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04/09/2011
Escrito por em Dicas | 16.247 Leituras

«Acorda que vem aí o acordo» é o mote de um passatempo da Antena 3 que decidi usar para arrancar este artigo, pois como muitos sabem o novo acordo ortográfico, amado por poucos e odiado por muitos, chega já no princípio do ano 2012. Assim, com a entrada em vigor desta revolução da escrita em português, há que estar ao corrente das últimas actualizações, em especial para o Microsoft Office onde nos é oferecida a possibilidade de adicionar um verificador ortográfico já preparado para o dito acordo.

Assim, quem tiver o Microsoft Office e quiser actualizar com o novo acordo ortográfico pode instalar a actualização do verificador ortográfico que está no site da Microsoft. É só clicar NESTE LINK e depois escolher  Office 2010 ou Office 2007 de acordo com o programa que se tem instalado no PC. Basta seguir as instruções, transferir e continuar…voilá!

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30 comentários em “Actualize o seu Office com o verificador do novo acordo ortográfico”
  1. Paulo Pereira diz:

    falta a atualização para o office 2003

    Corretores ortográficos para português de Portugal (pt-PT) com o novo acordo ortográfico para: OpenOffice, LibreOffice, Firefox e Thunderbird.
    Download: http://maracujah.net/software/dict

  2. Isto não tarda nada vamos andar todos a dançar o samba… Vão ver. lol

    De um momento para o outro fiquei analfabeto!!! Também que raio de palavra é esta – anal+fabeto? Provavelmente quererá dizer “bafeto” da *****. Faz sentido, visto não haver o mínimo orgulho no nosso Português, e termos que nos submeter ao Português do Brasil.

    Portugal é mesmo um país submisso de qualquer das formas. Enfim… Isto é bandas a cantar em Inglês a torto e a direito, e mais torto que direito… Isto é chicos-espertos e chicas-espertas a usar estrangerismos quando temos palavras Portuguesas… Enfim. Depois admiram-se que Portugal está no estado em que está. Não há orgulho e amor ao país…

  3. Paulo Pereira diz:

    Zeca… podes até estar contra o acordo mas não por ser uma submissão aos brasileiros, tem de ser por outros argumentos. É mesmo de quem não estudou o acordo. Há muitas palavras que nós mudamos e os brasileiros não (ficando diferentes). Outras os brasileiros mudam. Não repitas o que todos dizem só porque parece bonito. Os brasileiros também protestam sobre o acordo! Já agora deves ser purista e também dizer: Cabedaes, Pharmacia, Chimico .
    Quanto às razões do acordo isso são outros 500 e de que poucos falam!

    • Paulo, alguns dos argumentos contra são simples: o facto de estarem a tentar unificar uma lingua pelo critério fonético uma vez que mesmo tendo a mesma palavra, portugueses e brasileiros vão sempre pronuncia-la de forma diferente, isto para nem falar nas questões dos custos de novos dicionários, manuais, gramáticas, etc, etc que têm de ser substituídos sem incluir a formação aos mais velhos para não passarmos vergonhas como portugueses que nem sabemos escrever a nossa própria língua…E francamente, ganhou a vontade do mais forte ao mais fraco, ou seja, este tratado é realizado quase como uma subserviência de Portugal ao Brasil quer queiras quer não admiti-lo….

    • Boas…

      É uma submissão. Quanto a isso do Latim, apercebe-te que o nosso Português evoluiu do Latim, por isso faz todo o sentido que hoje em dia palavras que anteriormente tinham, por exemplo, “ph” no conteúdo, tenham evoluído.

      O Português do Brasil descende do nosso. São eles que têm que se adaptar ao nosso Português. Não somos nós ao deles. É simplesmente ridículo.

      Querem uniformização? Estou de acordo. Mas, se há algum que tem de se adaptar na totalidade, são os Brasileiros e não nós. É o Português deles que descende do nosso, e não o contrário.

      Isto chega ao ponto de eu procurar uma tradução, por exemplo, no tradutor da Google para determinada palavra Inglesa, a fim de encontrar sinónimos que às vezes surgem, e na maior parte das vezes a tradução da palavras é feita em Português do Brasil. Nunca vi em Português de Portugal. Aliás, eu até acredito que o Português que lá tem como opção seja o Português do Brasil.

