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24/08/2011
Escrito por em Destaques | 2.080 Leituras

A chegada do iPad veio revolucionar todo um mercado portátil que se encontrava a ser contagiado pela febre dos netbooks. Apesar dos netbooks apenas trazerem mais portabilidade aos portáteis mas com o reverso de uma menor performance. O novo segmento dos tablets, veio proporcionar uma nova interacção entre o utilizador e o equipamento com o uso quase exclusivo do touchscreen, mas também a propagação dos Sistemas Operativos iOS e Android assim como um conjunto de Apps optimizadas para este segmento.

Para além os utilizadores mais comuns deste novo segmento, a multi-funcionalidade deste segmento encontra-se agora a ser aplicado a uma maior diversidade de situações em que estes equipamentos podem mostrar todo o seu esplendor… a substituição de quilos de papel.

A United Airlines decidiu eliminar o uso do papel entre os seus 11.000 pilotos ao utilizar o iPad. A eliminação da utilização do papel terá consequências no manual de voo dos pilotos que será agora consultado através do iPad. Os equipamentos serão acompanhados por uma aplicação grátis, a Jeppesen Mobile FliteDeck de forma a providenciar mapas à escala global.

A par deste salto tecnológico, está associado as vantagens da informação estar mais acessível, assim como um ambiente mais propício a poupanças e a um contexto mais ecológico.

As poupanças vão ser notadas com a eliminação de cerca de 17,2 kg da mala dos pilotos, mas também a poupança de, aproximadamente 1.234.044 Litros de combustível anualmente, assim como a eliminação da necessidade de se cortar 1900 árvores por ano, teoricamente falando.

Apesar desta decisão, a companhia norte-americana não foi a primeira a implementar este tipo de mudança, sendo esse título atribuído à Alaska Airlines.

De momento, a Apple tem sido a principal fornecedora de tablets nas companhias aéreas para este efeito. A principal razão prende-se com a a variedade de Apps para este específico efeito. Contudo, a concorrência têm vindo a aumentar e talvez no futuro a Apple tenha que suar mais para conseguir a sua aceitação ao invés da concorrência.

De qualquer das formas, este tipo de mudança parece ser uma viragem no sentido certo. E vocês? Esperam que esta prática se torne comum em, praticamente, todo o mundo? Será que esta prática vai fazer aumentar o risco de sabotagem nos aviões?

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4 comentários em “iPad 2 substituí papel e salva o ambiente?”
  1. Esse título (apesar de se uma questão) é um bocadinho exagerado. Desculpem-me mas quem diz isso, das duas uma, ou tem muito pouco capacidade critica deixa-se levar pela hipocrisia. Com poucos argumentos rapidamente essas teorias são refutadas.

    Deixo também uma pergunta como resposta. E o que fazemos com o imenso lixo electrónico que produzimos neste momento? (Já para não falar no futuro)

    • Caro Lokier,

      Primeiramente quero agradecer o teu comentário e toda a sinceridade do mesmo! Espero que mais visitantes prossigam da mesma forma :).

      Relativamente ao título, das duas três! A intenção do título são duas: chamar a atenção e lançar a questão para o leitor e a sua consciência. A intenção não é de criticar o corrente estado presente de diversas operações que envolvem o consumo (exagerado?) de papel, mas sim: será que que não podemos utilizar melhor a tecnologia presente para minorar o impacto no ambiente? A minha intenção não era muito evidente, de facto, pelo que terei mais atenção no futuro. Mas as estatísticas recentes mostram que o principal uso de tablets tem sido os jogos… mostrando que nem todas as suas capacidades estão a ser consideradas e/ou exploradas. A redacção de uma notícia não deve ser impregnada com considerações pessoais, pelo que a crítica iria contra esta máxima. Mesmo assim, nos meus artigos costumo dar a minha opinião, mas em “itálico” de forma a conseguir separar melhor os textos e que o mesmo seja mais evidente para o leitor.

      Ainda na substítuição do papel… olha agora para o início do ano lectivo… quantas páginas de manuais é que serão reimprimidos? Se o progresso tecnológico já tivesse no seu pico, bastava um novo ficheiro PDF para evitar… certo? Como tudo, existirá sempre argumentos a favor como contra, mas fica à vontade de criticar (de preferência construtivamente) de modo a se prosseguir com o debate amigável.

