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Não existe dúvida nenhuma de que o futuro da informática é 100% móvel, aos mais cépticos bastou olhar para o sucesso do iPad da Apple, e em certa medida do Samsung Galaxy Tab, para ficarem convencidos.

Imagem:http://www.flickr.com/photos/pedrosimoes7/

A geração actual nem sequer vai usar computadores de secretária, ou inclusive portáteis, a realidade para os jovens são dispositivos altamente móveis e sempre ligados a rede, de maneira a partilharem o mais ínfimo pormenor das suas vidas com os amigos e terem sempre disponíveis os seus jogos e músicas preferidas, nada de cabos, nada de complicações.

Este artigo foi escrito para o KeroDicas.com por: Pedro Lopes
Cad/Cam Designer e Blogger, editor e fundador do Pmol Blog em www.pmolblog.com.

Aquele caixote metálico, grande e barulhento, ao qual chamamos PC ficará relegado para tarefas menos nobres, dedicado inteiramente ao ambiente profissional ou a alguns sectores específicos de utilizadores, por exemplo, CAD e hard core gamers.

A facilidade de utilização dos smartphones e tablets permite uma curva de aprendizagem muito rápida, aliada ao Cloud Computing e à interface mais natural que pode existir, o toque, vai facilitar a entrada de todos os utilizadores no mundo digital, independentemente dos seus conhecimentos ou idade.

Esta mudança de paradigma para os dispositivos móveis e o Cloud Computing será gradual, mas contrariamente ao que muitas pessoas pensam isto vai acontecer muito depressa, não será nos próximos anos mas sim “no próximo ano e seguintes”, aliás esta mudança já começou em força este ano.

O único factor que pode escurecer esta realidade são as redes móveis e os operadores de Internet em geral, são o elo mais fraco nesta equação que podemos chamar futuro da informática pessoal, vamos neste artigo dar uma espreitadela ao que existe no mercado e ao que está para entrar no futuro próximo.

Os tablets.

Foi francamente interessante a reacção de muitos especialistas do sector aquando da introdução do tablet mais bem-sucedido do mercado, o iPad da Apple no início de este ano, para alguns era inovador, para outros era um dispositivo inútil, mas o consenso geral foi que não havia muito futuro neste sector.

Imagem : Apple

Obviamente os mais “geeks”, foram os primeiros a levantar a voz e anunciar que este tipo de aparelhos era mais um gadget com pouca utilidade, muito grande para ser um smartphone, e muito pouco funcional para substituir um portátil ou um computador.

Na realidade esqueceram-se de um pormenor, os geeks, cuja tradução para Português pode ser “vidrados” (e dos quais faço parte), são uma minoria, 90 % dos computadores usados no planeta têm utilizadores convencionais e com poucos conhecimentos.

Os que escrevem nos sites, blogues e revistas da especialidade é que necessitam de um computador “a sério”, os gamers, os profissionais de edição gráfica e de vídeo e de modelação 3D ou CAD também, mas os restantes 90% não.

O que tem acontecido nos últimos anos é que foi sempre necessário um computador para tarefas básicas, como consultar email, ir a Internet ou escrever documentos, e o que outrora foi uma inovação é agora um aparelho que entrou definitivamente em vias de extinção quer queiramos quer não.

Um tablet proporciona mobilidade, curva de aprendizagem mínima, facilidade e rapidez de utilização, e as funcionalidades básicas necessárias para a maioria dos utilizadores, com ele podemos tratar do email, podemos consultar a Internet, podemos ver vídeos e ouvir música, podemos escrever documentos (desde que não sejam do comprimento de uma enciclopédia) e também podemos jogar, é usar um computador como se de um electrodoméstico se trata-se, ligar e utilizar.

Um smartphone também é capaz de isto tudo, mas com a óbvia limitação de um ecrã muito mais reduzido e um teclado a condizer, o que inviabiliza longos períodos de utilização.

Já num computador, vulgo PC, é claro que podemos fazer isto tudo e mais algumas coisas, mas em contrapartida carrega uma herança muito pesada, sistemas operativos complexos de usar, gerir e manter, curva de aprendizagem muito longa, problemas de compatibilidade, de controladores, de software, e caso não seja um portátil a sua mobilidade é completamente nula.

