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26/01/2011
Escrito por em Cinema | 14.640 Leituras

O KeroDicas.com volta a apresentar o regresso de uma das mais carismáticas rubricas que por aqui tem passado: Cinematograficamente Falando…é uma rubrica elaborada por Hugo Gomes @ cinematograficamentefalando.blogs.sapo.pt, cujo objecto é a apresentação, em forma de resenha, das próximas estreias cinematográficas da semana corrente e respectivas críticas a outros títulos, que vos podem, ou não, ajudar a tomar a decisão de ver o filme em questão.

Esta semana, embora um pouco mais atrasada devido às nomeações dos Óscares, temos em destaque Biutiful com Javier Bardem, entre outros títulos, com estreia marcada para quinta-feira…

ESTREIA DA SEMANA

Biutiful

Real.: Alejandro Gonzalez Iñarritu / Int.: Javier Bardem, Maricel Alvarez, Hanaa Bouchaib

Passaram quatro anos que o autor mexicano Alejandro Gonzalez Iñarritu termina a sua trilogia da dor (Amores Perros (2000), 21 Grams (2003), Babel (2006)), eis que estreia Biutiful, um dos mais esperados produtos do cinema não-americano desta temporada. Vencedor da Palma de Ouro, e sabendo da nomeação ao Óscar de Melhor Actor Principal, Javier Bardem protagoniza a fita na pele de Uxbal, que vive o drama da luta pela paternidade, espiritualidade e a busca do amor.

Bardem traz outro desempenho excepcional, relembrando que foi o seu sinistro papel em No Country For Old Men dos irmãos Coen, Anton Chigurh, que o garantiu o Óscar de Melhor Actor Secundário e a entrada directa no seio de Hollywood abrindo portas aos mais variados filmes e produtos de luxo, sendo um dos mais cobiçados actores espanhóis por terras do tio Sam.

Quando ao realizador, Iñarritu, um dos responsáveis por colocar na industria cinematográfica o México, o que se verifica com o êxito de Amores Perros ou o internacional Babel (com um elenco variado constituído por Brad Pitt e Cate Blanchet), foi também o produtor de Rudo e Cursi de Carlos Cuáron (a fita que reúne novamente a dupla Gael Garcia Bernal e Diego Luna). Do seu “berço” saíram autores como Guillermo Arriaga, que dirigiu Burning Plain com Kim Basinger, Charlize Theron e Joaquin De Almeida, anteriormente executava o trabalho de argumentista ao serviço de Iñarritu, Rodrigo Prieto, director de fotografia de Amores Perros que se tornou num das mais influentes personalidades a trabalhar na secção de fotografia cinematográfica, Brokeback Mountain, 8 Mile e a recente sequela de Wall Street encontram-se no seu currículo.

Com isto quero dizer que o cinema de Alejandro Gonzalez Iñarritu para além de ser capaz de emitir a noção de ciclo de vida, muitas vezes representado em forma de estilhaços na narrativa da sua trilogia predilecta, todos os seus filmes são um poço para novos profissionais em diferentes áreas do cinema, como também o lançamento de novas estrelas do cinema mexicano para o mundo, quem se lembra de Gael Garcia Bernal ou Adriana Barraza antes de Amores Perros? Pois bem, eis a prova.

TOP 5 – Javier Bardem

5 – Carne Trémula (Pedro Almodóvar)

4 – Los Lunes al Sol (Fernando Léon da Aranoa)

3 – Before Night Falls (Julian Schnabel)

2 – Mar Adientro (Alejandro Amenábar)

1 – No Country For Old Men (irmãos Coen)

OUTRAS ESTREIAS

O Amor é o Melhor Remédio

Real.: Edward Zwick / Int.: Jake Gylenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt

Para ser sincero nunca fui grande fã de Edward Zwick, os seus épicos parecem sofrer problemas graves de asma, já que fôlego não possuem. Um dos exemplos é The Last Samurai (2003) e o cinismo de Blood Diamond (2006), quanto ao último Defiance, a conversa é outra.

Mas não lhe nego a sua garra como director de actores, e esse factor é algo que o distingue na indústria hollywoodesca. Quem não se lembra do magnífico empenho de Denzel Washington em Glory (1989), filme sobre a Guerra Civil dos EUA em que o actor venceu a estatueta de Melhor Actor Secundário, ou de Djimon Hounson, divinal em Blood Diamond. Pois bem, neste singela comédia romântica, uma mudança brusca de registo por parte do realizador, poderemos contar com as carismáticas perfomances de Anne Hathaway (Devil Wear Prada) e de Jake Gylenhaal (Prince of Persia – The Sands of Time), com nomeações aos Globos de Ouro nas categorias das melhores interpretações em comédias / musicais.

