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25/01/2011
Escrito por em Mundo | 1.800 Leituras

O momento é de polémica e discussões no que toca à protecção dos direitos de autor e leis que vão brotando por aqui e por ali que vão permitindo às grandes empresas de conteúdos «caçar» quase de forma animalesca qualquer um que se atravesse no caminho do P2P são o «pão nosso de cada dia».

Numa análise levada a cabo por «nuestros hermanos», mais concretamente pela Universidade Carlos III, chegou-se à conclusão que de 55.000 torrents disponíveis no The Pirate Bay e no Mininova, são as próprias organizações anti-pirataria que fornecem conteúdo falso, alimentando a idéia de que as redes P2P são menos eficientes e atractivas. A tudo isto podemos somar os ficheiros maliciosos que representam já 30% de todo o material disponível o que se traduz em 25% do total das descargas completas. O cerco aperta-se? Jogo sujo?

Os principais argumentos dos grupos anti-pirataria usam como argumentos os conteúdos falsos e vírus como meio para afastar os utilizadores mais sensatos, no entanto, mesmo existindo esses conteúdos o estudo espanhol concluiu que a grande maioria é distribuída entre os servidores utilizados por essas mesmas entidades.

Não os podes vencer junta-te a eles, parece ser o lema de vida, mas nestes casos com sabor amargo para o utilizador final, onde se tenta combater o inimigo no seu próprio jogo. O cerne da questão centra-se, na minha opinião, no facto de estarmos bem longe de encontrar soluções razoáveis para gerar novos métodos de distribuição de conteúdos, sendo preferível produzir material malicioso e distribuí-lo à força toda como forma de desanimar as hostes ao invés de facilitar as compras e aumentar volumes de venda.

Curioso é ainda o facto de o estudo revelar que os 100 uploaders mais famosos do The Pirate Bay apenas metade o faz por altruísmo, ficando os restantes 50% na mão de organizações de luta contra a pirataria convertidos em verdadeiros distribuidores de malware.

Fica a lição dada e aprendida, pois ainda temos muito para caminhar antes da queda final das redes P2P, no entanto, a luta continua, e o mais provável é as editoras e produtoras de conteúdos virem a provar um pouco do seu próprio remédio, especialmente quando a comunidade se unir de verdade e lhes mostrar o quão forte é.

E a vocês, já vos aconteceu sacar de uma qualquer rede P2P qualquer tipo de malware ou conteúdo falso?

Este artigo foi escrito por em 25 Jan, 2011, e está arquivado em Mundo, Notícias, Websites. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site.

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6 comentários em “P2P sofre cada vez mais na pele com organizações antipirataria”
  1. Claro que sites públicos são sempre de ter cuidado…

  2. Seveconfidential diz:

    esse estudo dos nuestros hermanos peca so por si numa coisinha de nada … o mininova ja nem existe cm site de torrents piratas … nao é keu use essas coisas :))) mas pa ja esse estudo pa mim ta xumbado :))))

  3. Quando se saca ficheiros de fontes não oficiais é sempre necessário ter algum conhecimento do que se está a sacar. Exemplos:

    Sacar um filme DVDrip com menos 690mb é de estranhar o ficheiro… a não ser que não tenha a qualidade dvdrip
    Ficheiros de música com +/- 3min com 320 de bitrate a 1mb é se suspeitar…
    E por aí ;)

    Cumps

  4. nunca me aconteceu. Ou pelos comentários que são deixados a certos conteudos, ou porque a fonte é de confiar. É só saber procurar como deve ser.

  5. Se disponibilizam conteudos via torrent, também são piratas. Nos servidores é mais complicado já que alguns têm scanners de antivirus (mas são poucos).
    Os p2p só têm uma solução: mudar e evoluir, protegendo o ip do utilizador (i2p) e combatendo a fraude na partilha. Penso que + dia – dia é o que acontecerá.
    Só de referir uma coisa, quem usa p2p não significa que não respeite o trabalho do creador, contudo fá-lo porque o produto no mercado actual é caro para o seu bolso.

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