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18/01/2011
Escrito por em Análises | 11.654 Leituras

Depois de definir qual o tipo de computador (segundo o artigo anterior, se ainda não o leram podem clicar aqui) temos agora que escolher os seus componentes, na primeira fase de este tutorial vamos falar dos computadores fixos, os portáteis, netbooks e tablets serão abordados mais a frente.

Imagem : Thermaltake

Estes artigos serão apresentados na sequência de montagem dos componentes, e a primeira coisa que precisamos é uma caixa e uma fonte de alimentação (se bem que o computador funciona sem caixa, mas convenhamos que não é lá muito prático.

 

Caixas.

Muito se pode dizer e argumentar acerca das caixas para PC, mas no final a escolha sempre recai na aparência estética, de qualquer modo existem uma série de pormenores que valem a pena ser aqui discutidos.

Imagem : Thermaltake

Existem caixas de vários tamanhos, mini-ITX, media center, micro-ATX, ATX, extended ATX e servidores (começa aqui o festival das siglas e nomes esquisitos para os menos habituados a estas coisas), alguns dos nomes acima são esclarecedores mas outros não, é escusado explicar as caixas media center e servidores, o nome diz tudo, vamos falar dos outros.

Os outros tamanhos correspondem exactamente ao tipo de placas mãe (durante o percurso de este tutorial as placas mãe serão tratadas pelo seu nome em Inglês: motherboard), as motherboards mini-ITX são utilizadas em computadores muito pequenos, usados na maioria dos casos na sala de estar, tal e qual como as caixas media center.

O tamanho mínimo de estas caixas só é possível porque os componentes lá introduzidos são também bastante reduzidos, não só no tamanho, mas também no seu consumo de energia, o que permite uma refrigeração passiva, leia-se sem ventoinhas (daqui para frente as ventoinhas serão tratadas pelo seu nome em Inglês: coolers), eliminando assim o problema do arrefecimento dos seus componentes.

 

Os computadores fixos convencionais usam caixas micro-ATX, ATX e Extended ATX, conhecidas popularmente como mini tower, mid tower e full tower, as motherboards micro-atx são mais pequenas que as ATX no seu comprimento, o que permite as caixas mais pequenas, mas também têm menos portas (slots) de expansão para ligação de componentes, as mais usuais são as ATX, são usadas na grande maioria dos computadores e necessitam de caixas ATX ou extended ATX, para os mais curiosos ATX é o diminutivo de Advanced Technology Extended.

As caixas micro-ATX são usadas para computadores fixos de entrada de gama, o que no nosso caso já descartamos no artigo anterior em benefício dos portáteis, as caixas ATX e extended ATX são as indicadas para computadores de média gama, topo de gama e estações de trabalho.

O preço das caixas varia entre os 30€ e os 300€, muito sinceramente não há nenhuma caixa que justifique mais do que 50€, desde sistemas de ventilação teoricamente sofisticados até caixas feitas inteiramente de alumínio que alegadamente melhoram a refrigeração dos componentes há de tudo um pouco.

O único que um computador precisa é de circulação de ar, na prática qualquer caixa ATX tem o espaço suficiente para permitir esta circulação, desde que tenha um cooler na parte frontal “a introduzir” o ar a temperatura ambiente e outro na parte traseira “a expulsar” o ar quente (obviamente o processador e a placa gráfica têm que ter os seus próprios coolers), notem que isto é muito importante, o cooler frontal tem que rodar ao contrário do traseiro para permitir a constante renovação de ar dentro da caixa.

A única excepção a esta regra são casos específicos, por exemplo um computador que esteja sempre ligado e realize operações críticas pode necessitar de uma caixa extended ATX com fontes de alimentação redundantes, caso uma fonte falhe está lá a outra para manter o computador ligado.

O pessoal do O.C. (overclocking) pode eventualmente precisar de mais ventilação dos componentes, pois estão a força-los a trabalhar de uma maneira para a qual não foram idealizados, para quem desconhece o termo, o overclocking é aumentar a velocidade de funcionamento do processador, memória Ram e placa gráfica para mais do que o fabricante recomenda, em casos extremos através do aumento da voltagem dos componentes, o que apresenta óbvios riscos, notem que este tutorial não vai abordar nada acerca de este tema.

Portanto, o mais sensato é escolher uma das caixas ATX mais baratas e colocar-lhe um cooler frontal e outro traseiro, seja para um computador de média gama ou alta gama, já para uma estação de trabalho o melhor é optar por uma caixa extended ATX, pela simples razão de que tem mais espaço no seu interior para adicionar mais componentes, como por exemplo discos rígidos, mas uma ATX também serve, e é claro que o factor estético também conta, mas certamente entre as centenas de caixas disponíveis no mercado de baixo preço encontrarão uma que vos agrade.

