de Gnome2 para Gnome3 ? ou foi uma instalação de raiz ?

        Estou a usar Gnome2+Compiz e estou a evitar saltar para Gnome3 pois esta é a minha maquina de trabalho e não quero ficar pendurado…

        Em suma o processo pacifico ?

        Cumprimentos,
        Bruno

        • Olá Bruno,
          A minha instalação do Arch foi feita de raiz e exclusivamente com os repositórios do GNOME3, que nessa altura estava no [testing] (por agora está no [extra]), portanto não te posso ser muito útil.

          O melhor talvez seja visitar a wiki do Arch e a página do GNOME 3 que, se bem me lembro, era bastante detalhada e incluía alguma informação relacionada com a migração. :)

  5. Gustavo Noronha diz:

    Muito bom review! Dois comentários:

    As janelas restantes não se rearrajam imediatamente quando uma janela é fechada propositalmente – com as janelas permanecendo em seus lugares você pode fazer ações rapidamente, como fechar mais de uma janela, ou fechar uma janela e ir para uma aplicação. Se elas se movessem você teria de localizar novamente os ‘x’ ou a janela que você quer, tornando desnecessariamente lenta a segunda ação. O Chromium faz algo similar com as abas – elas só se redimensionam/reposicionam depois de algum tempo, com o mesmo intuito.

    O mutter não faz quase nada do que você falou que ele faz =D. Na verdade o mutter é hoje uma aplicação e uma biblioteca que tem todas as funcionalidades do antigo metacity, mas além delas ele permite que você escreva plugins para criar animações e comportamentos específicos para seu ambiente. Praticamente todos os comportamentos que você descreveu fazem parte do gnome shell e não vão funcionar daquele jeito se você executar o mutter propriamente dito.

    Abraço,

  6. Olha nunca vi um artigo sobre o gnome 3 tão completo, explicativo e tão bem detalhado.
    Meus parabéns, e com gente assim que o linux esta crescendo tanto.
    Parabéns

  7. Parabéns pelo artigo! Está muito, muito bom!

    Ainda não usei o GNOME 3 mas parece ser mesmo uma (r)evolução. Em termos gráficos também parece estar melhor.

    A Unity não me convenceu, prefiro o GNOME shell, e depois deste artigo fiquei muito mais atraido pelo GNOME 3 :-P

  8. Gostaria que me esclarecessem: existem diferenças marcantes entre a interface Unity e o Gnome 3.0 ? (espero estar a dizer bem)

    É que parecem-me bastante semelhantes, mas não podem ser a mesma coisa pois se fosses o Ubuntu não teria “abandonado” o Gnome.

    • Clarificando:

      Esta é uma review ao GNOME 3.0, como plataforma, que inclui não só uma interface (a chamada GNOME-Shell), como também todo um leque de aplicações e bibliotecas.

      O Ubuntu não abandonou o GNOME. O Ubuntu não abandonou o GNOME. O Ubuntu não abandonou o GNOME.

      O Ubuntu, não concordando com as visões dos designers do GNOME, decidiu, ao invés de utilizar a interface GNOME-Shell no topo, sob as tecnologias GNOME (aplicações e bibliotecas), utilizar uma nova interface desenvolvida por eles próprios, mas sempre assente nas tecnologias GNOME.

      O Ubuntu continua e continuará, para sempre, a usar o GNOME. Apenas utilizará uma shell, uma camada de software destinada à interacção, diferente, o Unity:

      E sim, existem diferenças notáveis nas duas interfaces (GNOME-Shell e Unity):

  9. Carlos Felipe diz:

    Ubuntu 11.10 usará GNOME 3, mas não usará gnome shell “casca”, mas sim Unity.

    Cansei de explicar isso…

  10. Só tem um problema: não funciona em 2 monitores

  11. Gustavo Noronha diz:

    O GNOME3? Eu uso com 2 monitores numa boa.

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