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29/04/2009
Escrito por em Cinema | 4.705 Leituras

KeroDicas apresenta-vos mais uma rubrica de Cinematograficamente Falando… elaborada por Hugo Gomes @ cinematograficamentefalando.blogs.sapo.pt.

A destacar X-Men Origens: Wolverine, Singularidades de uma Rapariga Loura e Salazar, A Vida Privada, que têm estreia marcada para esta semana. Esta semana trazemos-lhe também um especial de Clive Owen.

Real.: Gavin Hood / Int.: Hugh Jackman, Ryan Reynolds, Liev Schreiber

Este filme nunca seria feito se em 2000, o elegido a um dos personagens mais carismáticos do Universo Marvel, Wolverine, não tivesse igual impressão. O escolhido foi o na altura desconhecido Hugh Jackman, um actor australiano meramente televisivo que consegue alcançar o estrelato graças á sua personificação fiel do “mutante das garras de aço”. X-Men do ano 2000 dividiu opiniões e apesar do êxito, não seduziu de todo os fãs da inovadora série de banda desenhada. Realizado por Bryan Singer, um autor que brilhou com Usual Suspects, o thriller policial que lançou Kevin Spacey para o estrelato, também dirigiu a sequela, a partir daí teve a sua mercê a veneração dos fãs de Comics que elegiam X-Men 2 como um dos melhores exemplos de adaptação. Singer descartou o terceiro capítulo para poder trabalhar e Superman Returns da concorrente DC Comics, The Last Stand, sendo esse o subtítulo do terceiro filme que contou com Brett Ratner na “cadeira de realizador”, tornando assim num dos mais bem sucedidos filmes da Marvel.

Com Hugh Jackman ao rubro, que seguiu-se nos primeiros na lista de protagonistas a futuros projectos e até mesmo cotado para ser o novo James Bond, tem aqui o seu spin-off novamente na pele de Wolverine, num episodio anterior á trilogia que celebrou a personagem que retrata as origens deste personagem de mau feitio. X-Men Origins – Wolverine é realizado por Gavin Hood (Tsotsi) que conta com o carisma de Jackman como estrela de cerca de hora e meia de acção sem limites acompanhado pelos inovadores efeitos especiais, e tendo em conta o realizador que venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com o seu Tsostsi, promete uma maior ambição no tratamento das personagens, aliás, ele próprio compara este blockbuster da Fox com o seu filme prodígio, sendo o retrato de dois criminosos que ganham responsabilidades.

Além de Wolverine, outros personagens célebres do universo Marvel adaptados são Deadpool, o carismático mercenário o qual Ryan Reynolds veste a pele, Sabertooth, o eterno rival do nosso herói com Liev Schreiber no papel e por fim Gambit, outro carismático membro da X-Men que nunca surgiu na saga cinematográfico, terá finalmente aqui a sua aparição com o actor Taylor Kitsch (The Covenant). Um dos filmes mais esperados do ano, que mesmo abalado pela fuga da obra que serviu de ficheiro de download da internet, não seja por isso que este Wolverine não merece uma hipótese nas salas de cinema.


Real.: Manoel de Oliveira / Int.: Ricardo Trêpa, Rogério Samora, Catarina Wallenstein

Um ano não seria ano sem que um filme de Manoel de Oliveira se estreia-se nas nossas salas, e agora com 100 anos e sem apoios do estado eis que surge Singularidades de uma Rapariga Loura, uma adaptação da curta literária de Eça de Queiroz, que nos apresenta Macário (Ricardo Trêpa), um jovem contabilista que se apaixona por uma misteriosa mulher loira que lhe transforma a sua vida. Tal como nas mais recentes conversões das obras literárias a cinema, a recriação da mesma história ambientada nos tempos modernos tem vindo a ganhar consistência no nosso panorama cinematográfico, ora é O Crime do Padre Amaro (2005) que repudiou os amantes da obra de Eça, mas que fez descobrir as curvas gentis de Soraia Chaves e mais recentemente Um Amor de Perdição de Mário Barroso como adaptação livre de uma obra de Camilo Castelo Branco, este Singularidades de Uma Rapariga Loura segue o mesmo caminho.

O 46º filme de Oliveira celebra o que de particular ofereceu o seu cinema, desde o seu conhecido vasto da cultura portuguesa até a prolongação dos seus planos que tanto lhe deu “má fama”, outro aspecto que identifica este filme como sendo dele é o regresso de Trêpa, seu neto, como protagonista. No elenco poderemos encontrar o carismático Rogério Samora, Filipe Vargas e Catarina Wallenstein como a “singular rapariga loura”. A não perder este pedaço da nossa cultura.