      Relativamente à tua questão/resposta que penso que será para destronar a possibilidade dos tablets salvarem o planeta, no que respeita ao consumo de papel… o imenso lixo electrónico que estamos a criar pode ser minimizado com a reciclagem, não é? Já existem os electrões! Mas ainda acrescentando à dualidade do problema que evidencias, existe também o problema da diferença de construção de paises desenvolvidos e em desenvolvimento, em que os últimos tendem a usar tecnologias menos limpas que os desenvolvidos. O problema do ambiente é global… mas será que não podemos minimizar? Eu, preferencialmente, prefiro ter os materiais de estudo no computador que em papel… visto que não me dou muito aos papéis…

      Bem, já me alonguei de mais… espero que entendas a intenção do título. Mas caso ainda aches demasiado ambicioso… comunica que havemos de arranjar solução :).

      Cumps

      • Caro Gonçalo,

        Agradeço igualmente a tua resposta. Pode ser que incentivemos outros a entrar na “discussão”. ;)
        Sabes… Qualquer um faz o estudo que quer. Isto às vezes faz-me lembrar as operadoras a ligarem-me para casa quando me oferecem um produto/serviço de qualidade e fazerem questionários mas quando algo corre mal (coincidente) nunca me ligam a fazer os tais questionários.lol
        Qualquer pessoa deveria ser capaz de (e principalmente um jornalista) ter pensamento critico.

        Pensamento Critico:
        “Uma forma simples de descrevê-lo é a análise lógica e cuidadosa das informações que recebemos, de forma que possamos basear nossas ações e crenças em fundamentos concretos.
        O melhor que podemos fazer a nossa capacidade.”

        Existem imensas variáveis a ter em conta nessa tua questão. E aborda-las (ou não) faz a diferença num artigo do género.

        Eu sou um apoiante da tecnologia, mas não posso concordar com a maneira como a usamos, o problema talvez esteja em nós e nos nossos hábitos, sem dúvida, mas enquanto não os mudarmos, acredito que esta aproximação com o mundo tecnológico não nos irá fazer nada bem a longo prazo.

        Achas que é mais fácil reciclar papel ou material electrónico?
        O material electrónico é completamente reciclável? (Não.)
        E quando saírem novas e melhoradas versões desses tablets como acontece com os pcs, portáteis, telemóveis, etc, vamos estar sempre a descartar os antigos?
        Já viste a que velocidade temos novidades nesta área?

        A acrescer à poluição directa que esses dispositivos fazem quando são descartados ainda temos a quantidade colossalmente enorme de energia que teríamos que produzir no mundo para alimentar todos esses dispositivos. Já para não falar no aumento da dependência energética ao qual nos estamos a sujeitar.

        Posso continuar, mas acho que já me alonguei um bocado no texto.

        Cumps

        • @ Lokier,

          Quanto a te alongares no texto, por favor, que isso nunca seja razão para não expressares todas as tuas opiniões porque assim pode-se explorar todas as questões em análise. Por isso, fala (escreve) à vontade.

          Penso que estamos a confundir dois mundos, os empresariais e o dos consumidores para uso não profissional. A notícia em causa, remete a poupança do papel pela não impressão constante de todos os manuais necessários ao longo do ano para os diversos pilotos. As empresas, com ressalva a contratos especiais, não mudam os equipamentos informáticos por saírem novos modelos e sim por necessidade, ou seja, quando o equipamento presente já não permite que a empresa atinja os objectivos necessários em tempo útil. Se assumirmos que os manuais serão distribuídos em pdf, (neste caso) a United Airlines apenas iria substituir iPads correntes quando estes deixarem de os conseguir visualizar correctamente e/ou a aplicação da Jeffson deixar de ser suportada nos modelos (SOs, mais antigos). “Nós”, consumidores não profissionais e entusiastas da tecnologia, somos muito mais propícios ao consumo de novos equipamentos electrónicos, deixando as versões antigas encostadas em casa… Mas enquanto nós compramos 1, esta empresa compra (assumindo 1 iPad por piloto) 11.000 equipamentos. Contudo, somos capazes de adquirir as duas versões seguintes enquanto que esta empresa norte-americana apenas irá adquirir daqui a 2 versões. Concluindo para o caso em concreto, acho que a poupança vai ser de facto evidente com a poupança na impressão dos manuais e na poupança de combustível devido ao decréscimo de peso.

