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15/02/2011
Escrito por em Análises | 11.943 Leituras

Um dos componentes mais importantes de um computador (talvez seja o mais importante) é a placa gráfica, uma placa gráfica de baixo rendimento terá um impacto negativo bastante elevado e perceptível na performance do PC, é também o componente mais fácil de actualizar (juntamente com a memória RAM) ao longo dos vários anos de vida de um computador.

Imagem : AMD

Este é o sexto artigo desta série, cujo propósito é clarificar os leitores no momento da compra de um novo PC, se ainda não o fizeram é recomendável que leiam os artigos anteriores (e também os comentários neles contidos) pois está lá informação que só faz sentido em conjunto:

Como escolher um computador: parte 1, tipo de computador.

Como escolher um computador: parte 2, caixa e fonte de alimentação.

Como escolher um computador: parte 3, placas mãe.

Como escolher um computador: parte 4, processadores.

Como escolher um computador: parte 5, memória RAM.

Funcionamento da placa gráfica.

O objectivo primário da placa gráfica é processar e transmitir as imagens do computador para o monitor, através de um processo bastante complexo converte o código binário que recebe do processador em píxeis que depois formarão a imagem no ecrã.

Imagem : Nvidia

Dentro da placa gráfica encontramos um processador, mais conhecido por GPU (do Inglês: Graphics processing unit), e memória volátil (tal e qual a memória RAM),o funcionamento é parecido ao do processador principal do computador (CPU), o GPU faz o cálculos e usa a memória para transferência de informação, assim como existem canais de ligação na Motherboard (Bus) também a placa gráfica tem um canal de ligação entre o GPU e a sua memória.

Historia : A primeira placa gráfica foi criada em 1981 pela IBM para o primeiro PC da IBM, tinha 4KB de memória, e só podia representar texto numa única cor.

Tipos de placas gráficas.

Existem dois tipos de placas gráficas, integradas ou dedicadas, as placas integradas são as que estão embutidas na placa mãe ou dentro dos processadores (como é o caso dos mais recentes lançamentos da Amd e da Intel), não têm memória mas usam a RAM do computador partilhada em conjunto com o sistema, existe ainda uma variante híbrida que tem um buffer com memória dedicada mas também usa a memória do sistema, por norma estas placas integradas têm pouco rendimento sendo usadas em computadores de entrada de gama, se bem que os modelos mais recentes já permitem a reprodução de vídeo em alta definição sem problemas.

As placas dedicadas são as que oferecem o melhor rendimento, são placas adicionais que são ligadas a placa mãe através de slots de expansão chamados PCIe (PCIexpress), o GPU é de melhor qualidade do que os integrados e conta com dissipadores de calor e ventoinhas para além de generosas quantias de memória dedicada, ao não partilhar memória com o sistema permite um maior rendimento libertando-a para outras funções.

Imagem : Nvidia

Nas placas integradas é a Intel que tem a maior fatia do mercado, pois as placas embutidas nos seus chipsets dominam o segmento dos portáteis de baixo e médio custo e também dos netbooks, já nas dedicadas é a AMD (equipada com as placas da agora extinta ATI) e a Nvidia que absorvem a totalidade do mercado.

De referir ainda que tanto a AMD como a Nvidia têm duas categorias bem definidas nas suas placas dedicadas, as domésticas e as profissionais, do lado da AMD temos as Radeon no sector doméstico e as FireGL no profissional, já na Nvidia é a GeForce para o doméstico e as Quadro para o profissional.

GPU, Bus e memória dedicada.

As características principais a ter em conta na aquisição são: primeiro o procesador (GPU) depois a ligação do processador a memória (Bus) e por último a quantidade de memória, notem que tem que ser por esta ordem, contrariamente ao que é do conhecimento popular, o GPU e o Bus são mais importantes do que a quantidade de memória, esta última torna-se irrelevante se os outros dois componentes não forem de qualidade.

Imagem : Newegg

Por exemplo: uma placa gráfica com um processador muito fraquinho e 1 GB de memória é muito inferior a uma placa gráfica com um processador poderoso e 256 MB de memória, outro exemplo: duas placas gráficas com o mesmo processador e mesma quantidade de memória mas que tenham largura de banda diferente no Bus terão também um rendimento bastante diferente, um bus de 64 bits consegue transportar muito menos informação entre o GPU e a memória do que outro que tenha 256 bits.

O ideal é escolher o melhor processador com o maior Bus, a quantidade da memória só é relevante em casos de muita quantidade de informação, casos de trabalho profissional de 3D ou jogos que sejam usados em monitores de grandes dimensões, quanto maior o monitor maior a definição que suporta e mais píxeis terão de ser calculados e transmitidos pela placa gráfica.