 

Fontes de alimentação.

Imagem : Corsair

Contrariamente ao que acontece com o resto dos componentes, as fontes de alimentação (que serão tratadas a partir daqui como PSU do Inglês: Power Supply Unit) são as mais negligenciadas na hora da escolha de um novo computador, até a caixa do PC é escolhida a dedo, mas da PSU ninguém se lembra, o que é irónico tendo em conta a sua importância.

A sua única (e extremamente importante) função é receber a energia eléctrica da rede e distribui-la a todos os componentes do computador de uma maneira estável e contínua, os 220v AC são por ela convertidos para quantidades bem mais pequenas, 3,3V DC, 5V DC e 12V DC, por norma as voltagens de 3,3V e 5V são para os componentes electrónicos, os 12V são para componentes mecânicos, leia-se motores, do disco rígido, leitores de DVD e coolers.

As PSU usadas nos computadores fixos são “ATX”, e obviamente como podem depreender do texto acima em relação as caixas, as PSU ATX são as indicadas para as motherboards ATX e para as caixas micro-ATX, ATX e extended ATX.

A característica mais conhecida das PSU são os Watts, e a maioria dos utilizadores quando compra julga que mais watts é melhor, e aqui temos o primeiro caso no qual “mais é melhor” não se aplica, para que fique claro, o valor dos Watts “é absolutamente irrelevante”, este valor é definido pelo fabricante “ao gosto”, e não está estandardizado, é o pico máximo absoluto que a PSU suporta, quando chegar a esse ponto já deve estar a deitar fumo e a derreter qualquer coisa.

Passo a explicar, uma PSU normal tem uma taxa média de eficiência de 75%, os outros 25% da energia são perdidos na dissipação do calor que é gerado na conversão da energia, na prática uma PSU de 500 watts (supondo que fossem reais) só consegue fornecer 375 Watts, com a agravante de que o valor dos watts anunciado está sempre acima do que é real.

O que de facto define a qualidade de uma PSU é a sua taxa de eficiência, que por sua vez depende dos capacitores e dissipadores com os quais foi fabricada, as PSU mais baratas do mercado têm componentes de baixa qualidade com taxas de eficiência abaixo dos 70%, as médias conseguem uma eficiência de 75%, e as topo de gama, leia-se mais caras, estão acima dos 80%.

A maioria dos fabricantes usa valores de Watts enganadores e nem sequer anunciam a taxa de eficiência das PSU (tirando algumas excepções), então como é que sabemos se uma fonte é boa ou não? Fácil, pela amperagem dos canais (canais em Inglês: rails).

Imagem : Pedro Lopes

Todas as PSU têm uma etiqueta num dos lados que especifica os amperes que cada rail suporta, cada rail transporta uma voltagem específica, temos um para os 3,3V, outro para os 5V e um ou vários para os 12V, o resultado dos Watts totais de uma PSU é a multiplicação da voltagem pelos amperes do respectivo canal, e é precisamente aqui que os fabricantes fazem batota.

Por exemplo, se uma fonte tiver o rail de 3,3V com 34A (total 109W), o de 5v com 39A (total 195W), um de 12v com 16A (total 192W) e outro de 12V com 17A (total 204W), dá um total de 700W, e é o que o fabricante vai de facto anunciar mas lamentavelmente não é real, neste caso o valor dos amperes nos rails de 3,3V e de 5V estão sobredimensionados para permitir o valor “artificial” de 700W (este é um caso típico de uma fonte de linha branca barata).

Estes rails de baixa voltagem são os menos exigidos pelo computador, não são necessários tantos amperes, já no de 12V o caso é o contrário, o rail de 12V é o que mais sofre pois tem de alimentar as drives de DVD, discos rígidos, placas gráficas e em alguns casos até o processador, por tanto são os mais importantes.

Outro exemplo, mas desta vez de uma PSU de marca que custa o dobro da anterior, rail de 3,3V com 23A (total de 76W), rail de 5v com 28A (total de 140W), rail de 12V com 17A (total de 204W) e outro rail de 12V com 18A (total de 216W), dá um total de 636 Watts, mas este fabricante em particular tem somente 500 Watts anunciados, como podem ver em relação ao anterior os rails de 3,3V e 5V tem valores muito mais baixos, e a honestidade do fabricante em relação aos Watts faz antever componentes de melhor qualidade.

