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24/08/2009
Escrito por em Nacional | 5.298 Leituras

Investigadores portugueses produziram pela primeira vez um método de detecção de ADN usando uma vulgar impressora de jacto de tinta, com recurso a materiais e tecnologia de baixo custo e amigos do ambiente. O novo sensor, desenvolvido por uma equipa conjunta dos departamentos de Ciência dos Materiais e Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, foi aceite para publicação próxima pela revista Biosensors and Bioelectronics, disse ontém à Lusa Elvira Fortunato, responsável pelo projecto.

Foi um trabalho feito por cientistas portugueses e em Portugal, ou “made in e made by” como gosta de dizer a investigadora, conhecida especialista em micro-electrónica.

A equipa dirigida pela professora do Departamento de Ciência dos Materiais e directora do Centro de Investigação de Materiais da Universidade Nova de Lisboa já tinha produzido, em 2006, um sensor para detectar ADN, mas era baseado em silício, o semicondutor convencional usado em electrónica.

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“O princípio de detecção do sistema é o mesmo, só que o elemento sensorial é completamente novo”, explica Elvira Fortunato.

“É feito com dióxido de titânio, um material usado nas pastas dos dentes, por exemplo, e foi depositado por uma simples impressora de jacto de tinta, o que torna todo o dispositivo muito barato”, realça, referindo os dois níveis de inovação da parte sensorial do dispositivo.

O dióxido de titânio (TiO2) é uma substância muito barata, não tóxica, usada normalmente como pigmento branco para dar opacidade a tintas, cosméticos, plásticos e pastas dentífricas.

O funcionamento do sensor é muito parecido com o que ocorre na fotossíntese, porque imita a forma como as plantas retiram energia da radiação solar. Como é “branco” e não absorve radiação, o seu material semicondutor (TiO2) tem de ser ajudado por um outro material designado por corante, que ao ser excitado permite o aparecimento de uma corrente electrónica no circuito externo, caso os dois terminais do dispositivo se encontrem ligados.

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“Basicamente, o que fizemos foi remover as tintas dos tinteiros da impressora e introduzir neles uma solução à base de dióxido de titânio e com isso fizemos um sensor”, enfatizou a investigadora.

Na sua perspectiva, “as vantagens do dispositivo são imensas”. Para além do baixo custo, não necessita de marcadores, como nos sistemas de detecção convencionais, e é muito pequeno, tornando possível integrar vários sensores no mesmo chip.

“Pode detectar várias coisas, pode ser um sistema portátil, descartável, apresenta uma elevada sensibilidade e uma elevada selectividade, e além disso também quantifica”, assinalou.

Assim, em testes já realizados para detecção do bacilo da tuberculose, e além de revelar a presença de positivos ou negativos, o sistema foi também capaz de quantificar, permitindo identificar um doente ainda assintomático.

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Nas palavras de Elvira Fortunato, trata-se de “um sistema de diagnóstico que pode prevenir, fazer um rastreio de uma forma extremamente simples, rápida e barata, e detectar se as pessoas estão doentes ou não”.

As áreas de aplicação possíveis vão desde o diagnóstico clínico e a monitorização de agentes patogénicos às indústrias farmacêutica e alimentar, à biodefesa e à identificação genética.

A maioria dos testes deste tipo é feita actualmente em ambiente laboratorial, normalmente com recurso a equipamentos caros e a mão-de-obra muito especializada, o que limita a sua utilização em grande escala.

Fonte: Diário de Notícias (DN)

Este artigo foi escrito por em 24 Ago, 2009, e está arquivado em Nacional, Notícias, Tecnologia. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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8 comentários em “Portugueses produzem sensor de ADN”
  1. Portugal na vanguarda?! Devo estar a sonhar! :p

  2. mts parabéns….
    espero que continuem….

    E SÓ UMA COISINHA É PARA SER PRODUZIDO AKI??? OU VÃO VENDER COMO O TRANSÍSTOR DE PAPEL?

  3. Portugal anda a descobrir coisas giras nos ultimos tempos, agora so falta começar a fazer dinheiro com isso.
    ou sera que a tecnologia esta a ser vendida por de baixo da porta ?

  4. muito bom mesmo…nao me admirava nada que se acontecer o que disse o Josue

  5. bem o que eu acho é que os portugueses ate podem fazer grandes projectos mas depois vende-os a um preço relativamente baixo e depois que os compra eke faz bastante dinheiro com isso e Portugal não fica conhecido pela criação do projecto :|

  6. Parabens mas agora falta produzir made in portugal para fazer dinheiro.
    Já agora está muito fixe o trabalho de quem escreveu esta nóticia

  7. omgwtfbbq diz:

    Que comentadores estes, só pensam no dinheiro que isto pode vir a dar… Viva o capitalismo.

    • Lycanthrope diz:

      Não é a questão de só se pensar em dinheiro… mas existe uma grande importância em se ganhar dinheiro com as descobertas para assim conseguir pagar as presentes pesquisas e as futuras… O Estado não pode andar a pagar o I&D sempre… E uma atestado de qualidade das descobertas (dependendo das áreas) é serem passivas de bom retorno financeiro… Mas nem sempre quem descobre é quem as vende. As vezes as empresas compram as patentes para depois explorarem a componente comercial do descobrimento.
      Não vamos agora só culpar o capitalismo… é a economia de mercado =)

      Cumps

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