Os tablets não só têm lugar no mercado como também serão, daqui para a frente, o nosso principal meio de interacção com o mundo digital, e no caso dos jovens em idade adolescente ou mais novos, serão o único dispositivo que alguma vez irão usar para este efeito, juntamente com os smartphones.

O futuro é móvel, é sempre ligado a rede, e todas as empresas que ignorarem este facto terão anos muito duros pela frente.

O Cloud Computing.

Imagem : http://www.flickr.com/photos/basicgov/

A necessidade da mobilidade coloca alguns problemas, nomeadamente a nível da nossa informação pessoal, não é nada pratico andar com ela no bolso, em unidades USB ou discos rígidos externos, mesmo em computadores de secretária existe sempre a preocupação das cópias de segurança, e é para solucionar este tipo de problemas que existe o Cloud Computing.

Uma explicação simplificada do que é Cloud Computing seria: a utilização de recursos computacionais remotos para a realização de tarefas locais, e se pensam que nunca ouviram falar ou que nunca usaram nada disto estão enganados.

Uma aplicação Web é um exemplo clássico de Cloud Computing, por exemplo: Twitter, Facebook, Picasa, Gmail, Hotmail, Youtube, Dropbox, Live Mesh, Google Docs, etc, qualquer um de vocês já usou pelo menos um destes serviços, na prática estão a usar os servidores de estas empresas para processar e guardar a vossa informação.

Evidentemente existe sempre a desconfiança de oferecer de mãos dadas a nossa informação pessoal a serviços de terceiros, mas o futuro avança para lá, e em qualquer caso a vossa informação pessoal “sempre circulou” pelas mãos de terceiros, por exemplo, nos bancos, serviços públicos, entidades prestadoras de serviços, etc.

Com serviços como o Dropbox ou Live Mesh, já é possível ter os nossos ficheiros sempre a mão, seja no PC, no portátil, no tablet ou no smartphone, basta entrar na aplicação Dropbox da respectiva plataforma é aceder a informação, e qualquer alteração que fizerem vai ser replicada em todos os dispositivos.

Com o Gmail ou o Hotmail é possível aceder ao email em qualquer computador, plataforma ou dispositivo, sem necessidade de instalar nada, basta ter ligação a Internet e um navegador, mais fácil não poderia ser.

Estas são as vantagens mais claras do Cloud Computing, facilidade de utilização e de acesso a informação, o que permite mais mobilidade.

A Google posicionada para tirar vantagem deste futuro.

A Google está perigosamente a posicionar-se para dominar este futuro móvel e sempre ligado em várias frentes, aplicações Web, smartphones, tablets e possivelmente o sector dos portáteis, na prática tudo o que tem a ver com Internet e mobilidade.

Nos últimos meses, a empresa do maior motor de busca do mundo, anunciou uma série de produtos que visam aumentar ainda mais o seu domínio da Internet, mas que trazem como beneficio facilidade de utilização.

O negócio da Google é a Internet, quanto mais páginas foram acedidas mas dinheiro ganham através da publicidade, obviamente o objectivo desta empresa é levar os utilizadores a usarem mais e mais a rede das redes, é por isto que conseguem oferecer uma grande quantidade de produtos gratuitos, e todos eles têm como finalidade usar a Internet.

Imagem : Google

O sistema operativo móvel produzido pela Google, de nome Android, viu uma nova versão ser anunciada no início de Dezembro, o crescimento dos smartphones com sistema operativo Android está imparável, e inclusive alguns tablets usam este mesmo sistema.

Na semana passada o serviço Google TV foi actualizado com novas funcionalidades, mais um que tem como objectivo o uso da Internet mas desta feita na sala de estar, a Chrome Web Store (loja de aplicações para o navegador Chrome) foi também anunciada no início de Dezembro, obviamente com o intuito de suportar aquilo que pode vir a ser (ou não) o sistema operativo do futuro, o Chrome OS.

O Chrome OS, que só verá a luz do dia em meados do próximo ano, promete ser uma mudança radical daquilo que actualmente conhecemos como sistema operativo, se este sistema for bem-sucedido vai ter implicações sérias no futuro da nossa interacção com a informática.