Love and Other Drugs é a adaptação das memórias de Jamie Reidy (a personagem de Gylenhaal), uma obra intitulada de Hard Sell – The Evolution of a Viagra Salesman. Como haviam percebido no título do livro adaptado, Reidy é um vendedor de Viagra com um currículo impressionante de conquistas amorosas (com mais veia sexual), mas o seu carácter frio e sedutor sempre o tornou imune à paixão, no entretanto o seu charme não consegue encantar Maggie Murdock (Anne Hathaway), o qual se sente atraído, iniciando assim uma batalha para conquistar a dita rapariga.

Love and Other Drugs é um “seguidor” da cosmopolita comédia romântica norte-americana que se difere pelos seus contornos mais “picantes” (tudo gira á volta de um vendedor de Viagra, “for God sake”) e dos desempenhos dos protagonistas que invocam uma calorosa química. Para além de Hathaway e Gylenhaal, a nova fita de Zwick possui Oliver Platt (2012, Flatliners), Gabriel Macht (The Spirit) e Hank Azaria (The Simpsons) no elenco. Para ver e apaixonar, com receita médica!

72 Horas

Real.: Paul Haggis / Int.: Russell Crowe, Elizabeth Banks, Liam Neeson

Paul Haggis conquistou Hollywood e teve-o por momentos aos seus pés. Realizador, argumentista e produtor, Haggis pode muito bem orgulhar-se de possuir no currículo Óscares que presenteiam as suas variadas tarefas. Como argumentista, foi o homem por detrás de Million Dollar Baby e Letters From Iwo Jima, ambos dirigidos por Clint Eastwood, todavia nomeado respectivamente para o Óscares de Melhor Argumento, mas foi em Crash que venceu a dita estatueta, filme esse que venceu o cobiçado título de Melhor Filme segundo a Academia.

Haggis, como escritor, também teve por detrás dos recentes êxitos de 007, falo obviamente de Casino Royale e Quantum of Solace. Como realizador, como já havia referido, Crash, o seu retrato étnico dos EUA, é o seu maior triunfo sendo que a Academia ficou rendida a esta crua obra, porém mais discretamente e sem grandes distinções, In the Valley of Elah (2007), a crónica sobre o impacto da Guerra do Iraque nos EUA, bem recebido pela critica, ignorado pelo publico. Haggis executa os seus três talentos (realizador, argumentista, produtor), desta vez sob um tom mais descontraído e comercial com o thriller The Next Three Days.

O filme aborda a investigação de um homem para provar a inocência da sua mulher, que é acusada de homicídio. Os protagonistas são Russell Crowe (Gladiator, Robin Hood) e Elizabeth Banks (Zack & Miri Make a Porno), que formam o dito casal. The Next Three Days conta ainda com os desempenhos de Liam Neeson (Taken) e Michael Buie (Screw Cupid). Um thriller a não perder!!

CRÍTICAS

Tron – O Legado

Real.: Joseph Kosinski / Int.: Jeff Bridges, Garrett Hedlund

Pontuação – ***

Não tão revolucionário como Avatar de James Cameron, mas a tecnologia utilizada é bastante superior. Meio sequela, meio homenagem de um dos grandes fiascos dos estúdios da Disney, torna-se num marco da história dos efeitos visuais (Tron, 1982), Tron Legacy é um bem escrito como blockbuster que mesmo sob a artificialidade dos efeitos visuais em demasia (o rejuvenescido Jeff Bridges) consegue articular duas horas de diversão surreal e visualmente catita, cujo elenco competente nos remete em prol do espectáculo. Não é perfeito, nem primoroso, mas é dos melhores filmes-entretenimento que se encontra nas salas de cinema de momento.

Uma Familia do Pior

Real.: Paul Weitz / Int.: Ben Stiller, Robert DeNiro

Pontuação – **

Em 2004, Meet the Fockers rendeu cerca de 500 milhões de dólares em todo o Mundo, sendo das comédias mais lucrativas de sempre, como pretexto de reciclar as personagens de êxito eis que chega The Little Fockers, uma tentativa desesperada de fabricar outro êxito de bilheteira. Comédia com um elenco de luxo, mas como se costuma dizer “nunca tantos fizeram tão poucos”. Piadas rasteiras puxam a nova fita de Paul Weitz para a decadência do género, ora bem, eis um projecto que apenas sobrevive graças aos actores que dão o seu (pouco) contributo.