      E, fazem bem os Brasileiros protestar contra o acordo. Eles lutam pelo que é deles. Fazem eles muito bem. Parece é que os Portugueses (nem todos) vão sempre na ideia do “porreirismo”. Deu bom resultado…

      Uma coisa digo. Um país que não ama a sua língua, usa estrangeirismos a torto e a direito quando têm palavras portuguesas para o efeito, cantam inglês a torto e a direito (e mais torto que direito), etc, etc… não vai evoluir nunca. Na verdade até regride, e é o que acontece a este país.

      Enfim…

  4. Engraçado, alguns se pronunciam contra o acordo mas desconhecem totalmente os efeitos de um não acordo. Por outro lado, muitos dos puritanos em Portugal (sou português) são contra o acordo, mas não os vejo minimamente a criticar a constante mistura de grafia inglesa na portuguesa, o uso de certas expressões algofonas por exemplo. Enfim, desconhecem inclusivamente como foi feito esse acordo, a equipa que esteve por detrás, entre outros pormenores mais.

  5. É apenas uma questão de hábito… ao princípio estava contra (sempre me fez confusão ler um texto em português do brasil) mas por exigências profissionais vi-me “obrigado” a adotar o novo acordo e, agora, já não estranho tanto se bem que fico sempre com a sensação que a palavra está mal escrita eheh.

    • Quanto ao artigo em si: Corrijam-me se estiver enganado mas o Office 2007 e 2010 não trazem já o dicionário incorporado? Basta ativá-lo em:
      FICHEIRO > OPÇÕES > VERIFICAÇÃO
      E em “Modos de português de Portugal” escolher “pós-acordo”

  6. Paulo Pereira diz:

    Olly: isso é só no 2010 e se estiver atualizado

  7. Paulo Pereira diz:

    Vê-se mesmo que percebem alguma coisa do acordo. O que falam é apenas generalidades. Agora reparem nisto. Todos reclamam que nós tirámos os c mudos por submissão ao brasil. Então vejam estas que mudam em Portugal mas não no Brasil.
    Portugal => Brasil
    conceção => concepção
    contraceção => contracepção
    receção => recepção
    intercetar => interceptar
    Aposto como tinham pensado que estas tinham mudado para ficarmos iguais aos brasileiros, certo? Errado!!
    Era preciso mudar estas? Não. Foi por submissão ao Brasil? Não Foi porque as não pronunciássemos? Não (ou pelo menos na norma culta anterior que não era a de Lisboa.. e aqui está o problema” Não digam mias asneiras!!
    Aceitem: os brasileiros serviram de boa desculpa para muita coisa. E se soubessem como os dicionários e VOLP de portugal estão a tentar ir mais além que o acordo implementando o que se tinha primeiro pretendido em 1986… então ficavam admirados!

    Já que falam muito, então é ler estes dois só para terem uma ideia do que para aí vai (deixem os brasileiros em paz que nós já criamos as confusões que cheguem:
    http://www.ciberduvidas.com/controversias.php?rid=2211
    http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=28351

    E se depois disto continuarem a repetir a mesma frase… é má fé mesmo!

    • Mas, tu só vens mostrar que o Acordo Ortográfico é uma completa estupidez.

      O objectivo é a unificação ortográfica, correcto?

      E, salvo erro, no Acordo Ortográfico de 1945 os Brasileiros opuseram-se à conservação das consoantes mudas (ou seja, palavras como actor, etc).

      Lá conseguiram levar a melhor, não? Os Portugueses é que tiveram que mudar o seu Português, pois eles haviam recusado tal mudança. Eles recusaram-se a fazer uso do c mudo.

      E, meu caro, eu nunca mencionei que o nosso Português e o Português do Brasil têm ortografia igual, devido a este acordo. Apenas que Portugal se submeteu aos interesses do Brasil. Lembro mais uma vez a recusa do Brasil no acordo de 1945. Sinceramente não faço ideia se houve mais recusas…

      Não confundas a ortografia ser igual com submissão ortográfica.

      Fica bem

      • Paulo Pereira diz:

        Onde é que viste que eu defendia o acordo ortográfico? Eu só digo é que a razão que tu invocas está totalmente desfasada da realidade. As razões são outras. Os brasileiros reclamam da mesma coisa!

        • Mas que razão é que eu invoco, e que está desfasada? Eu não invoquei razão ou razões. Apenas mencionei a realidade. E, a realidade é que no Acordo Ortográfico de 1945, o Brasil recusou-se a incluir o c mudo nas suas palavras. Sabes, as palavras que nós ainda usamos, por enquanto, tal como actor, actriz, acção, etc.

