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14/03/2012
Escrito por em Análises | 4.137 Leituras

Uma análise da Initiative revela que o digital foi o único meio a registar crescimento em 2011, reforçando assim o seu peso no mercado publicitário português. O investimento publicitário líquido em Portugal teve, em 2011, uma quebra de 11%, retrocedendo para valores abaixo dos 600 milhões de euros, posicionando-se em níveis similares aos de 2002, revela uma análise da Initiative. Com relação a 2012, a agência de meios líder de mercado, em Portugal, avança com uma previsão de queda entre 10 a 15%, em relação ao ano transacto.

Alberto Rui Pereira, Director-Geral da Initiative Portugal, comenta: “Em valores, o nosso mercado publicitário vale hoje o mesmo que valia em 2002. Estamos a falar de um retrocesso de 10 anos, já que os orçamentos de marketing são cada vez mais escassos. Neste momento, a grande prioridade dos marketeers é optimizar o pouco investimento em acções de retorno mensurável e de curto prazo.”

Em 2011, a categoria da Distribuição foi, à semelhança de outros anos, a líder de investimento publicitário tabela, com uma fatia de 11%, registando um crescimento de 4% em relação a 2010. Aqui, os fortes impulsionadores foram os anunciantes Modelo Continente e Pingo Doce, no âmbito das suas estratégias promocionais. Esta foi logo seguida pela categoria de Veículos a Motor, que registou o maior crescimento, atingindo 8% do mercado, com os anunciantes a procurar inverter a tendência decrescente das vendas do sector. Por oposição, Bebidas Alcoólicas registou a maior quebra, superior a 30% em valores tabela.

O crescimento do digital
Os meios digitais foram aqueles que verificaram o maior crescimento em termos de investimento publicitário, com uma subida de 10% e representando em 2011 6% do mediamix total. A televisão continua, contudo, a deter a maior fatia do mercado publicitário líquido em Portugal (perto de 60%). Neste caso, o switch-off da televisão analógica para o digital veio inverter a tendência decrescente de investimento publicitário, resultado dos esforços dos operadores de angariação de clientes.

A imprensa permanece em segundo lugar com 15% do investimento total, mas tem sido o meio mais penalizado dos últimos anos, tendo sofrido quebras sucessivas desde 2008. Uma descida explicada por Alberto Rui Pereira como “fruto das alternativas que têm surgido, nomeadamente nas plataformas digitais.”

Maior interactividade
Como tendências principais dos meios observadas em 2011, Alberto Rui Pereira identifica uma maior interactividade e partilha de conteúdos, sobretudo em termos de rádio e televisão: “na rádio, verificamos uma exploração de novas formas de activação das marcas, mas também a partilha de conteúdos entre a emissão dos programas e as plataformas online das estações. No caso das televisões, a aposta é a de formatos de entretenimento produzidos localmente, em que os espectadores são convidados a interagir com os programas através das plataformas online.”

Previsões para 2012
Em 2012, a Televisão e o Online deverão continuar a destacar-se, por atingirem o maior share de investimento e a maior taxa de crescimento, respectivamente. “A Televisão continuará a atrair a preferência dos anunciantes, pelo ‘menor risco’ que acarreta na capacidade de cobertura. O digital continuará a angariar e fidelizar anunciantes, beneficiando da crescente sofisticação das ferramentas de planeamento estratégico. Neste cenário, o desafio que se irá colocar aos marketeers será o de desenvolverem conteúdos que, accionados de forma integrada nas diversas plataformas online e offline, maximizem o interesse e interacção dos consumidores”, conclui o director-geral da Initiative.

Este artigo foi escrito por em 14 Mar, 2012, e está arquivado em Análises, Nacional, Notícias, Outros. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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