          Fazendo umas contas:

          Assumindo que a empresa consegue negociar com a Apple o fornecimento de 11000 equipamentos por 400 dólares, temos um total de 4.400.000 de factura desta brincadeira tecnológica.
          Tendo em conta a poupança de cerca de 1.234.044 de litros de combustível e que um barril de combustível tem cerca de 158,99 L (http://en.wikipedia.org/wiki/Barrel#Oil_storage), então estamos a falar em cerca de 7.762 Barris. Usando a informação dos preços disponíveis em: http://www.iata.org/whatwedo/economics/fuel_monitor/Pages/price_analysis.aspx o preço por barril está numa média de 296,8 dólares… originando uma factura anual de 2.303.761,6 dólares. Assim em menos de 2 anos, a empresa irá recuperar o investimento, ceteris paribus, ou seja, sem ter em conta as possíveis oscilações de preços do crude, assim como as oscilações cambiais.

          Quanto à questão da reciclagem… apesar de não ter certezas próprias, acredito que nem todos os componentes electrónicos sejam recicláveis. Quanto à facilidade de reciclar papel ou material electrónico… é claro que teria uma tendência de responder a primeira. Mas não sei se deveria. Seria necessário ponderar que tipo de produtos seria possível obter com a reciclagem de papel e a reciclagem de material electrónico. Penso que dependendo do output de cada processo de reciclagem, a conclusão pode variar, concordas?

          A velocidade das novidades é muito superior à nossa carteira… mas mesmo assim, é tudo devido ao progresso tecnológico… Como não se deve impedir este movimento, os esforços para o fornecimento de tecnologia mais limpa a todas estas indústrias é que terá de ser efectuado. Mas aqui nem me quero alongar, porque em termos de politicas, todos nós temos um ponto ou uma vírgula a acrescentar e nem sempre temos todas as condicionantes das mesmas presentes.

          O nosso mundo está cada vez mais a caminhar para um fornecimento exclusivo de electricidade… o problema é que temos que manter os geradores de electricidade a funcionar… e nem sempre a fonte de energia é a mais limpa ou menos perigosa. Até estarmos todos (todos os habitantes da terra) com a mesma dificuldade em respirar, mesmo com refúgios de oxigénio, não haverá consenso suficiente para os líderes políticos se sentarem à mesa para debater medidas de energia verde para ser implementadas à escala global no dia seguinte.

          Quanto ao pensamento crítico… descreveste-o muito bem! E acredito que os jornalistas estão em boa posição para ter um pensamento mais crítico. Mas na exposição das notícias, estes não se devem iludir e mergulhar apenas em julgamentos críticos, por mais fundados que sejam. É uma incompatibilidade com a profissão de jornalista. Caso tenham uma “coluna” de opinião, aí sim devem fazê-lo.

          O pior caso que temos em Portugal relativamente à opinião critica dos jornalistas em relação à informação foi o caso da Manuel a Moura Guedes na TVI. Não me refiro à jornada contra o Primeiro-Ministro, mas sim a todas as outras notícias. O KeroDicas.com não é um espaço com jornalistas… será que isso nos dá o direito a dar sempre a nossa opinião? Talvez sim, talvez não… iríamos ficar marcador por uma determinada lógica de pensamento e com uma equipa, pequena, mas diversa, as opiniões poderiam divergir entre os elementos e a exposição de opiniões críticas dispares entre a equipa, não nos iria favorecer, muito menos aos vossos olhos.

          Preferimos deixar todos os debates e perspectivas de todos os visitantes para a secção de comentários para assim fomentar um maior debate entre a equipa do KeroDicas.com e os seus estimados visitantes.

          Mas relativamente ao título… ainda achas que é demasiado ambicioso? Se sim, que sugerias? :)

          Obrigado desde já pelo feedback, um debate amigável é sempre bem-vindo por estas bandas :)

          Cumps

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