Real.: Jorge Queiroga / Int.: Diogo Morgado, Soraia Chaves, Catarina Wallenstein

Quem é que não conhece Salazar? Quem nunca teve medo de Salazar? Uma das figuras históricas mais marcantes de Portugal terá direito á sua própria biofilme produzido pela Valentim Carvalho responsável pelo êxito ameno de Amália. A história do ministro das Finanças virado a “ditador” estreia próximo do 25 de Abril, o que não é por acaso. O seu regime de opressão, censura e limitação de liberdade marcou um século e fez da figura o seu “papão”. Produzido e exibido inicialmente como uma mini-série da autoria da SIC, esta versão cinematográfica comprime o dito seriado de forma a oferecer ao espectador a vida pessoal e detalhada de António Oliveira de Salazar, que vai desde as suas conquistas quer executivas e amorosas.

Na pele do político está Diogo Morgado (A Selva) que sofre nesta produção um exaustivo trabalho de caracterização e maquilhagem. Soraia Chaves e Catarina Wallenstein são duas das grandes paixões do “contabilista”. Realizado por Jorge Queiroga, responsável por muitos episódios dos Malucos do Riso.

Real.: Alex Proyas / Int.: Nicolas Cage, Rosa Byrne, Chandler Canterbury

Típico produto norte-americano, que combina efeitos especiais, os clichés de sempre, um final irrisório e a habitual moral de que a religião é certa e a ciência é blasfémia. Alex Proyas (Dark City, O Corvo) nunca tinha falhado, o que me faz pensar se a culpa não será de Nicolas Cage já que tudo o que ele toca se converte em “filmes de treta”.

Real.: David Frankel / Int.: Owen Wlson, Jennifer Aniston, Alan Arkin

É verdade, eis aqui um dos filmes que quase somos obrigados a gostar. Eis a comovente história de um cão e a sua relação com um jovem casal com o passar dos anos, Marley E Eu adaptação de um bestseller homónimo concentra toda a emoção no final, mas é na narrativa que peca, muito episódica. Aniston exibe os seus dotes de actriz subvalorizada e Owen Wilson é mais do mesmo, inexpressivo como sempre.

Real.: Tony Gilroy / Int.: Clive Owen, Julia Roberts, Tom Wilkinson

Eis um dos entretenimentos mais inteligentes da temporada, com um argumento cheio de reviravoltas impressionantes, um cuidado técnico exemplar e alguns toques do melhor do cinema de espionagem, Duplicity celebra ainda a química contagiante de Owen e Roberts, e mais ainda, a grande interpretação do sempre “bem” Tom Wilkinson. Para exibir que Michael Clayton não foi por sinal um caso esporádico.

Real.: Laurent Cantent / Int.: François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Laura Baquela

François é um jovem professor de Língua Francesa que se prepara para dar aulas a uma turma de um problemático liceu de Paris, contudo o seu método de agir e ensinar faz com que as suas aulas se transformam pontos de reflexões e discussão de ideias. Um filme inovador, realista ao máximo, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2008. Obrigatorio!

Extras – Capítulos, Trailer, Um ano “Entre les Murs” – Making of, Cenas Comentadas, Ateliers de Improvisação, Auto-Retratos, Entrevista a Laurent Cantet, Entrevista a François Begaudeu, Debate com Laurent Cantet no doclisboa 2008, Cartazes, Fotos

Real.: Adam McKay / Int.: Will Ferrell, John C. Relly, Richard Jenkins

Brennan (Will Ferrell) e Dale (John C. Relly) são forçados a viver juntos, porque os seus pais se casam. Ambos são homens de meia-idade com crises de imaturidade, encalhados e sem emprego, que faz com que tal convívio seja insuportável. Do mesmo realizador das Corridas Loucas de Ricky Bobby e do cunho de produção de Judd Apatow, eis uma comédia física e grosseira que se converte numa insuportável sucessão de gags que recorrem unicamente á química dos protagonistas, mais perto do final o filme tende em melhorara, sendo mais calmo e moralista. Enfim, isto é aquilo que chamo o perfeito modelo da comédia norte-americana.

Extras – Comentários do elenco, Cenas adicionais, Documentários, Apanhados, Videoclip musical: “Boats ‘N Noes”

Dono de uma legião de fãs que o aclamam como um futuro James Bond, um actor cuja o factor coollness é inevitável e o sangue britânico que lhe corre nas veias dá-lhe uma combinação de charme á inglesa com rudeza carismática dando uma inspiração com “pujança” de um futuro grande actor, cada vez mais em ascensão em terras hollywoodescas. Seguiremos de perto a sua biografia e filmografia com o charme que ele merece.