Um dos problemas típicos de uma PSU com poucos amperes no rail 12V é simplesmente desligar-se quando está a ser exigido o sumo necessário para uma operação complexa, por exemplo, estão a usar um jogo extremamente exigente a níveis de qualidade gráfica, e a mesma puxa pelo rail de 12V ao máximo, o resultado óbvio será o abrupto desligar do computador e eventualmente a PSU encomendar a alma ao criador, podendo arrastar no processo alguma outra peça do PC.

Esta explicação toda para chegar a uma conclusão muito simples (se calhar estão agora mais confusos do que inicialmente), esqueçam os Watts e comprem fontes de alimentação com pelo menos dois rails de 12V com um mínimo de 18A cada um para computadores de média e alta gama, para as estações de trabalho ou computadores com mais do que uma placa gráfica podem adquirir com dois ou três rails de 12V que tenham 20 (ou mais) amperes cada um, e optem por marcas reconhecidas, como por exemplo: Antec, Nox, Corsair, FSP, Cooler Master ou Thermaltake.

Ficaram com dúvidas acerca das fontes de alimentação? Se a resposta é sim carreguem com força nos comentários.

Este artigo foi escrito por em 18 Jan, 2011, e está arquivado em Análises, Destaques, Dicas, Hardware, Outros. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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32 comentários em “Como escolher um computador: parte 2, caixa e fonte de alimentação.”
  1. Falaram de preços para caixas, mas não para fontes. Podiam indicar gama de preços.

  2. Pedro, mais um excelente artigo!

    Só discordo num ponto: a NOX é conhecida pelos bons preços…agora pela qualidade isso é que não :S

    • Ola Joel,

      Cá para mim deves ter tido um desaguisado qualquer com uma fonte desta marca, lol.

      Agora a sério, não estás a fazer confusão com outra marca? As fontes da Nox que já usei têm demonstrado uma boa relação preço qualidade, e não são assim tão baratas.

      A série Urano tem mais de 70% de eficiência e a série Krypton tem certificação 80 plus, de mais de 80% de eficiência.

      Tens tido problemas com estas fontes?

      Abraço. :)

      • Márcio Sousa diz:

        Boas,

        efectivamente as Nox não são grande coisa a nível de fonte. Digamos que para o uso comum, funcionam OK sem problemas, mas pelos valores que custam, conseguimos as vezes ir buscar algo Antec ou até mesmo Corsair ou Chieftech com diferenças grandes a nível de qualidade de componentes!

        Cump

        • Olá Márcio,

          De facto as Nox funcionam “OK sem problemas”, pelo menos as que já usei, e sem dúvida nenhuma que as outras marcas que mencionaste são melhores.

          Abraço e obrigado pelo teu feedback. :)

  3. A fonte de 500W da Cosair aki no brasil sai por R$400 e ai em Portugual e quantos ?

  4. Bom artigo só discordo com a opinião das caixas.
    Alguém que diz que não precisa de dar + de 50€ por uma caixa é alguém que nunca deu + de 50€ por uma caixa!!
    Já montei muitos Pc’s, já tive caixas OEM(lixo),já tive uma cooler master centurion 532(+/- 50€) e recentemente adquiri uma LIANLI pc7fnw em alumínio(+/-125€) e já me arrependo de não ter saltado logo para uma caixa destas porque a diferença de qualidade é absurda.

    Se puderem tirar 60/70 € do orçamento para a caixa não se vão arrepender!!

    • Olá Samuel,

      De facto a diferença em qualidade de essa caixa para uma OEM é como da noite para o dia, mas o que está em causa não é a qualidade da caixa mas sim o valor que aporta para o computador.

      Na prática o teu computador funciona exactamente igual com a caixa da LianLI do que uma caixa de 30 ou 40 euros, para o utilizador final a qualidade da caixa é irrelevante porque a sua interacção com a mesma está limitada ao carregar no botão Power uma vez por dia, tornando esse extra de preço um luxo desnecessário.

      Mas falando em termos de montagem dos componentes é claro que é muito melhor essa caixa do que as mais baratas, como podem testemunhar as minhas mãos que muitas vezes ficaram arranhadas ou com mossas devido as quinas afiadas das caixas baratas.

      E não, nunca comprei uma caixa desse preço porque nunca achei necessário, mas tive a sorte de montar vários computadores com caixas bem mais caras do que essas.

      Abraço e obrigado pela tua opinião. :)

  5. Só não há meios é de sair uma caixa para a porra da EVGA Classified SR-2. Pelo menos, uma (Julgo que existe uma da Lian-LI) que não tenha problemas… lol

  6. Existe pelo menos uma da lian-li que é a PC-V2120.
    Mesmo para extreme high end caseiro isso não é board a mais?!!

  7. @ Samuel

    Sim, conheço essa caixa, mas segundo uma análise que vi, por parte de um utilizador no forum da EVGA, a caixa tem problemas e é preciso fazer modificações. Ora, isto logo implica perda de garantia.

