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08/04/2011
Escrito por em Notícias | 3.115 Leituras

Os hackers são conhecidos (erradamente no nome) por serem os maus da fita, aqueles que penetram sistemas, que destroem servidores só por diversão, que criam e alastram a pirataria, que sabotam coisas e que fazem tudo mais, mas agora vão ser também conhecidos como aqueles que têm o apoio do Vaticano.

Não… o Vaticano não apoia totalmente os hackers, no entanto um padre de uma revista católica do Vaticano, a Civilta Cattolica descreve como ambas as partes têm linhas de pensamento e filosofias similares.

O texto do padre jesuíta Antonio Spadaro foi no entanto vetado, no entanto o texto foi conhecido de qualquer das formas.

“A filosofia hacker é lúdica e encoraja a criatividade e a partilha, vai contra os modelos de controlo e propriedades privadas e possessivas” diz, sendo ele um crítico litúrgico e um sábio em tecnologia, Spadaro.

O texto continha algumas particularidades como citações e exemplos reais como o de Tom Pittman, um membro da Homebrew Computer Club da Califórnia, como alguém que fundia o cristianismo e as actividades relacionadas com o hacking.

Usando a sua citação “I as a Christian thought I could feel something of the satisfaction that God must have felt when He created the world”, Spadaro demonstrou que os hackers participam activamente no pensamento da criação de tudo por Deus e que ajudam nessa mesma criação.

O que mais se destacou foi a inclusão de uma citação de Eric S. Raymond, “Hackers criam coisas, crackers destroem-nas”.

São várias as razões para a sua opinião e paralelismo entre os hackers e os católicos, dentre as quais o facto da mentalidade hacker ser algo aberto, sempre a pensar na resolução dos problemas de uma forma que repugna o capitalismo, o trabalho e actividades voltadas ao ganho monetário e na qualidade pessoal da pessoa acima dos valores materiais. Diz ainda que num mundo onde cada vez mais os valores morais são escassos, esta maneira de pensar tem realmente origens em teorias religiosas.

Outro exemplo que deu no seu texto foi o da wikipédia, alegando que o voluntariado pessoal e a cooperação humana podem geral algo de imensa utilidade para todos, de forma gratuita e de grande riqueza cultural.

“Para a criação da maior enciclopédia colaborativa da internet, está estimado que levou perto de 100 milhões de horas de trabalho intelectual, o equivalente ao tempo que os americanos gastam ao fim de semana a ver publicidade na TV” diz Spadaro, dando assim a sua opinião, que apoia a Wikipédia.

Apesar de vetado e não aceite por algumas partes públicas, a opinião de Spadaro tem alguns fundamentos, sendo depois arrasada por outros demais que alegam que Spadaro não tem uma ideia clara do que escreveu, tendo errado redondamente dadas as actividades ilegais que alguns indivíduos da comunidade hacker fazem, denegrindo assim a sua imagem e tornando-os os maus da fita, percorrendo o caminho com os crackers.

De qualquer das formas, esta espécie de bênção do Vaticano à comunidade hacker, vem unir-se às já inúmeras opiniões, apoiando a comunidade hacker, públicas de entidades reconhecidas.

Este artigo foi escrito por em 08 Abr, 2011, e está arquivado em Notícias, Segurança. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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6 comentários em “Vaticano apoia hackers”
  1. Gonçalves diz:

    Este padre é o santo da tecnologia. :-)
    A ideia que grande parte da população tem em relação aos hackers é que estes são ruins e que só prejudicam. Isso não é verdade. Os hackers utilizam o seu tempo para explorar software e/ou sistemas para procurar vunerabilidades, e, muitas das vezes nem são pagos para isso. Não estou a imaginar a gigante Google a lançar um software que não tenha sido explorado por estes senhores. Isso permite que as falhas sejam corrigidas, e que o utilizador fique satisfeito a utilizar o mesmo.
    Apesar disso, também dou alguma razão aqueles que não concordam, porque em qualquer família há sempre uma ovelha negra, mas estou convicto que isso é a excepção que confirma a regra.

  2. Sim senhor. Desta não estava eu à espera.

  3. Resumindo numa palavra: ÁMEN! lol.

    Cumps

  4. realmente , pode-se usar a expressao “caiu um santo do altar ” para um padre fazer uma afirmaçao como esta. eles que sao tao “pipis” e tao “correctos” ( sem querer ofender os mais crentes)
    mas que é uma boa comparaçao , sim é

  5. Deus abençoe certas pessoas como é o caso deste Padre. :D

    Parece que a história vai mudar….

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