Vais Conhecer o Homem dos Teus Sonhos

Real.: Woody Allen / Int.: Anthony Hopkins, Naomi Watts

Pontuação – ***

Nenhum ano estaria completo sem a eventual obra de Woody Allen, o seu refinado humor é um dos tópicos obrigatórios para ver a sua filmografia num cinema perto de nós. Porém, o novo filme do realizador e argumentista de Annie Hall e Match Point é dos mais vazios da sua carreira. Sentem-se as intenções, mas não chega para nos seduzir já que o contexto do filme é quase inexistente, desta vez o hipocondríaco génio encontra sem classe, sem afinidade no humor e sem propósitos apresentar.

DVD

O Último Airbender

Real .: M. Night Shyamalan / Int.: Noah Ringer, Dev Patel

Neste alternativo mundo de fantasia, encontrando-se dividido em quarto nações (Agua, Fogo, Vento e Terra), decorre uma guerra entre a Nação de Fogo contra as restantes. Enquanto isso surge Aang (Noah Ringer), um órfão da Nação de Vento, o qual acreditam ser o Avatar perdido, uma espécie de messias que traz com ele esperança e união entre os diferentes povos. Confessemos que M. Night Shyamalan já fez bem melhor, mas este infame pedaço de cinema mainstream é divertido o bastante para nos prender na sua hora e meia de duração, mas não é totalmente sedutor para o venerar. Tem os seus momentos e não é a “palhaçada” que os norte americanos pintam.

Extras – Origens do Avatar, Cenas Cortadas, Apanhados

Miúdos e Graúdos

Real.: Dennis Dugan / Int.: Adam Sandler, Chris Rock

Durante o funeral de um antigo treinador de basquetebol, um grupo de amigos decide recuperar os velhos tempos juntos. Realizado pelo autor de Don’t Mess with Zohan, Grown Ups é um exercício de comédia que apresenta um elenco estrelar, mas fica aquém do esperado. Começamos com o argumento, nulo. As interpretações? Automáticas. As piadas? Fracas. O filme tem a sua graça quando tenta não ser comédia de “pastinha elástica”. Desperdício!

Extras – Gag Reel, O Riso é Contagioso – Cenas de Apanhados, Elenco do Miúdos e Graúdos

OS NOMEADOS PARA OS ÓSCARES 2011

Já foram revelados os tão esperados nomeados aos mais importantes prémios cinematográficos, os Óscares, sendo The King’s Speech de Tom Hooper o que mais indicações obteve, 12 no total. And the nominees are:

MELHOR FILME:

Black Swan

The Fighter

Inception

The King’s Speech

The Social Network

The Kids are All Right

Toy Story 3

127 Hours

True Grit

Winter’s Bone

MELHOR REALIZADOR:

Darren Aronofsky (Black Swan)

David Fincher (The Social Network)

Tom Hooper (The King’s Speech)

Joel Coen e Ethan Coen (True Grit)

David O. Russell (The Fighter)

MELHOR ACTOR PRINCIPAL

Javier Bardem (Biutiful)

Jesse Eisenberg (The Social Network)

Colin Firth (The King’s Speech)

James Franco (127 Hours)

Jeff Bridges (True Grit)

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL:

Nicole Kidman (Rabbit Hole)

Jennifer Lawrence (Winter’s Bone)

Natalie Portman (Black Swan)

Michelle Williams (Blue Valentine)

Annette Bening (The Kids Are All Right)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO:

Christian Bale (The Fighter)

Jeremy Renner (The Town)

Geoffrey Rush (The King’s Speech)

John Hawkes (Winter’s Bone)

Mark Ruffalo (The Kids Are All Right)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA:

Amy Adams (The Fighter)

Helena Bonham Carter (The King’s Speech)

Melissa Leo (The Fighter)

Hailee Steinfeld (True Grit)

Jacki Weaver (Animal Kingdom)

MELHOR LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO:

How to Train Your Dragon

L’Illusionist

Toy Story 3

MELHOR FILME ESTRANGEIRO:

Biutiful (Espanha)

In a Better World (Dinamarca)

Canino (Grécia)

Incendies (Canadá)

Hors-la-Loi (Algéria)

Este artigo foi escrito por em 26 Jan, 2011, e está arquivado em Cinema. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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2 comentários em “Cinematograficamente falando…Regresso às origens…”
  1. The return of the king :D Great!!

    A rubrica é um bocado extensa… mas a leitura e a informação nesta é agradavelmente fácil e interessante.

    A adição da informação dos Óscares é excelente.

    Keep up the good work!

    Cumps

  2. Até gostei de ver o Tron. Principalmente pela banda sonora.

    Agora ter de pagar o extra do 3D para ver partes em que unicamente eram as legendas em 3D isso é que não.

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