Qual a placa gráfica ideal?

Perante a explicação acima penso que é fácil chegar a uma conclusão, quem adquirir um computador para funcionalidades básicas tipo e-mail, aplicações de produtividade, Internet, ver vídeos e filmes pode optar pelas placas integradas, já para jogos e algum trabalho ligeiro de edição gráfica e de vídeo o ideal é uma placa dedicada de baixa ou média gama.

Imagem : Nvidia

Para jogadores intensivos e trabalho ligeiro de 3D com grandes monitores o melhor é optar por placas dedicadas de média ou alta gama, já para profissionais de 3D e CAD as placas dedicadas de categoria profissional são o mais indicado e também o mais dispendioso.

Em última análise será sempre a disponibilidade financeira que vai ditar a escolha, temos que analisar as necessidades de utilização que temos para posteriormente adquirir o mínimo aceitável, notem que não foram aqui mencionados modelos em específico, como tem acontecido com os restantes artigos essa informação será apresentada mais a frente num artigo que terá a configuração ideal para a compra de um computador.

No entanto podem considerar (por alto) uma despesa de até 100 euros por placas dedicadas de baixa gama, entre 100 e 250 euros para placas dedicadas de média gama, de 250 euros até 500 euros por placas dedicadas topo de gama, e de 500 euros para cima (muito mais para cima) por placas dedicadas profissionais.

Esclarecidos? Não? Se tiverem dúvidas ou feedback acerca das placas gráficas não hesitem e descarreguem na zona dos comentários. O próximo artigo desta série vai abordar o funil do sistema, o disco rígido.

Este artigo foi escrito por em 15 Fev, 2011, e está arquivado em Análises. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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16 comentários em “Como escolher um computador, parte 6 : placas gráficas.”
  1. mais esclarecido era impossível. assim os nossos leitores poderão dissipar de uma vez por todas as suas dúvidas!

  2. Olá Mário,

    A ideia é mesmo essa. ;)

    Abraço. :)

  3. É importante o que disseram mas talvez seja importante mostrar aos utilizadores como chegar a uma noção do que é uma placa gráfica a partir da referencia, porque uma pessoa muitas vezes quando vai comprar uma gráfica não pergunta qual o processador, e até porque muitas (quase todas) vezes em que alguém vai para comprar um PC, quem o está a vender não tem habilitações e conhecimentos para precisar qual a potencia da gráfica.
    Cumprimentos

    • TTp, o Pedro está a preparar a nova série de artigos que irão reflectir essas mesmas dúvidas e deixar um pouco mais claro, ou pelo menos tentar, as necessidades dos vários tipos de utilizadores.

    • Olá TTp,

      O próximo artigo vai apresentar várias configurações de computadores com os componentes ideais para um respectivo patamar de preço, assim como também umas considerações finais, mas repara que não vou poder satisfazer toda a gente, com a informação que está neste artigo e nos restantes será muito mais fácil para vocês poderem ler nas revistas e sites os testes de grupo de placas gráficas por exemplo, e perceberem qual a mais indicada, lamentavelmente não estou em condições de fazer esses testes de grupo, o que é pena.

      Em relação ao sítio da compra, como referi no primeiro artigo o melhor é comprar em lojas pequenas da especialidade, eles em princípio sabem do que estão a falar, já se fores a uma grande superfície o mais certo é acontecer aquilo que estás a dizer, o fulano com que estás a falar pode saber menos do que tu.

      Mas agradeço o teu comentário porque levantou um problema que não tinha contemplado e que é a compra de um componente isolado em vez do PC completo, vou analisar a possibilidade de fazer um artigo que fale só destes casos.

      Abraço. :)

  4. Pedro Cardoso diz:

    Boas…
    tenho uma pequena dúvida, independentemente que sejam dedicadas ou integradas, existem dois tipos de placas graficas, as dedicadas e partilhadas, certo??
    Cumpriementos, continuação de um exelente trabalho :)

    • Olá Pedro,

      A resposta é não, as placas dedicadas não são partilhadas, leia-se “nunca usam memória Ram do sistema”.

      O que sim existe são placas integradas híbridas, que para além de usarem a memória do sistema têm também uma pequena memória cache, estas soluções estão identificadas na AMD com o termo HyperMemory e na Nvidia com o termo TurboCache.

      Esclarecido?

      Abraço. :)

  5. Pedro Cardoso diz:

    então uma placa grafica integrada é sinónimo de uma placa gráfica partilhada??

    • É exactamente isso, só que o termo partilhado não devia ser usado, são placas integradas que “partilham” a memória do sistema, alguns revendedores optam por dizer partilhadas em vez de integradas.

      Qual é o modelo em particular do qual tens dúvidas?

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