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Pode parecer um pouco contraditório, mas as capacidades de hacking estão a ser procuradas pelo governo americano para combater crimes na Internet que possam constituir uma ameaça para a segurança pública. Por essa razão, algumas agências americanas (DOD, DHS, NASA e NSA) irão deslocar-se a Las Vegas esta semana para marcarem a sua presença na Defcon, uma convenção anual de hackers com custo de entrada de 150 dólares americanos que apenas pode ser paga em dinheiro, sem qualquer registo, em que se esperam 10 000 participantes.

A NSA – National Security Agency – cujas funções incluem auxiliar o departamento de segurança interna a proteger os servidores de Internet de domínio público do governo dos EUA é uma das entidades que irá estar presente nesta convenção. A agência de espionagem participa ativamente quer no lado ofensivo, quer no lado defensivo das guerras cibernéticas.

“Hoje estamos à procura de guerreiros cibernéticos, não cientistas de armamento”, diz Richard “Dickie” George, diretor técnico responsável pela defesa na Internet da NSA. “É nesta guerra que participamos hoje. E precisamos dos melhores e dos mais brilhantes para estarmos preparados para esta guerra que se tem vindo a travar”, disse numa entrevista à Reuters.

A NSA pretende contratar cerca de 1 500 pessoas ainda este ano fiscal, que termina a 30 de setembro, e mais 1 500 no próximo próximo ano, a maioria especialistas em informática dado que as suas capacidades são necessárias para melhorar as redes, defendelas com atualizações e fazer ataques de teste de modo a procurar por brechas e evitar futuros ataques.

Jeff Moss, um hacker conhecido como Dark Tangent, fundador da Defcon e da empresa Black Hat, e agora membro do conselho de administração do departamento de segurança interna está preocupado com os novos hackers que podem exceder os limites legais permitidos. “É possível aprender capacidades de hacking sem violar qualquer lei”, diz.

Apesar dos serviços americanos serem relativamente seguros, uma onda de recentes ciber ataques já chegou ao Pentágono e outras agências como o FMI.

Uma medida burocrática do governo americano poderá impedir contratar os melhores especialistas em segurança, dado que este processo pode demorar até 6 meses e requer diversos testes, que podem fazer com que o especialista acabe por ingressar numa outra empresa.

 

Este artigo foi escrito por em 04 Ago, 2011, e está arquivado em Notícias, Segurança. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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2 comentários em “Governo americano procura hackers para travarem ameaças para a segurança pública”
  1. Marco Costa diz:

    Aproveitem mas este estes “crânios” que estão muito mal aproveitados na sociedade e deêm-lhes algumas regalias para estes não enveredarem pelo mundo do ciber-crime!!!

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