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08/02/2011
Escrito por em Jogos | 3.013 Leituras

O título desta semana é o jogo Rule of Rose, desenvolvido pela Sony Computer Entertainment para a consola Sony PlayStation 2, e lançado em 2006. É um jogo de terror que, como vamos já ver, nada tem de assustador. Esta semana saímos da rede do terrível e passamos apenas aos maus jogos.

“Até a mais bela rosa tem espinho”. Se considerarmos Rule Of Rose como uma bela rosa, que é o que aparenta ser quando colocámos o jogo na nossa consola, então poderemos dizer que não há espinhos… ou… talvez os haja. Vejam o vídeo de introdução, que seria sinal de que o jogo ia ser extraordinário, emocionante, mas que, no fundo, acabou por ser uma terrível desilusão e um investimento que gerou um jogo em que não cria medo, mas tédio.

Enquanto que os videojogos ainda estão longe de contar uma história da mesma forma que os filmes, ainda conseguem transcender a simplicidade do que eram quando surgiram, inicialmente no mercado. Pelo menos, agora, podemos acompanhar grande parte das histórias dos jogos, mas Rule Of Rose é exceção à regra.

O jogador toma o papel de Jennifer, uma rapariga que foi mandada para um orfanato, após a morte dos seus pais. O que se segue é uma confusa sequência de acontecimentos sem ordem, aparente. Os momentos mais marcantes são dados por umas cutscenes com boa qualidade e bem estruturadas. Jennifer vê-se forçada a obedecer a uma sociedade chamada “The Aristrocats of the Red Crayon”. Eventualmente, esta salva um cão chamado Brown, que a ajudará a enfrentar desafios no decorrer da aventura.

O jogo está definido em capítulos, em que Jennifer vai recebendo livros de várias personagens, contando-lhe o que se está a passar. No desenrolar da aventura, há uma música constante que acompanha o movimento de Jenifer pelos cenários mal detalhados pelos quais tem que passar. Esta apresentação uniforme de níveis leva à frustração do jogador, dado que, independentemente da sala em que este se encontra, as coisas são muito similares. Como todas as salas são praticamente iguais, é fácil perdermo-nos, mesmo com a ajuda de uns rabiscos chamados de mapas, que podiam, de facto, ser melhorados. Jennifer não tem uma vida fácil como orfã, aliás, é atormentada pelas outras raparigas. O jogo consiste em arriscar a vida à procura de lápis, borboletas ou ursinhos, fugir de inimigos em vez de os enfrentar com um terrível sistema de combate que deveria ter sido excluído. Atacar criaturas bizarras como pessoas com cabeça de bode, uma sereia bolímica por causa de um lápis ou uma borboleta não parece uma coisa possível de acontecer, e o jogador encontrar-se-á mais vezes a escapar dos combates, não por sobrevivência, mas por frustração, embora os terríveis comandos de jogo e a péssima posição da câmara possa tornar a luta mais simples num desafio pela vida. Definitivamente, não é algo que nos faça ter pesadelos.

Com uma estrutura fraca e maus controlos, Rule Of Rose teria sido aceite se tivesse aparecido há 10 anos atrás. Não confunda esquisito com assustador. O jogo não é assustador. O jogo é , possivelmente, o pior título de terror do mundo dos videojogos.

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Este artigo foi escrito por em 08 Fev, 2011, e está arquivado em Jogos, You’re Winner. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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