Tendo como base o navegador Chrome, o conceito deste sistema é estupidamente simples, liga-se o computador e em poucos segundos estamos no navegador, prontos para aceder a Internet, não existe mais nada, só o navegador, a partir daqui é aceder aos serviços Cloud Computing e fazer aquilo que fazemos todos os dias.

Imagem : Google

Embora pareça limitativo, quando bem analisado a realidade vem ao de cima, basta pararem para pensar o que realmente fazem no vosso actual computador de secretária doméstico, a grande maioria dos utilizadores normais passa pelo menos 90% do tempo na Internet, então para que ter um sistema complexo quando basta um navegador?

Na minha utilização pessoal (com excepção do trabalho é claro) só estou fora da Internet para realizar duas operações, tratamento de algumas imagens que uso nos artigos que escrevo, e a produção final do artigo que é feita no Windows Live Writer, até os esboços e primeiros rascunhos dos artigos são escritos online no Google Docs, mais de 90% do meu tempo é gasto dentro do navegador, que por acaso até é o Chrome.

As vantagens do Chrome OS são a facilidade de utilização, a não necessidade de configurações, não precisa de instalação de controladores, e a cereja encima do bolo é o importante apoio dos serviços Web, na prática se o computador que tem o Chrome OS pifar, basta comprar um novo introduzir o utilizador e a palavra-passe e já está, aparece tudo exactamente igual como estava no antigo.

Se a Google e os seus parceiros conseguirem introduzir estes portáteis e netbooks no mercado a preços atractivos, leia-se baratos, a razia será total, 90% dos utilizadores de computadores de secretária não precisam mais do que isto.

Na minha opinião a Microsoft, e em menor grau a Apple, deveriam estar em pânico e a tentar desenvolver algo parecido, é que se não o fizerem vão pagar um preço muito alto, e a curto prazo.

A Apple e o seu ecossistema fechado.

Obviamente a Apple e os seus dispositivos móveis foram os que começaram com estas hostilidades, os iPod, iPhone e iPad tornaram evidente aquilo que os fabricantes de software e hardware não queriam ver, os utilizadores estavam a exigir a gritos dispositivos mais fáceis de usar.

Imagem : Apple

A empresa de Cupertino tem ainda a vantagem de usar um ecossistema fechado, vantagem para eles, e embora não pareça, vantagem também para os seus utilizadores, contrariamente aquilo que é o pensamento comum nos profissionais do sector, os sistemas abertos, como por exemplo o Android, trazem fragmentação e o consequente problema de diversidade que dificulta a sua utilização.

Em qualquer um dos dispositivos móveis da marca da maçã a experiência de utilização é a mesma e o hardware é o mesmo, as aplicações são produzidas especificamente para aquela combinação de operativo/hardware, o que elimina por completo problemas de compatibilidade, isto aliado a rigorosa selecção das aplicações que são aprovadas na App Store obriga os programadores a criar aplicativos de qualidade, e o melhor é que as actualizações do sistema operativo iOS são “para todos”.

Por contrapartida o Android é um ecossistema muito mais diverso, mas a fragmentação é mais do que evidente, com a agravante de que as marcas, munidas de uma sabedoria bastante duvidosa, criam interfaces (por vezes horrorosas) que colocam por cima do operativo, já para não falar de que as actualizações ao mesmo são feitas tarde e a más horas, ou não são feitas de todo.

A Apple traz assim benefícios para os utilizadores a nível de facilidade de utilização e universalidade dos seus sistemas, o ideal seria um sistema aberto como o do Android mas com o controlo e rigor do sistema fechado de Cupertino, o que na realidade não é possível.

A Microsoft e o seu passo errante.

E no meio desta tempestade de inovação móvel da Apple e da Google, deparámo-nos com uma Microsoft muito lenta na sua evolução, a empresa de Redmond está literalmente a ser atropelada pela concorrência, mas o pior é que não dá sinais de querer inverter esta situação.

Imagem : Microsoft

O recentemente apresentado Windows Phone 7 não está a mostrar sinais de levantar voo, este novo sistema operativo é bastante competente, funcional e moderno, obviamente estando na sua primeira versão apresenta alguns problemas, mas o maior deles aparentemente é a falta de confiança na empresa.