          O Brasil recusou-se a aceitar tal mudança. Aí é que está. Aliás, o Brasil nem sequer implementou o Acordo Ortográfico de 1945. Fomos nós que tivemos que retirar o c mudo com o acordo de 1990, não foram eles. E, é nisto que eu digo que houve submissão de Portugal. Sinceramente, não me lembro se houve outras rejeições anteriores do Brasil, que levaram a que Portugal fosse o país a mudar a ortografia de outras palavras.

          E fazem bem os brasileiros em reclamar. É sinal que amam o português deles. Ao contrário dos de cá, que teimam em cantar em inglês, usar estrangeirismos sem qualquer necessidade, etc.

          Mas, também não me admiro nada nas atitudes, em geral, do povo português. Foi necessário um brasileiro vir treinar a selecção principal para que os portugueses colocassem a bandeira nacional à janela, etc.

          O brasileiro lá foi embora, e o povo português lá voltou a ter vergonha de hastear a bandeira.
          Eu não digo que o facto de hastear a bandeira seja o mais importante. Não é, pois não significaria que alguém estivesse a apoiar a selecção, mas apenas que tinham vergonha em não hastear, caso os vizinhos a hasteassem. lol Mas, é a questão do principio. É vergonhoso.

          É neste país que nós vivemos.

          • Estou a acompanhar a vossa discussão desde o início e fico incrédulo com os dois. O acordo não pode ser bom para nenhum das partes, especialmente para o idioma ORIGINAL que é o nosso, o Português de Portugal, derivado do Latim. Como é possível aceitarmos um f*cking acordo destes quando os brasucas durante décadas, séculos fartaram-se de importar e assimilar palavras do espanhol, do italiano e do holandês que foram as comunidades mais fortes dentro do Brasil? Disso ninguém fala. O gerundio tão típico deles vêm de onde? do espanhol. Mas viremo-nos para a informática: usuário? não meu caro, isso é espanhol…
            Estou como alguém diz lá em cima, qualquer dia estamos todos a dançar o samba, a trabalhar em casas de alterne e a tratar dos dentes uns aos outros. Acordem, esse acordo visa servir os interesses de alguns, não de todos!

          • Paulo Pereira diz:

            @Zeca: Sobre a bandeira certamente não desconheces os dias da ditadura em que hastear a bandeira teve uma carga especial (como as fotos dos presidentes nos lugares oficiais demorou a implementar por causa do que tinha acontecido com Salazar que usava foto em tudo o que era escola e oficial). Sim foi preciso um de fora para mostrar que a bandeira era um símbolo de uma nação e não de uma ditadura (e entretanto já uma geração tinha passado). Ser brasileiro ou não, não era o caso. Se tivesse sido um português era acusado de fascista.

            Quanto ao C mudo não é uma cedência aos brasileiros. Não acreditem nas “frases feitas” da imprensa, não se deixem manipular! Eu explico:

            São os nossos linguistas que sempre quiseram uma uniformização da escrita. Agora conseguiram o que já tinham tentado em 1945. Nessa altura o Brasil assinou mas depois as pessoas resistiram e acabaram por não aplicar. Na altura isso implicava terem de começar a escrever consoantes mudas, mudar acentos circunflexos para agudos.

            Ora numa evolução de idioma nunca se adicionam coisas, apenas perdem coisas. Logo nunca podia ser aceite na prática.
            Note-se que eles tinham em 1943 feito alterações para acompanhar as mudanças de 1911 em Portugal.

            Nessa altura o brasileiro era o português antigo e mais próximo da tradução! O português de 1911 era considerado uma cedência ao francês e um abandono da tradição. Curioso certo?
            Sabias que é em 1943 que o brasil deixa de escrever MM em commercio (de acordo com o latim commercium) pois Portugal já tinha “evoluído” do latim em 1911? Depois vens falar de que nós é que somos mais ligados ao Latim!!

            Na década de sessenta voltaram à carga e começaram tudo de novo com um congresso em Coimbra que juntou linguistas do Brasil. Toda a fina flor da gramática e afins (um não pode estar presente porque a universidade não permitia a sua presença nas suas instalações e de um outro não se conhecem as justificações).

            Em 1971 e 1973 as diferenças reduzem-se por leis.

            O objetivo era uma grafia única e absoluta para todas as palavras. Estava mais próximo!

            Em 1986 chegaram a um acordo radical com os acentos a desaparecerem em Portugal! Nós não aceitámos e foi feito um novo acordo em 1990 para ser aplicado em 1994. E isto já com plano de em 2010/2021 existir outro acordo! A novidade em 1990 é que deixaram de fazer acordos com base na etimologia (curioso que ninguém os aceitava!) e passaram a fazer com base na pronúncia admitindo duplas grafias!

