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28/01/2009
Escrito por em Nacional | 1.990 Leituras

Enquanto os jornalistas se esforçavam por saber o que se passava em Castelo Branco, onde um assalto fracassado a uma ourivesaria se transformou em cerco policial a um suspeito, André Melo assistia ao vivo ao se passava, mantendo um relato contínuo do que via desde a sua janela através do Twitter.

assalto_castelo_branco_via_twitter

Para quem não sabe, o Twitter é um serviço electrónico que permite partilhar mensagens com até 140 caracteres através da Internet. Basta um computador ligado à Web ou um telemóvel para alimentar uma página pessoal desde quase qualquer lugar, como aconteceu recentemente, quando um passageiro de um avião que amarou de emergência no rio Hudson, em Nova Iorque, deu a notícia antes de todos os meios de comunicação. Foi isso que André fez.

«Tiroteios aqui na rua. Grande aparato. A polícia ainda anda por aqui, parece que o assaltante está barricado aqui perto», lia-se na primeira das 22 mensagens sobre o caso inseridas por este internauta de Castelo Branco, que chegaram ao Twitter de vários jornalistas do PortugalDiário, ao início da noite desta terça-feira.

O fluxo foi sendo seguido à medida que os repórteres tentavam obter mais informações junto das autoridades. Sem se tratarem de uma fonte oficial, ou sequer citável, as mensagens de André Melo, foram de alguma forma indicativas do que se poderia estar a passar.

«Os polícias estão no parque de estacionamento aqui atrás todos armados. Parece que alvejaram um dos assaltantes que já foi levado para o hospital», escrevia André Melo, pouco depois de ter inserido a primeira mensagem, para depois corrigir a informação: «Parece que afinal o alvejado foi um polícia».

E entre o relato do que via, o internauta foi até partilhando alguns desabafos: «Epá, e eu a julgar que vivia na rua mais pacífica duma das cidades mais pacatas de Portugal». E até algumas hesitações: «O assaltante está bem mais perto de minha casa que pensava. Vou mas é sair daqui. Coverage is over boys».

Mas depois de ter dada a «cobertura» por finalizada, André regressava, dando conta do número de polícias no local: «Pelo menos uns oito, alguns com colete». E do desfecho do cerco das autoridades: «Entregou-se».

Antes de terminar a sua cobertura, André Melo ainda arriscou «dados definitivos» sobre o incidente: «Um fugiu, outro foi imediatamente apanhado e o outro gerou o aparato todo».

Fonte: Portugal Diário

Este artigo foi escrito por em 28 Jan, 2009, e está arquivado em Nacional, Notícias. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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