A isto adiciona-se a falta de resposta da Microsoft, tanto para resolver os problemas existentes como para tentar adicionar funcionalidades, mesmo sabendo que precisam de se impor neste segmento o mais rápido possível, sob pena de morrerem afogados na praia, continuam naquele ritmo lento, não há energia, não há paixão, e estes sentimentos não partindo de dentro da empresa também não são reflectidos para os clientes.

O segmento dos tablets é ainda pior, após o Steve Ballmer ter anunciado de boca cheia que este ano seriam apresentados vários tablets com o sistema operativo Windows, cá estamos nós a poucos dias do final de 2010 e nada, tirando aquela amostra que a HP colocou no mercado a um preço mais do que exagerado.

Agora parece que em 2011 é que é, o ano de uma chuva de tablets com Windows, aproveito para informar ao Steve Ballmer que ninguém quer usar um tablet com Windows, simplesmente não funciona bem, já estão a tentar isso há bastantes anos e a falta de sucesso está a vista.

Imagem : Gizmodo

O Windows é um sistema concebido para ser usado com teclado e rato e não para toque, e por muito que se esforcem não vão conseguir uma boa experiência de utilização, já estou a prever o anuncio em Janeiro na CES de mais uma interface desenvolvida pela Microsoft para colocar encima do Windows 7 e tentar assim entrar no segmento dos tablets.

A Microsoft tem na sua posse o sistema operativo ideal para colocar nos tablets, mas por uma teimosia que não tem limites recusam-se a usa-lo, chama-se Windows Phone 7, e devido ao seu design até é capaz de funcionar melhor num tablet do que nos smartphones nos quais está a ser usado.

Definitivamente a Microsoft está no mau caminho, e a continuar assim será o seu fim, pelo menos para o sector doméstico, esta empresa não vai falir nem pouco mais ou menos, vai sim ficar relegada a um canto e no esquecimento, dedicada ao sector empresarial, tal e qual como eles próprios fizeram com o dinossauro dos anos 80, a IBM.

Os tablets que estão no mercado e o que está para vir.

Imagem : Apple

Para além dos smartphones que estão a evoluir a um ritmo alucinante, o mercado dos tablets vai apresentar um crescimento muito grande em 2011.

Actualmente o mercado só conta com duas alternativas viáveis, mas estão ambas a preços algo exagerados tendo em conta o segmento que se pretende atingir com estes dispositivos, são eles o iPad da Apple e o Galaxy Tab da Samsung, um com o iOS e o seu sistema fechado, e o outro com o Android 2.2 Froyo.

Penso que está na altura errada para investir neles, no primeiro e segundo trimestre do próximo ano teremos não só novas alternativas, como também um novo iPad com mais funcionalidades, leia-se câmaras.

Imagem : Samsung

Com o aparecimento de tablets de outras marcas, como a Asus, Acer e LG, os preços certamente irão descer, aliados a nova versão do Android (3.0 Honeycomb) teremos o mercado recheado de alternativas mais em conta, só têm que esperar mais uns meses, vai valer a pena, logo em Janeiro teremos a feira CES em Las Vegas, donde certamente os tablets serão o dispositivo mais preponderante.

As redes móveis podem pôr em causa a nossa evolução.

E para finalizar este já excessivamente longo artigo, vamos falar das ovelhas tresmalhadas do sector móvel, pois claro, os operadores.

Imagem: http://www.flickr.com/photos/kubina/

Certamente para que este futuro móvel e sempre ligado exista é necessário ligações também móveis, que sejam rápidas, económicas e fiáveis (ooops… tendo em conta estas três características essenciais acho que consegui descartar de uma só assentada todos os operadores do mercado).

As redes móveis actuais estão longe do patamar mínimo necessário para o seu adequado funcionamento, entre velocidades anunciadas bem longe das reais, excessiva quantidade de utilizadores, e o traffic shaping há de tudo um pouco.

Os operadores vão colocar todo este futuro em risco pois não apostam na melhoria das suas infra-estruturas, é inaceitável uma ligação chamada de “banda larga” funcionar à velocidade da antiga RDIS (linha fixa de 128 KB), isto porque em “horas de ponta” o sinal não é suficiente para todos os utilizadores do serviço.