            Como foi difícil ratificar (implicou mais um protocolo ainda em 1998 e devido a este existem questões legais pendentes), em 2009 lá se aplicou o acordo de 1990 embora já com algumas regras a serem deturpadas e interpretadas à maneira do acordo de 1945. No fundo este é que é o ACORDO (esquecendo as consoantes mudas que são o mais visível mas o menos importante do acordo!!)

            Ficas a saber também que o Brasil já convencionou a forma de escrita do acordo de 1990 (num VOLP que é uma lista de todas as palavras, suas variações e formas como se escreve).
            Primeiro pensou-se num documento único com as variações nacionais só que nós preferimos as normas abstratas e não o trabalho detalhado de concretização. Assim os brasileiros tiveram de avançar com o deles e nós faríamos o nosso depois quando fosse mais perto da data de implementação em Portugal (no Brasil o acordo foi implementado em 2009)

            Mas os portugueses ainda não o fizeram – existem dois comerciais e um terceiro a caminho que será o oficial… embora já apareça tarde. Os dois atuais têm interpretações mais radicais do acordo e assim não respeitamos o que vem escrito num acordo. Do terceiro ainda não se sabe o que vai lá estar.
            Daqui a uns tempos também vão dizer que a culpa é dos brasileiros!
            Percebeste? 8-O
            Agora lê de novo para equilibrar o que ouves dizer nos outros dias todo do ano!

            Nota: Se não sabem do que falam, não afirmem taxativamente coisas ! Podem dar opiniões, questionar, mas não façam teses sobre o que desconhecem! Por favor!

          • Paulo Pereira diz:

            @Rucanorte
            A utilização do Gerúndio é característica do algarvio e não espanhol! Aliás no Brasil usar o gerúndio é considerado uma marca dos menos instruídos (não tenho culpa de só veres novelas). O brasileiro escrito em livros técnicos ou textos oficiais quase não usa gerúndio!

            O acordo não implica usar usuário em vez de utilizador. Mas que mistura na conversa? E com todas essas referências ao latim espero que não sejas daqueles que ainda diz username, password, keyword ou template! Isto apesar de saberes certamente que importámos imensas palavras do francês e do inglês que hoje são português perfeito!

            Cada país tem palavras que se utilizam de forma diferente. O acordo é sobre como se escrevem essas palavras.
            Nas traduções continuam a existir dois idiomas: pt-PT e pt-BR não se preocupem!

            Como dizia o outro… “pingolim é matraquilho e banco é caixa!”

            Quanto a aceitar ou não o acordo isso é outra conversa totalmente diferente! Nunca esteve aqui em causa.
            Mas se trabalhas no estado ou vais produzir conteúdos para o estado vais ter de utilizar até 1 de janeiro de 2011 (nas escolas é já este mês). E se trabalhas para os meios de comunicação vai-te acontecer o mesmo!
            Em 2015 serás uma das pessoas de uma minoria que ainda escreve à antiga. Sem dramas!

  8. Inteiramente de acordo consigo Paulo Pereira. Muitas pessoas falam mas não conhecem profundamente o acordo e muito menos tem noção da sua necessidade.
    Quais as consequências de um não acordo ao longo de décadas? Desagregação linguística e esta origina inevitavelmente perda de influência global da língua portuguesa e, especificamente, no nosso país maior vulnerabilidade da nossa língua em relação à inglesa.
    Se o acordo foi ou não bem redigido do ponto de vista linguístico, bem isso são outras contas e nesse ponto concordo que muita há ainda a fazer.

  9. @ Paulo Ferreira

    “Ora numa evolução de idioma nunca se adicionam coisas, apenas perdem coisas. Logo nunca podia ser aceite na prática.”

    Já que o Português vem do Latim, apenas vou referir um exemplo, em como na evolução de um idioma, nem sempre a forma mais curta é a realidade.

    Certamente conheces a palavra “forum”, que é uma palavra do Latin. “Forum” é singular. O seu plural é “fora”. Em Português é “fórum”. O plural é “fóruns”.

    Obviamente houve uma evolução da palavra, principalmente no plural. Ou seja, neste caso adicionou-se à palavra, não se retirou.

    Isto é apenas para dar um exemplo em como, nem sempre, na fase evolutiva se perde, mas também adiciona-se.

