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04/09/2011
Escrito por em Destaques | 2.319 Leituras

A conhecida construtora americana de automóveis pretende introduzir no mercado europeu a funcionalidade de controlo parental. Esta funcionalidade tem sido bastante apreciada no mercado norte-americano… pelos pais, como não podia deixar de ser! O progresso tecnológico traz novas funcionalidades que agradam a uma grande maioria… mas não se pode agradar a todos. Será que o intuito deste controlo parental é para o bem maior? Conheça os restantes detalhes a seguir.

 O serviço que a Ford pretende implementar, denominado de MyKey nos seus modelos europeus já está em vigor nos Estados Unidos da América desde 2010 e a elevada satisfação dos seus proprietários leva a que a construtora expanda este serviço a mais mercados e o europeu está em mira. O serviço MyKey, permite aos proprietários dos veículos, programarem uma chave que limita certas capacidades do carro com a segurança em mente. Este serviço é intencionado para os pais que pretendem emprestar o carro aos filhos, mas querem ganhar alguma paz de espírito nesse processo. As estatísticas apontam que a maior parte dos acidentes envolver condutores mais jovens e sem experiência, pelo que esta implementação faz todo o sentido.

As limitações programadas na chave a emprestar moldam-se da seguinte forma:

  • Limite máximo de Velocidade aos 80 mph (129 Km/h)
  • Avisos sonoros de velocidade para quando se exceder os 45, 55 ou 65 mph (72, 89 e 105 Km/h).
  • Impossibilidade de desligar o controlo de tracção, para assim evitar o derrapar excessivo das rodas
  • Aviso do uso do sinto de segurança mais insistente, com o rádio em Mute até que esta acção seja correctamente executada.
  • O aviso de pouco combustível é accionado antes do limite normal de alarme. Dando mais espaço de manobra aos novos detentores da MyKey para procurar atempadamente bombas de combustível. Ao invés de avisar quando faltam 50 milhas (80 km) de autonomia, o mostrador avisa às 75 milhas (120 Km) de autonomia do combustível.
  • A possibilidade de limitar o volume do rádio para 40% do máximo capaz do veículo.

A intenção destas medidas são fácilmente compreendidas e bem-vindas. A possibilidade para os pais de garantirem uma possível maior segurança aos seus filhos é algo que a maior parte dos pais está disposto a pagar. Mesmo assim, a implementação deste serviço poderá ser “de série”, pelo que a decisão de comprar um carro de família poderá fazer pender para a marca americana.

Tendo em conta que a responsabilidade na estrada é maior do que a que muitos condutores estão dispostos a admitir, a possibilidade de os pais limitarem as aspirações mediáticas dos seus filhos ao quererem mostrar os seus recentes dotes de pilotos de fórmula 1 atrás do volante, ou a pobre audição dos adolescentes que faz com que estes tenham de imperativamente ouvir a música a um nível sonoro em que os materiais do carro se esforçam para não explodirem pode fazer a diferença na luta contra os acidentes que roubam vidas por inteiro, ou que roubam a qualidade de vida para sempre dos jovens.

Acham que esta medida da Ford devia ser obrigatória em todos os carros e marcas? Será que se devia obrigar um serviço semelhante a estar disponível em todos os veículos familiares por lei? No vosso caso… iriam mudar de marca de carro (aquando da compra) para a Ford se “tivessem” de emprestar o carro aos vossos filhos? 

Vá lá malta, é domingo… comentem que o tempo espera!!

Opiniões, posições e oposições –> Comments Section!!

Este artigo foi escrito por em 04 Set, 2011, e está arquivado em Destaques. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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6 comentários em “Ford vai impor controlo parental em próximos modelos para a Europa”
  1. Bom artigo.
    Quando isso tudo se avariar… o pai vai buscar os putos a pé.

  2. onde é que se compra mesmo este carro?

  3. Entretanto, o puto que tirou a carta e, por acaso, até sabe mexer num computador, mandou vir um cabo XPTO, ligou o carro ao PC e em lugar de andar mais devagar que o pai, ainda anda é mais rápido…
    Se o puto não quisesse tanto trabalho, arranjava as chaves do pai ou outras “sem limitações” e andava na mesma.

    O conceito é bom, embora difícil de aplicar…

    PS: Tenho 18 anos, carta há 4 meses e, FELIZMENTE, sei do que estou a falar. Digo “FELIZMENTE” porque os meus pais têm dois carros em casa e já andei várias vezes com qualquer um deles, sem nunca ir para além do razoável. Não é o facto de saber que o meu pai dá os 170 ou 180 “a brincar” que me faz levá-los a essa velocidade. Sei de inúmeras alterações que poderia fazer, ligando apenas, por exemplo, um cabo VAG-COM (no caso de um dos carros) entre o carro e o pc. Não consigo, sequer, andar num carro sem cinto de segurança (é um gesto quase automático) e também não compreendo o gosto de ouvir música “aos altos berros”. Se calhar, eu é que sou diferente dos outros jovens. De qualquer forma, na família, desde os avós até aos pais, os acidentes contam-se pelos dedos das mãos e isso é um motivo de orgulho. É mais fácil “dár-se nas vistas” pelo mal do que pelo bem, mas não me importo de ser “discreto”.

  4. muito pratico, muito engenhoso, muito simples e fácil de implementar
    decerto ideia de um pai.

  5. Concordo com o artigo, concordo ainda mais com o comentário do Nuno.
    Se por um lado a segurança (tanto dos filhos como do próprio carro :lol: ) é algo que preocupa os pais/educadores, por outro não se deve deixar a consciencialização/educação a cargo de outrem que não os pais.

    A maior parte dos acidentes acontece entre o 1 ano de carta e os 2 quando o condutor sente que já controla o carro e que pode fazer o que quiser com ele, é aí que deve entrar a consciência de que não somos os únicos a andar na estrada e esse papel cabe mais aos educadores que a uma empresa. Mas à falta disso… temos a Ford :-D

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