Não é também aceitável que o país não esteja totalmente coberto pela banda larga móvel, num território com uma dimensão geográfica tão pequena (obviamente estou a falar de Portugal) existem diferenças abismais entre as diferentes regiões do país, e mesmo em Lisboa e Porto que são as cidades com maior cobertura as velocidades nunca estão no patamar anunciado.

Quem contratou o serviço de 21 Mbps sabe bem do que estou a falar, as velocidades nem sequer chegam aos 10 Mbps, quem está em zonas com cobertura de 4 Mbps (que é o meu caso) sofre penosamente velocidades bem abaixo de este valor, chega a demorar 5 minutos o carregamento de um vídeo no YouTube que tem a longa duração de “30 segundos”, é mais do que inaceitável.

Se esta situação não mudar e os operadores não pegarem na sua consciência e melhorarem as infra-estruturas o caos está garantido, pois o incremento dos utilizadores móveis vai piorar ainda mais esta situação, e notem que isto não é um caso isolado de uma rede, isto acontece nas “três” e por todo o país.

De salientar que a situação com os operadores de rede fixos é bastante semelhante, sofrem exactamente dos mesmos problemas, velocidades longe das anunciadas, a fibra só em Lisboa e Porto, zonas sem ADSL, etc, é de facto lamentável.

Os que ainda não tiverem adormecido perante este longo artigo deixem a vossa opinião nos comentários, o que acham dos tablets? E do Chrome OS? Se tiverem problemas com as ligações de Internet comentem para todos terem conhecimento.

Este artigo foi escrito por em 21 Dez, 2010, e está arquivado em Análises, Gadgets, Outros. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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41 comentários em “O futuro em mobilidade, os Tablets, a Google, e o elo mais fraco: as redes móveis.”
  1. Brutal este artigo, os meus parabéns.

  2. Fantástico, nota 20!

  3. Fantástico!! Insights muito poderosos!

    Parabéns.

    Cumps

  4. Pedro a tua visão é fundamental para gerar opiniões e está muito bem concebida e estruturada, parabéns.

    Penso apenas que te esqueceste de uma coisa que será de alertar: com o aumento de tablets e dispositivos fáceis para tarefas básicas na Internet irá aumentar indubitavelmente o cloud computing que, para já é gratuito…mas…será que essa oferta grátis se manterá para sempre? Eu pessoalmente considero que não…e o resto dos nossos visitantes?

    • Pois, de facto ainda não tinha pensado nisso.

      O Cloud Computing, apesar de já ser uma realidade, ainda está a dar os seus primeiros passos e ainda terá uma grande guerra pela frente:

      Convencer a tudo e todos as suas vantagens!

      Com o andar da carruagem, o mercado de hardware vai ficar um quanto abalado com a procura a decrescer e ser apenas do lado dos servidores de cloud computing (até os jogos devem passar por algo parecido ao On Live). Ah! Os países em desenvolvimento também não devem aderir logo ao mundo do cloud computing devido à falta de infra-estruturas de suporte, nomeadamente velocidade de internet e volume grátis de tráfego.

      Mas de facto a tua questão é interessante, ainda não tinha pensado do lado dos servidores da Nuvem… penso que devemos ter de “pagar algo” de facto. Tipo, ter uma conta grátis com uma determinada capacidade de armazenamento e pagar mais caso se queira mais espaço. É o que acontece com contas de e-mail, serviços como dropbox, etc. E o debate de hoje em dia acerca da neutralidade da internet ainda vai ser mais pertinente nesse caso… até porque os donos dos servidores devem dar primazia aos seus clientes. No caso da neutralidade da internet quem tem o maior poder de controlo serão os governos de cada país.

      A ver vamos o rumo que isto toma.

      Cumps

    • Olá Mário, obrigado pelos parabéns.

      Tens razão, quando escrevi o artigo não me lembrei desse pormenor.

      Em princípio os serviços da Google serão sempre gratuitos, e como disse o Gonçalo os restantes terão de funcionar no modelo Freemium, com modalidades gratuitas e outras pagas que acrescentam algumas funcionalidades.

      Abraço. :)


    • Mario:

      Pedro a tua visão é fundamental para gerar opiniões e está muito bem concebida e estruturada, parabéns.
      Penso apenas que te esqueceste de uma coisa que será de alertar: com o aumento de tablets e dispositivos fáceis para tarefas básicas na Internet irá aumentar indubitavelmente o cloud computing que, para já é gratuito…mas…será que essa oferta grátis se manterá para sempre? Eu pessoalmente considero que não…e o resto dos nossos visitantes?

