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06/07/2010
Escrito por em Mundo | 1.576 Leituras

Primeiro foi com a Microsoft e o famoso caso que a União Europeia interveio de forma a incluir um menu com vários exploradores de Internet, agora pode chegar a vez da Apple. A nova proposta da Agenda Digital, entre outras coisas, visa melhorar o acesso à Internet com maior penetração e velocidades mais altas, para eliminar as barreiras ao acesso de produtos online, como músicas ou filmes. Mas, sem dúvida, o mais impressionante é mudar o foco da regulação das empresas dominantes para uma posição significativa, como pode ser o caso do iTunes ou do Flash.

Assim,  com a regulação dos aspectos supre mencionados, o facto da Apple estar a descartar o Flash dos seus produtos pode ser considerado como uma forma de monopólio ou bloqueio ao tipo de tecnologia digital que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos últimos anos. Por outro lado, a aprovação desta lei significaria abrir o iTunes para especificações gerais de forma a que outros fabricantes possam sincronizar os seus computadores e aplicações sem qualquer tipo de limite.

Em caso de avançar, este acontecimento pode muito bem marcar o fim da luta com a Adobe, porque a empresa da maçã tem de passar a permitir o uso de Flash nos seus dispositivos ou aplicações.

Uma coisa é certa, o facto de se bloquearem aplicações que se não form por uma aprovação sabe-se lá de quem não funcionam a não ser com um jailbreak é sempre uma mais-valia. Qualquer iniciativa para aumentar a liberdade de escolha dos utilizadores, como já acontece com o menu de escolha do explorador de Internet do Windows é, e só pode ser,positiva, contribuindo para que os fabricantes se esforcem mais nos seus desenvolvimentos apresentando mais e melhores produtos.

De momento é apenas uma proposta, mas certamente ainda vai correr muita tinta até que vejamos algo de palpável, não acham?

Este artigo foi escrito por em 06 Jul, 2010, e está arquivado em Mundo, Notícias, Tecnologia. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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2 comentários em “Apple poderá ter de «abrir mão» de iTunes e da integração Flash”
  1. Tiago Dias diz:

    Mais uma vez é ridículo. A UE está a tentar meter o bedelho onde não é chamada, como aconteceu com o internet explorer. Se são eles, Apple ou Microsoft, que desenvolvem os produtos, que criam os produtos, porque carga de água são obrigados a incluir produtos de outras empresas? Muitas vezes empresas rivais. Parece-me ridículo a UE andar a perder tempo com questões que não lhe dizem respeito, em vez de se preocupar com coisas realmente de importância elevada.

    Imaginem-se a criar um novo produto, ou um novo software. Imaginem também que há empresas rivais com o mesmo tipo de produto. Era justo serem obrigados a incluir os produtos rivais nos nossos produtos? (isto para o caso do IE). No caso da Apple trata-se da não inclusão de uma tecnologia que, segundo eles, iria prejudicar o uso do iPad / iPhone. Se foram eles que criaram os produtos, porque não podem escolher que tipo de software usam? Não são empresas do estado, são empresas privadas que fazem produtos tecnológicos, o que é que políticos têm a ver com isso? A não ser que estes tenham boas razões (€€) para se meterem nestas questões..

    Imaginem um músico ter que incluir num cd sei músicas de outro cantor, só para podermos escolher o que ouvir.. Imaginem um carro ter que vir com pneus de todas as marcas (ou sem nenhum), depois nós escolhemos o que queremos… Ou, para fazer analogia com o flash e a Apple, um carro de uma certa marca ser obrigado a vir com um certo óleo para o motor depois de os fabricantes do carro dizerem que esse tipo de óleo prejudica a performance do automóvel… É ridículo!

    Há no entanto uma coisa que sou a favor! A Apple devia de oferecer uma opção para ligar e desligar o flash, pelo menos no iPad. No entanto, esta opção devia ser oferecida livremente pela Apple se assim o entenderem, e ninguém devia obrigar a nada, porque não faz sentido! Eles criaram o produto, eles têm esse mérito! Eles é que devem escolher o que lá vem incluido, quem não gosta não compra e acabou-se..

    Quanto à aprovação das aplicações da appstore, acho esse um ponto bastante positivo. Se assim não fosse, a appstore da apple, que é uma das maiores vantagens que o iPhone/iPad tem em relação a produtos rivais, não teria a qualidade que tem..

    Peço desculpa por me ter alongado demais :P Esta é uma questão, como já foi a do Internet Explorer, não faz sentido nenhum, e só mostra que os senhores que mandam estão de olhos postos onde não devem e não ligam ao que deviam ligar. Ou então são incentivados a olhar para estas coisas… (€€)

    Cumprimentos

  2. Boas…
    Olha só, acho que discordo em partes do que mencionou no post, veja bem:
    Quando se compra um computador, não nescessariamente deve vir com SO, pois o SO é vendido separadamente do equipamento, ou seja, se comprou um computador com Windows por exemplo, tem que aceitar o fato de vir com os programas desenvolvidos pela Microsoft, tanto para a navegação quanto para o uso diario, e o mesmo acontece de quem compra um Mac.
    Acho completamente errado a forma de pensamento de que tudo se trata de um “monopolio”, é até estúpido pensar desta forma.
    Se compras um iPod, tem que estar ciente de que deverá usar o iTunes para gerir sua músicas e vídeos, pois optou por comprar “este” equipamento, caso contrário, compre um leitor de mp3/4 comum e use o que quiser.
    A tecnoligia nestes casos, foi, unicamente desenvolvida pelos fabricantes, e, ao meu ponto de vista, nestas situações, acho que é errado querer colocar algum tipo de regra ou lei, pois a pessoa que comprou o tal equipamento já deve saber como deverá usar, e quais os recursos e tecnologias usados para que consiga tirar proveito.
    Comprou um produto da Apple, aceite, só isso, se não, é simples, devolva ou não compre mais.
    Não sou utilizador de Apple, pois realmente, para o meu trabalho não preciso, utilizo Microsoft e Linux em meus projetos, e estou satisfeito com tudo.
    Acho um absurdo a UE querer meter a mão onde não é chamada para querer mudar, ou melhor, forçar a mudança de algo que já sabemos como deveria de ser.
    Mais uma vez, volto a dizer, não gosta, não compre, não está satisfeito, troque, mas não tente descarregar suas frustrações em algo que já sabia e que mesmo assim insistiu em adquirir.
    Precisamos sim, tem escolhas e mais opções, por este motivo temos vários tipos de produtos desponíveis a nossa escolha, é só pensar um pouco…

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