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08/04/2010
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O Qubes OS promete revolucionar. Construído a partir de dezenas de máquinas virtuais onde todos os processos são controlados separadamente, foi com a supervisão de hackers conhecidos em todo o mundo e com o propósito de criar o sistema operativo mais protegido que nasceu o Qubes.
Muito resumidamente, este sistema operativo funciona com uma espécie de módulos, com serviços separados, onde os seus componentes de software que controlam os recursos do nosso PC estão completamente isolados. No fundo, trata-se de um «meta-sistema operativo» com o objectivo de ser o mais seguro do mundo.

Um dos hackers envolvidos na criação deste S.O., Joanna Rutkowska, é polaca e especialista em segurança, tendo ficado famosa pela criação de um rootkit, o Blue Pill, que toma o controlo absoluto do Windows Vista . Os resultados da sua experiência na criação e proliferação desse  rootkit deram-lhe a experiência para avançar no desenvolvimento de Qubes, apoiado pela empresa Invisible Things Lab.

O artigo escrito recentemente por Joanna e o seu colega Wojtczuk Rafal sobre a arquitectura do Qubes OS, podemos encontrar informações sobre o design interno do sistema e alguns pressupostos que a sustentam:

1. Um dos principais problemas dos sistemas operativos actuais, qualquer que seja, é sua incapacidade de isolar os processos em execução numa máquina. Assim, se o navegador estiver comprometido ou infectado, o sistema operativo é incapaz de proteger as aplicações dos outros utilizadores e dados.

2. Por outro lado, há que ter sempre em conta que é impossível resolver todos os erros possíveis no software bem como detectar todos os softwares mal-intencionados. Isto exige uma nova abordagem para a criação de sistemas operativos de segurança. Partindo do zero esta tarefa é muito difícil, então porque não usar/reutilizar software existente e um modelo da arquitetura como exigida?

Baseados nessas questões a solução passa pela virtualização e criação isolada de componentes, isto é, as máquinas virtuais são abstraídas e permitem um melhor controlo sobre cada componente. A questão de termos um sistema operativo «pesado» nem sequer entra no contexto, pois com a tecnologia e hardware que existe hoje em dia essa questão quase nem se coloca.

A versão actual do Qubes é sustentado por três colunas principais de código aberto: Xen, o sistema X e Linux. Ainda em fase alpha, o Qubes, nas palavras de Joana, é utilizável. Segundo a mesma, já usa o Qubes há um mês no Mac Book e para fazer todo o tipo de operação trabalho, compras, serviços bancários, navegação na web e para o desenvolvimento do seu próprio sistema.

Este artigo foi escrito por em 08 Abr, 2010, e está arquivado em Notícias, Programas, Tecnologia. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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5 comentários em “Qubes: sistema operativo desenvolvido por hackers”
  1. Só uma pergunta, alguém sabe se vai sair uma versão mesmo deste s.o. ou só temos a opçao de instalar através do fedora?

  2. encarcerado diz:

    Usar um sistema operativo criado por Hackeres e para fazer transferências bancárias. Não me inspira confiança…

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