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27/02/2010
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O Twitter é uma das redes sociais mais usadas e com mais potencial actualmente, e com milhões de utilizadores. Muitas vezes, para se descobrir o verdadeiro potencial desta rede social, é necessário usar um cliente desktop. Nesta área, destacam-se os criados na plataforma AIR, mas se está a usar Linux, o Pino é um dos clientes mais rápido, poderoso, integrado e funcional, mantendo sempre uma aproximação minimalista e apelativa ao Twitter.

O Pino, apesar de actualmente se encontrar na versão de testes 0.2, é já uma aplicação bastante estável, surpreendentemente rápida (criada na linguagem Vala, sem dependncias relevantes, a correr código nativo :-D) e pessoalmente, uma das minhas escolhas no que toca a “twittar” em Ubuntu. É uma aplicação aparentemente simplista, mas com imensos atalhos de teclado, funcionalidades e preferências que vão agradar mesmo ao utilizador mais exigente. Pode ser comparada à bastante popular aplicação para Mac Twitterific.

A janela, tem botões de acesso às funcionalidades mais importantes, como o “Novo Estado”, “Actualizar”, a janela de preferências, e a lista de tweets dos utilizadores, as replys e as mensagens directas que lhe foram enviadas.

Na lista de tweets, é possível directamente responder a tweets, fazer RT (vulgo divulgar), ou enviar uma mensagem directa a quem enviou essa mensagem, e, no caso de ser um tweet nosso, directamente apagá-lo.

E, se quiser seguir uma conversação entre utilizadores do Twitter, pode sempre clicar no botão em “como resposta a ….”, ser´a-lhe apresentado algo semelhante a isto:

E é nas preferências que o Pino se destaca. Acessíveis pelo respectivo ícone ou pelo menu Editar » Preferências. Aí é possível definir a regularidade das actualizações, o número de actualizações a serem mostradas no Pino, o encurtador de url’s (entre is.gd ou goo.gl), o estilo dos RT’s, e a possibilidade de limpar a cache. Na aba Desktop existe a possibilidade de iniciar o Pino na área de notificação, de activar ou não o ícone da área de notificação (um ícone dinâmico, cujas cores se alteram caso existam novos tweets), e de configurar as notificações. Em Conta, podemos adicionar as nossas contas Twitter (sim plural, o Pino suporta várias contas ;-)), e em Aparência, podemos definir a fonte, a opacidade e cor das novas actualizações, preferir nomes completos ao invés de nicknames, definir cantos arredondados nos avatares e até activar a detecção de escrita da direita para a esquerda, para utilizadores que utilizem alfabetos cirílicos e árabes.

E como qualquer cliente Twitter actualmente, a partir do Pino também é possível criar as tão badaladas mínimas url’s, apesar de ainda não automaticamente, mas basta colar a URL na caixa de novo estado, e clicar Ctrl + U, e teremos um mínimo URL.

O Pino suporta múltiplas contas, incluindo também o “clone” open-source do Twitter identi.ca (que é para o Twitter aquilo que o WordPress é para o Blogspot), numa aproximação semelhante à do Twitter. As mesmíssimas funcionalidades estão disponíveis para ambas as plataformas. Depois de adiconar quantas contas do Twitter e Identi.ca quiser nas preferências, pode alternar entre elas clicando no seu avatar no canto superior direito na janela do Pino:

Instalação

Para instalar o Pino, no Ubuntu 9.10/10.04 deverá adicionar os repositórios ppa:vala-team/ppa e ppa:troorl/pino às suas fontes de aplicações em Sistema » Administração » Fontes de Aplicações » Aplicações de Terceiros e de seguida instalar o pacote pino , por exemplo, através do Sistema»Adminstração»Gestor de Pacotes Synaptic.

Ou se prefere a rapidez infalível da consola:

  sudo add-apt-repository ppa:vala-team/ppa && sudo add-apt-repository ppa:troorl/pino && sudo apt-get update && sudo apt-get install pino

O autor disponibiliza também um pacote .rpm para Fedora 12 e utilizadores de Arch Linux poderão fazer o download de um pacote aqui, através do AUR (Arch User Repository). Para os restantes bravos, podem fazer download do código-fonte e proceder para a compilação, deveras simples e documentada nos ficheiros de instalação.

Instale o Pino, aprecia a sua simplicidade poderosa (explore os atalhos de teclado, por favor :-D), impressione-se com esta aplicação, bastante recente, mas com grande margem para melhoramentos e para se tornar uma das melhores aplicações de interacção com o Twitter, não só em Linux mas em todos os SO’s ;-)

Homepage: Pino App

Este artigo foi escrito por em 27 Fev, 2010, e está arquivado em Downloads, Linux. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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4 comentários em “Pino – Poderoso Twitter simplista em Linux”
  1. Fonix! Qual não é o meu espanto quando abro isto e vejo logo as minhas figuras… :S

  2. E como se comporta a nível de recursos consumidos?
    Em média, qual a quantidade de RAM que usa?

  3. É por causa destes artigos que cada vez mais considero mudar de vez para o Linux. Bom artigo!

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