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19/01/2012
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Quem é que não se lembra da gigante IBM? Ela está em todo o lado, sejam ecrãs e monitores, sejam soluções de servidores ou mesmo em termos de formação de tecnologia, das maiores e pioneiras empresas do ramo da informática a aparecer, ela é uma lenda viva de como uma empresa pode sobreviver e prosperar durante décadas numa área onde tudo muda, “como quem muda de camisa”. Outra lenda viva que por aí anda é o OpenOffice.org, a suite de produtividade que mais concorrência faz ao Office da Microsoft, por ser grátis, open-source e flexível. E se unirmos os dois? Que acontece? Dá-se o IBM Lotus Symphony 3.

É certamente, e a partir de agora, a escolha de muitos que querem ter uma suite de produtividade com um aspecto muito mais apelativo ao OpenOffice.org (que diga-se de passagem, é poderoso mas um pouco feio) e com um poderoso nome no desenvolvimento, bem como muitos melhoramentos em relação ao original.

Ao instalar-mos o programa é-nos logo apresentada a suite no seu geral: um processador de texto, um criador de apresentações e ainda uma foha de calculo, as três mais utilizadas ferramentas das suites de produtividade. Mas, e mostrando o quão diferente do “pai” é, o Lotus Symphony tem também um web browser muito simples para que, por exemplo, veja as suas páginas web que construir com o Lotus Symphony Documents e para que, directamente no programa, possa navegar pelos plugins e widgets que esta versão do Lotus Symphony possui na página oficial.

O design do programa é sem dúvida o que mais se salienta quando pela primeira vez utilizamos esta suite de produtividade, um design limpo e baseado em tabs (não, não é copiado da Microsoft) que se torna muito intuitivo tanto a curto como a longo prazo, com documentos mais completos ou com documentos mais simples.

O processador de texto é muito semelhante ao do OpenOffice.org, no entanto com algumas funcionalidades melhoradas e claro, o design que ajuda em muito na elaboração de um documento. Corrector ortográfico, adição de elementos multimédia como imagens, criação de gráficos dinâmicos baseados em dados tabulares entre muitas outras funcionalidades que merecem um destaque por terem sido melhoradas do OpenoOffice.org.

O facto da coluna lateral com as propriedades do elemento seleccionado no momento ser dinâmica e mudar de acordo com o elemento torna o trabalho mais rápido, mais eficaz e mais facilitado. As funcionalidades da praxe que já estávamos habituados com o OpenOffice.org estão também presentes e algumas delas sofreram melhoramentos, algo bem-vindo.

Já esperado de uma suite baseada em OOo é o editor de HTML simples, totalmente WYSIWYG e não recomendado utilizar para webdesign, com menus especializados na inclusão de elementos HTML como botões, caixas de texto, formulários, entre outros.

A folha de cálculo também sofreu melhoramentos, com uma quantidade de templates já disponíveis considerável (e a possibilidade de se fazer o download de outros disponíveis online) o trabalho fica mais facilitado.

Formulas novas, formatação de células com mais opções e um editor de fórmulas são apenas algumas funcionalidades que, à boa maneira da IBM, levaram com uns tweaks que tornam tudo mais bonito e simples.

Todas as outras funcionalidades como gráficos, cálculos simples e complexos e tantas outras que o OOo tem estão inclusas, evidentemente nesta versão. O gestor de revisões também ajuda, e bastante, nas edições posteriores à criação e no controlo das versões do ficheiro.

Venham de lá as apresentações feitas no Lotus Symphony, sejam elas para miúdos ou graúdos. A quantidade de transições e efeitos levou um boost e agora temos mais opções, tal como os templates que, à semelhança das duas outras ferramentas, apesar de bastantes, podem ser ainda mais caso queira-mos fazer o download de mais (tendo em conta que se poderá até fazer o download de templates para o OOo original, aumentando assim a quantidade disponível).

Criar, formatar, animar, definir timings e está temos a apresentação feita, sendo que, também à semelhança das outras duas ferramentas, é um trabalho mais facilitado devido à organização das ferramentas.

Claro que umas release notes falariam por tudo o que foi dito.

Veredicto:

Muito se tem falado do OpenOffice.org nos últimos tempos, uma suíte que começava a julgar-se estar para morrer devido às opções online como o Google Docs e devido aos avanços que o Microsoft Office teve deste, encostando-o a um canto, especialmente quando de disposição das ferramentas e de um layout que melhorava o trabalho se tratava. Com esta versão da IBM talvez o OpenOffice.org (dado que deriva deste) aumente o número dos seus utilizadores dado que, com um excelente trabalho de design, tornou esta suite de produtividade no que o pessoal procura: funcionalidades e aspecto voltado à facilitação do trabalho. O mais interessante desta suite é mesmo a capacidade de utilizar um sistema de tabs sem se tornar “numa cópia” do Microsoft Office.

Para os utilizadores comuns  será uma mais valia e uma opção a considerar, para as empresas será uma luz ao fundo do túnel quando, no meio de uma crise económica, precisarem de uma suite gratuita com qualidade. O facto de estar disponível para os sistemas operativos mais utilizados actualmente pode ajudar na divulgação e utilização massiva do programa que tem tanto para oferecer.

Compatibilidade: Windows, Linux, Mac OS

Licença: Freeware

Homepage: IBM Lotus Symphony

Download: Lotus Symphony 3.0.1

Este artigo foi escrito por em 19 Jan, 2012, e está arquivado em Downloads, Software, Utilitários. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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1 comentário em “IBM Lotus Symphony, um OpenOffice.org bonito com a chancela da IBM”
  1. Gonçalves diz:

    Parece-me muito interessante, mas não pude deixar de notar a falta de um editor de bases de dados.
    Para qualquer empresa isso é essencial.
    De qualquer das formas, vou testar e talvez substitua o OpenOffice lá por casa.

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