Actor de palco para actor de tela

Nascido em 3 de Outubro de 1964, Clive Owen estudou no Binley Park Comprehensive School, o qual com 13 anos juntou-se no clube de teatro escolar onde estreou com um pequeno papel na peça “Oliver”. Foi em 1984, já licenciado, junta-se á escola de Artes Dramáticas Real por três anos, o qual interpretou grandes clássicos como Henry VIII ou “The Lady From The Sea”, mas foi na peça de Romeu e Julieta de William Shakespeare que caiu por amores pela própria Julieta (Sarah-Jane Fenton), o qual viria a casar em 1995, tendo dois filhos. Foi apenas em 1988 que integrou a sua primeira obra cinematográfica britânica em Vroom (1988) de Beeban Kidron, o qual co-protagoniza ao lado de David Thellis, mas antes ainda surgiu num episódio da serie Rockliffe’s Baby em 1987. A partir daí, Clive Owen começou a tornar numa cara cada vez mais presente na televisão e no cinema britânico, em 1991 interpreta um incestuoso em Close My Eyes de Stephen Poliakoff, o qual representou em conjunto com Alan Rickman e Saskias Reeves, o filme teve um sucesso considerável e isso prejudicou a fama de Owen devido á intensidade do seu papel e isso recaiu na falta de papéis em mais de dois anos até ter surgido no telefilme The Magician em 1993.

“Puro-Sangue Inglês” em Hollywood

Depois de 7 anos de projectos televisivos e cinematográficos autóctones, foi com a co-produção inglesa e americana de Gosford Park do mestre Robert Altman que lhe “abriu” algumas portas invejáveis. No ano seguinte fazia pequenos papeis em filmes de acção nomeadamente The Bourne Identity, incluindo a curta-metragem do coreógrafo de acção chinesa, John Woo em Hostage (2002) que em conjunto com 6 curtas realizadas por vários directores, mas todas protagonizadas por Owen integravam um todo, uma longa-metragem de acção.

Em 2003 participou em mais duas co-produções inglesas e americanas, o discreto I´ll Sleep When I´m Dead de Mike Hodges e Beyond The Borders de Martin Campbell, o qual fez par romântico de Angelina Jolie num romance com Nações Unidas como pano de fundo. Em 2004, o actor conseguiu finalmente atingir o grande êxito com a revisão de King Arthur de Antoine Fuqua (2004) que o cotou como o futuro James Bond, um rumor que solidificou e fora apoiada por inúmeros bondofílos, mais tarde surgiu Closer de Mike Nichols, o qual teve o privilégio de contracenar com prestigiados e aclamados actores de diferentes gerações (Natalie Portman, Jude Law e sem esquecer Julia Roberts), o qual criou um ego de um personagem perversa, orientada e astuciosa, tal perdurou para futuros projectos, nomeadamente funcionou em perfeito com o seu papel de Dwight na obra de culto Sin City – Cidade Do Pecado, filme de Robert Rodrigeuz, Frank Miller e Quentin Tarantino.

O Futuro?

Depois de Sin City, surgiram outros projectos que afirmaram cada vez mais o estatuto de estrela em terras americanas, Derailed (2005) de Mikael Håfström, uma aparição no remake The Pink Panther de Shawn Levy, The Inside Man (2006) de Spike Lee, o qual contracenou com Denzel Washington e Jodie Foster, The Children Of Men de Alfonso Cuaron, Elziabeth – The Golden Age (2007) e Shoot’Em Up (2007) de Michael Davis.

O futuro reserva-se atarefado para ao actor, neste momento acaba de estrear The Internacional ao lado de Naomi Watts, no novo filme de Tom Tykwer e ainda volta a contracenar com Julia Roberts e Paul Giamatti, que já havia em Shoot’Em Up, num novo thriller de Tony Gilroy (Michael Clayton), Duplicity, poderá em 2010 voltar com a sua personagem Dwight para uma sequela de Sin City de Robert Rodriguez.

Este artigo foi elaborada por Hugo Gomes @ http://cinematograficamentefalando.blogs.sapo.pt/

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3 comentários em “Cinematograficamente falando…”
  1. @João Palma
    Já vi a tua mensagem. De qualquer maneira, no final de todas as páginas estão os links de contacto para poderes enviar mail directamente a nós. ;) http://www.kerodicas.com/contacto

  2. pois foi o k eu fiz mas dava sempre erro…

  3. Carlos Santos diz:

    sem dúvida, hoje vou ao cinema!

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