    E, da mesma forma que eles (os brasileiros) teriam “de começar a escrever consoantes mudas, mudar acentos circunflexos para agudos.”, etc, etc… Também nós, Portugueses, teremos que pronunciar de forma diferente as palavras onde, por exemplo, os c’s mudos caem. E, isso vai, certamente, causar muita confusão sobre qual a forma correcta de pronunciar as palavras.

    Exemplo:

    “Cação”. O “a” é fechado. Esta palavra pronuncia-se como se fosse “câção”.

    Agora, vejamos a palavra “abolição”. Na palavra “abolição”, o “o” lê-se “u”. Ou seja. pronunciamos como se fosse “abulição”.

    Repara agora na palavra “adopção”. O “p” vai cair. Vamos passar a escrever “adoção”. Ora, pelas regras da palavra “abolição”, onde pronunciamos o “o” como se fosse “u”, a lógica diria que devemos pronunciar a palavra “adoção” como se fosse “adução”. Ora, tal está errado. Vai criar muita confusão. Pois é, meu caro, também o nosso Português se rege por regras.

    Em 1945 o Brasil recusou-se a implementar o c mudo. E, não, meu caro, não foi na imprensa que vi tal. Pesquisa, e irás encontrar informação que irá comprovar o que mencionei. E, o Brasil recusou-se, pois iria causar confusão, após anos de abolição do c mudo. Caso tivessem que o voltar a implementar, iria certamente causar confusão.

    Não me leves mal, eu COMPREENDO o motivo que levou o Brasil a tal recusa. E, estou plenamente de acordo.

    Mas, a pergunta que fica é: Nós perdemos o c mudo (por exemplo). Tal não causa, nem vai causar confusão aos Portugueses? Não sejam ridículos. Claro que vai!!

    @ Carlos

    Desagregação? Concordo plenamente. Enquanto nós perdemos o “p”, em palavras como “concepção”, os brasileiros não perderam. Isto deve-se ao facto da pronúncia. Ora, a pronúncia é coisa que nunca morrerá. A única forma seria os Portuguese adotarem (leio “adutarem”? lol) a pronúncia do Brasil ou os Brasileiros a pronúncia de Portugal. Mas, tal seria 100% ridículo, não? Para não mencionar que nenhum dos países aceitaria tal, pois seria regredir e não evoluir.

    Isto mostra claramente que nunca na vida Português (Portugal) e Português (Brasil) existirão em congregação.

    Já agora, como vai o povo Português pronunciar a palavra “inspecção”? Não sei se sabem, mas o “c” torna o “e” aberto, pronunciado-se como se fosse “inspéção”.

    Reparem, agora, na palavra “tropeção”. Nesta palavra o “e” não é pronunciado. Ou seja, pronunciamos como se fosse “trupção”. Vamos passar a pronunciar “inspeção” como se fosse “inspção”?
    Pois… é aquela cena das regras.

    Por muito que queiram, nunca na vida os diferentes Portugueses serão iguais. Por algum motivo são diferentes.

    E, voltando ao c mudo, por exemplo. O brasileiros não tiveram problemas na sua retirada, pois eles sempre leram as vogais de forma aberta. Precisamente ao contrário de nós.

    Enfim… cada um pensa o que quer do Acordo Ortográfico. Pessoalmente, considero-o uma enorme treta, pelas razões acima mencionadas.

  10. Paulo Pereira diz:

    @Zeca
    – 1945 – Os brasileiros não aceitaram o C mudo em 1945 porque isso era a vitória da corrente etimológica sobre a corrente fonética. Acontece que em 1911 nós tínhamos ido para a fonética e eles ficaram na etimologia, depois em 1943 seguiram a nossa mudança e ficaram do lado da fonética… e logo dois anos depois nós voltámos a mudar e a querer a etimologia. E eles não alinharam, tá claro.

    Já disse e repito. ISto é uma celeuma académica: desde 1911 que nenhum político se envolveu com o assunto!
    Mas está visto que não vais mudar de ideias!

    – posso dar-te muitos exemplos contrários aos teus, nenhum fica a ganhar e não era coisa para ser por escrito
    – continuas a escrever coisas como “nós pronunciamos assim”. Está errados. Não é nós… é a norma culta de Portugal pronuncia assim. E o que é a norma culta? O falar de referência era até há pouco tempo a zona de Coimbra. com este acordo passou a ser a zona de Lisboa.
    Por isso vais ter de reformular os teus conceitos de pronuncia portuguesa padrão!