    • No meu mundo informático futurístico, cloud-connected ideal, emergirá um serviço de centralização de identidade, não só virtual, mas também da nossa identidade como cidadãos.

      Um serviço global através do qual um mero login (seja em terminais públicos, seja num banco, seja na configuração inicial do meu smartphone, seja no meu tablet ou no meu laptop – caso este ainda exista, é claro) me dê acesso a todas as minhas informações, aos meus serviços, ao meu Twitter, Facebook, Picasa, Gmail, Hotmail, Youtube, Dropbox, Live Mesh, Google Docs, a todos os meus ficheiros, tudo isto sempre na cloud, e nunca localmente, garantindo uma maior portabilidade.

      Seria como um BI virtual todo-poderoso. Um único login, que me daria acesso a toda a minha rede, a partir de qualquer dispositivo. Um pouco como o conceito de Chrome OS, mas ainda mais global e abrangendo todos os aspectos da minha vida como cidadão e internauta.

      Esta conta centralizaria também todos os eventuais pagamentos que teria que fazer, integrando-se mesmo com serviços de terceiros. Por exemplo, uma subscrição de 25euros/anos dar-me-ia acesso a x GBs no Dropbox, e outros no Picasa, a a não sei quantas funcionalidades premium do Picasa, etc.
      Uma categorização na ordem do Freemium mas a nível global. Eu escolhia os meus serviços e automaticamente as contas eram criadas, tudo era configurado e eu apenas tinha que efectuar um pagamento, para uma única entidade.

      Claro que um modelo como este levanta questões de privacidade e segurança críticas: o sistema teria que ser magistralmente arquitectado, tanto em termos de segurança, como em termos de infra-estrutura, código puro e duro, empresarialmente, em termos de marketing, controlo de informação.

      E claro que também a empresa que conseguisse criar algo da magnitude desta identidade “Solo” tornar-se-ia incomensuravelmente poderosa e temível por todo o mundo, o que iria provavelmente levar a todo um conjunto de problemas diplomáticos internacionais.

      Isto sim seria o verdadeiro apocalipse da privacidade do individual, na opinião de muitos. Este sistema tem múltiplas barreiras colossais para ultrapassar, a primeira delas conseguir ganhar a confiança das massas (se algum dia isto surgir, eu próprio que o sugiro não usaria sem uma cuidade análise prévia). Mas acredito que este seja eventualmente o rumo que a tecnologia e a sociedade juntaras irão enveredar por.

      Algum dia é bastante subjectivo e toda esta minha visão padece de falhas claras, mas one can dream, can’t he?

      • YES “HE / WE” CAN!!! O Martin Luther King também sonhou né? lol.

        Em relação ao teu mundo futurista, também creio que seja esse o futuro e não pura ficção científica… Talvez ainda seja durante a minha/nossa geração que isso aconteça, mas ainda com as reservas em relação às pessoas mais velhas. Esses serviços que apregoas e que são do conhecimento básico a alguém que frequente estes mundos, pode não ser tão fácil de entender no que diz respeito às pessoas mais velhas.

        O Cloud Computing é o futuro… agora vamos ver que erros é que vão ser cometidos até se acertar na fórmula certa (neutralidade da internet, serviços pagos vs. free e o respeito da confidencialidade dos nossos docs e ficheiros em geral).

        O Mário lançou uma boa lenha para a fogueira :)

        Cumps

      • Olá Daniel,

        Realmente essa única entidade a gerir tudo não será possível, a menor tentativa de isto acontecer será logo bombardeada com processos em tribunal, e com alguma razão, como bem disseste é muito poder para uma única empresa.

        Dito isto, esse futuro do qual falas não está assim tão longe, se analisares bem já tens muita integração, a nível de documentos pessoais já tens um cartão de cidadão que reúne uma série de informações e permite interagir com o Estado através de assinatura digital.

        O login único também já é parcialmente possível, com o OpenId e com o Facebook (também com o Twitter) podemos interagir com uma série de serviços diferentes.

        Grande comentário.

