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02/03/2011
Escrito por em Análises | 2.912 Leituras

Até agora ir ao Market no seu telemóvel Android era uma experiência produtiva, uma vez que apenas aquilo que fosse compatível com o seu equipamento seria mostrado. E continua a sê-lo, mas as coisas agora mudam um pouco. Primeiro com o lançamento do Market na Web, e agora mais recentemente com o lançamentos de equipamentos com o novo chipset Tegra 2.

Só que agora poderá ficar chateado quando descobrir que determinado jogo não é compatível com o seu HTC Desire ou Galaxy S, para o qual juntou todos os trocos que conseguiu para o comprar no natal passado. Pois bem, é esta a realidade – agora irá começar a haver bastantes jogos exclusivos para o Tegra 2, o que faz do seu equipamento de gama alta quase como obsoleto.

[Sim, eu sei que o meu ZTE Blade não é nenhuma maquina de topo, mas é o que tenho e foi apenas para demonstrar.]

E depois há também um novo market que a NVIDIA depressa correu a lançar: o NVIDIA Tegra Zone, onde poderá obter todos os jogos patrocinados suportados por esta nova plataforma.

Para além dos equipamentos normais, agora os com Tegra 2 não se esqueçam também do Xperia Play, que como vai contar com botões dedicados, certamente terá também jogos exclusivos, assim como o seu market “paralelo”.

Por isso a meu ver o Android para jogos está prestes a dividir-se em 3, tornando-se uma base para servir três plataformas distintas: Xperia, NVIDIA e os restantes. Acho então que não é de esperar por novos jogos com melhores qualidades sem primeiro investir uns bons €’s em novos equipamentos.

Sendo assim, o que acha de tudo isto que está a acontecer? É bom para o utilizador? Para as marcas, com certeza que sim!

 

 

Este artigo foi escrito por em 02 Mar, 2011, e está arquivado em Análises, Geral/Outros, Telemóveis/iPhone/Android. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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4 comentários em “Android cada vez mais fragmentado?”
  1. Zadkziel diz:

    Falta ainda considerar o eventual lançamento da NGP (A nova PSP), que também terá o SO android e terá uma loja dedicada.

    A meu ver isto não é assim tão mau. Comprei um telemóvel para ter fazer chamadas. mensagens e net, os jogos que o telemóvel consegue correr são simplesmente um bónus.

  2. É perfeitamente normal.
    De um lado tempos um equipamento com capacidades de processamento gráfico muito elevadas, do outro temos smartphones normais.
    Não podemos esperar que as aplicações que estão preparadas para correr um tablet com capacidades gráficas superiores estejam também adaptadas para correr num mero smartphone regular…
    Existem limites, para manter os preços baixos não se pode acabar com as gamas baixas.Para bem dos interessados também não se pode castrar a possibilidade de desenvolver aparelhos aptos a outro nível de desempenho gráfico.

    Como os smartphones estão cada vez mais a encurtar as distancias entre telemóveis e computadores portateis, é natural que também haja uma tendência de fragmentação que já é registada nos PC’s.
    Na minha opinião essa fragmentação – embora tenha inconvenientes como a falta de uniformidade em aplicações – tem claras vantagens como o maior leque de possibilidades e escolhas nos diferentes equipamentos, alem disso, no fundo até estimula o desenvolvimento e concorrência entre fabricantes, que poderá levar a uma descida dos preços acompanhada de soluções cada vez mais exímias nas suas características. O ideal é manter um balanço entre uniformidade e capacidade de evolução saudável, fruto da concorrência.
    Outro pormenor que não podemos esquecer em relação à plataforma Android é que esta é construída com uma saudável filosofia de abertura, livre de royalties e outros mecanismos profundamente capitalistas, o que contrasta brutalmente com as soluções proprietárias que eram as mais populares até há 2 ou 3 anos atrás. E isto é o que torna o Android num sistema operativo (e fundamentalmente o próprio terminal) revolucionário que é capaz de ser polivalente, produtivo e acessível a custos inferiores, no fundo democratizando o mercado.
    Em termos económicos creio que este tipo de produto jamais representará um monopólio estrangulador e oportunista como aqueles que assistimos em outras encarnações de empresas de software e hardware como a Microsoft ou a Intel, já que esses quando se apanham no poder – normalmente através de práticas “truste” – estagnam-se a si e estagnam os restantes concorrentes durante décadas ao mesmo tempo. Eu diria que é positivo termos novas abordagens, principalmente em tempo de extrema debilidade económico, onde o sistema capitalista começa a demonstrar as suas piores falhas a uma escala global.

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