    – Só para terminar com uma piada.
    Sabes como é que os brasileiros nos imitam a falar? no exemplo da palavra que dás “inspeção” é precisamente como dizes que não podia ser… “inspção” (tudo sem grandes tonalidades na voz).
    Outra: quando se fala com outros povos ficamos parvos… eu que pensava que os espanhóis da Andaluzia falavam para dentro e abriam pouco a boca ao falar (em altura não em largura que aí até estorva).. numa conversa com alguns fui precisamente apontado como exemplo de alguém que falava abrindo pouco a boca. Tivemos que despachar mais umas canhas!

    E fico por aqui!

    • Paulo, como pareces tão erudito e não te cansaste de trazer e mostrar aqui eventos históricos sobre este badalado acordo, mas é certo que em nenhum momento apresentaste os teus argumentos, ou seja, se os tivesses terias apresentado e não farias das tuas palavras coisas que se vão lendo noutros lados. Quanto ao gerúndio que falas, ignorantemente no algarve, a influência é espanhola e inglesa, é só perderes 5 min a pesquisar. Entretanto c@guei para o assunto porque tenho de ir ver mais uma novela.. brasileira :wink: . até logo meus burros subservientes, comam o acordo porque pessoas como tu merecem-no todo!

      • Paulo Pereira diz:

        @Rucanorte:
        Não sou um defensor do acordo.
        Não entrei em discussão filológica detalhada porque não acho que isso esteja aqui em causa nem acho que o acordo tenha grandes pretensões nessa área onde até o acho limitado.

        Não ofendas pois nada ganhas com isso e só mostras seres limitado intelectualmente.

        Mas afinal que argumentos queres tu?

        Quanto ao gerúndio vê se aprendes alguma coisa… talvez fiques admirado em saber que o gerúndio é algo tradicional em Portugal!!
        No Algarve o gerúndio era algo bem anterior aos primeiros ingleses (se calhar achas que os ingleses do sec XVII vinham para o Algarve passar férias!) e Castela foi sempre muito longe, aqui ao lado é outra Espanha, a Espanha árabe com outras influências.

        Olha lê alguma coisa diferente do que encontras na wikipédia:

        Tese de mestrado: Mothé, Nubia Graciella Mendes – Variação e mudança aquém e além mar: Gerúndio versus infinitivo gerundivo no português dos séculos xix e xx. Rio de Janeiro (2007)
        http://www.letras.ufrj.br/posverna/mestrado/MotheNGM.pdf

        Como não deves ter tempo aqui vai o básico:
        “Eu estou falando com você”. (gerúndio)
        “Eu estou a falar com você”. (infinitivo gerundivo)
        Os resultados revelam que o avanço do infinitivo gerundivo em Portugal é mais recente do que se imaginava, datando de meados do século XX

  11. Acho que é uma discussão sem sentido, vi varias e importantes pessoas falarem contra, no caso por exemplo dos acentos, a pessoa dizia que atrapalharia a maioria das pessoas a escrever por estarem acostumadas com acentos, mas a maioria das pessoas colocam errados os acentos ou então esqueciam de por. Agora me pergunto, qual a diferença? Aqueles que já sabiam acentuar as palavras muito bem vão com certeza saber a não acentuar e etc. acho que as pessoas sempre procuram sobre o que não concordar. Aproveitem a vida!!!

  12. Muito boa esta atualização com o novo acordo.

  13. Não há para versão de 32 Bits?

  14. Não há para Office 2010 versão 32 bits?

  15. Carlos Roberto diz:

    Aos colegas lusitanos digo que aqui no Brasil não se encontra quem aceite este acordo ou goste dele. Também estamos a engolir pela força. Foi uma truculência e desrespeito a todos. Cada país deve cuidar de sua língua, visto que têm influências e evolução próprias. Além de tudo, diga-se que é um acordo muito mal feito, realmente para atender a outros interesses (sem respeito algum à linguística). Trata-se na verdade, não de um “Acordo”, mas de um Decreto. Envergonho-me do meu país, pois que aqui tem maior valor o inglês. Mudou a metrópole, ainda somos colônia.

  16. Para quem precisa de escrever de acordo com o novo ‘acordo ortográfico’, está disponível uma ferramenta que converte o conteúdo de ficheiros de texto (até os de Word 2003) para a nova grafia. Suporta vários formatos e permite converter em simultâneo diversos ficheiros de qualquer dimensão. Chama-se «Lince – conversor para a nova ortografia» e pode ser descarregado aqui: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=lince
    Espero que vos seja útil ;)

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