        Abraço. :)

  5. Parabéns! Sempre excelentes os teus artigos ;)
    Cumprimentos

  6. Este artigo foi escrito por André Santos em 21 Dezembro, 2010 às 17:51, o Pedro Lopes ker ser jornalista


  7. Gonçalo A.:

    Pois, de facto ainda não tinha pensado nisso.
    O Cloud Computing, apesar de já ser uma realidade, ainda está a dadasdqweqwed e é assim ar os seus primeiros passos e ainda terá uma grande guerra pela frente:
    Convencer a tudo e todos as suas vantagens!
    Com o andar da carruagem, o mercado de hardware vai ficar um quanto abalado com a procura a decrescer e ser apenas do lado dos servidores de cloud computing (até os jogos devem passar por algo parecido ao On Live). Ah! Os países em desenvolvimento também não devem aderir logo ao mundo do cloud computing devido à falta de infra-estruturas de suporte, nomeadamente velocidade de internet e volume grátis de tráfego.
    Mas de facto a tua questão é interessante, ainda não tinha pensado do lado dos servidores da Nuvem… penso que devemos ter de “pagar algo” de facto. Tipo, ter uma conta grátis com uma determinada capacidade de armazenamento e pagar mais caso se queira mais espaço. É o que acontece com contas de e-mail, serviços como dropbox, etc. E o debate de hoje em dia acerca da neutralidade da internet ainda vai ser mais pertinente nesse caso… até porque os donos dos servidores devem dar primazia aos seus clientes. No caso da neutralidade da internet quem tem o maior poder de controlo serão os governos de cada país.
    A ver vamos o rumo que isto toma.
    Cumps

  8. Muito bom! Add meus favoritos…
    Abraço

  9. Soberbo.
    Um artigo digno do TechCrunch! :)

  10. YES “HE / WE” CAN!!! O Martin Luther King também sonhou né? lol. Em relação ao teu mundo futurista, também creio que seja esse o futuro e não pura ficção científica… Talvez ainda seja durante a minha/nossa geração que isso aconteça, mas ainda com as reservas em relação às pessoas mais velhas. Esses serviços que apregoas e que são do conhecimento básico a alguém que frequente estes mundos, pode não ser tão fácil de entender no que diz respeito às pessoas mais velhas. O Cloud Computing é o futuro… agora vamos ver que erros é que vão ser cometidos até se acertar na fórmula certa (neutralidade da internet, serviços pagos vs. free e o respeito da confidencialidade dos nossos docs e ficheiros em geral). O Mário lançou uma boa lenha para a fogueira :) Cumps

    • Olá Ina,

      As pessoas mais velhas terão sempre muita dificuldade não só com o Cloud Computing mas com o uso de tecnologia em geral, é um problema ao qual não temos maneira de fugir.

      Como bem dizes a dificuldade que teremos pela frente será a de conseguir um equilíbrio entre confidencialidade, serviços pagos e free.

      Já em relação a neutralidade da Internet, tudo aponta para um futuro negro e abusivo por parte das operadoras se alguém não as travar, vamos ver como corre isto em 2011.

      Abraço. :)

    • Este comment era meu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      para a próxima ponham as referências do comment!

      Cumps


  11. beta-v:

    Fantástico, nota 20!

    Concordo plenamente!

    Se muita gente lesse isto e as operadoras tivessem conhecimento de certeza que iam fazer alguma coisa, a não ser que não tenham mesmo NENHUMA vergonha ;)
    Estamos num país de miséria, onde nem o dinheiro consegue comprar nada DECENTE!

    • Olá Marco,

      As operadoras não só têm conhecimento como de facto não têm vergonha nenhuma.

      Eu próprio, após muitas reclamações a uma delas, fui convidado a “deixar de ser cliente” por mais do que uma vez, coisa que evidentemente acabei por fazer.

      O descaramento chega a este ponto, em vez de solucionarem o problema convidam os clientes a saltar fora, rica politica.

      O que é necessário é que todos os clientes “reclamem com insistência”, mas pelos vistos não o fazem, ou por desconhecimento de que estão a ser alvo de um fraco serviço ou simplesmente porque não estão para se incomodar.

      Abraço. :)

  12. 100 commentários…HNY and continuação de BF!

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