    Quanto à board ser ou não a mais, isso depende do tipo de uso que lhe vais dar, e se olhando para as características gerais desta e de outras do género (leia-se Estação de Trabalho/Servidor), esta compensa ou não. Também, tendo tal em conta, é preciso ver qual a motherboard do género que oferece o que ser quer, e onde a podemos comprar, por uma questão ter ter-se a loja e garantia por perto. Eu, pessoalmente, sou contra ter de comprar seja o que for em lojas que sejam longe da minha área de residência. ;)

    • Olá m00nbl00d,

      A caixa da Lian Li é a única que suporta boards HTPX, se essa tem problemas não há mais opções por enquanto.

      Na minha opinião, não há nada que justifique essa motherboard em ambiente doméstico, e mesmo em empresas o custo envolvido é tão alto que a longo prazo a capacidade produtiva do computador não vai compensar a despesa.

      Um PC convencional actual já tem uma capacidade de processamento bastante elevada, nota que trabalho na área CAD/CAM com modelos 3D muitas vezes bastantes pesados e mesmo assim não se justifica uma aquisição destas.

      Abraço. :)

  8. @ Pedro Lopes

    Concordo com o que dizes, mas eu nunca mencionei para que pretendo tal motherboard. ;)

    E, que já agora poderei mencionar.

    O pretendido é um sistema para simulação de redes, entre outras coisas. O ideal é uma board com capacidade para uma boa quantidade de RAM, e 2*CPU. Para não mencionar que para grandes quantidades de RAM, só mesmo boards com 2 CPUs.

    Tendo em conta boards da Intel e Tyan, a da EVGA é a que melhor se adapta ao que eu preciso, e à qual eu consigo pôr as minhas mãos.

    Por exemplo, Tyan, é para esquecer, pois uma das poucas lojas com a qual a TBA (distribuidora oficial) me pôs em contacto, nunca mais me contactou. Já lá vão 2 anos! lol

    Intel… As que valem a pena para o que eu pretendo, ou das duas uma, não oferecem uma quantidade de memória aceitável, ou então oferecem a mais! lol

    A da EVGA engloba tudo o que alguma vez pretenderei para tal sistema: Simulação de redes (Estou a falar de várias máquinas virtuais a trabalhar em simultâneo e a comunicar entre elas. Lógico, se não não seria simulação de redes. lol); e quem sabe, aproveitar para umas jogatanas. ;D

    Tendo tudo isto em conta, só posso contar com a EVGA.

    • @ m00nbl00d

      Pelos vistos já andas atrás disto há algum tempo, se tiveres orçamento para isso então força, não te esqueças é de deixar depois o feedback por aqui, para o pessoal se babar com o rendimento da bomba. ;)

      Abraço. :)

  9. Edição:

    Para não mencionar a garantia. Nunca compro nada, a não ser em lojas perto da minha área de residência.

    Qualquer coisinha, nada com um bom aperto em pessoa. ;)

  10. Mr Pedro,

    Muito bom!

    Os teus pormenores e a cuidada redacção no tema é brilhante… e inspiradora também ;).

    Cumps

    • Obrigado caro Gonçalo, abraço. :)

      • Mr Pedro,

        Só de referir uma gralhazita normal e não intencional da tua parte, o paragrafo 14 (salvo erro) tens “Por tanto” e deverias querer escrever Portanto. D*MM YOU SPACE KEY =)

        A outra sugestão é no final do artigo não tens referência nenhuma à próxima parte que vais cozinhar… podias abrir o apetite e deixar-nos, ainda mais, desejosos pelas sequelas :)

        Espero que as sugestões te agradem :). São todas inofensivas e com as melhores das intenções como já me deves conhecer ;)

        Cumps

  11. Agradeço imenso estes seus artigos. Estão a ajudar-me a decidir na compra de um novo pc.
    Já que estamos em ambiente de caça-gralhas, sugiro que substitua “moças” por mossas. A não ser que as suas mãos tenham mesmo agarrado umas raparigas à custa de caixas baratas. Aí já não digo nada, limito-me a um leve sentimento de inveja.

    • Olá Eduardo,

      Não tem nada que agradecer, eu é que agradeço a sua vista apurada, já está corrigido, o meu olhar analítico para a ortografia está pouco atento quando escrevo os comentários. ;)

      LOL, elas fogem a sete pés dos geeks, :lol:

      Abraço. :)

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